11 de outubro de 2009

Mais perto da África do Sul


Com a vitória de ontem sobre a Hungria (3-0) o play-off de apuramento para o Mundial da África do Sul fica já ali bem pertinho.

E é por aí que se deve começar.

Há um play-off a disputar (não vamos ficar pelo caminho com um jogo em casa com Malta, não é?) antes de chegar ao Mundial (aqui os possíveis adversários http://abola.pt/nnh/veraspx?id+179043) .

E teremos que disputar esse play-off porque houve incompetência na caminhada até aqui.

A "criatividade" do seleccionador deixou-nos numa posição periclitante.

Ontem, sem "criar", e com a preciosa ajuda da Dinamarca (medalha de mérito para Jakob Poulsen!!), a selecção portuguesa ganhou naturalmente a uma selecção húngara bem fraquinha.

Aliás, e esse é um aspecto que o foguetório não pode esconder, as equipas presentes no grupo não eram nada de extraordinário....

Segredos para a vitória de ontem?

Apenas jogar com os jogadores nas suas posições naturais e num sistema para o qual estão talhados.

O guarda-redes e o lado esquerdo da defesa são as maiores debilidades desta selecção.

Com a "contratação" de Liedson ficou temporariamente resolvido o problema do ponta-de-lança.

E Liedson está a fazer o que era esperado dele - marcar golos.

No restante, apesar de haver alguma indefinição na posição 6, há soluções de sobra, as que seriam suficientes para ganhar este grupo.

A lateral direita está muito bem preenchida (Bosingwa e Paulo Ferreira), o centro da defesa é excelente (Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Pepe, que é central, não é um 6, Rolando).

No meio sobram as soluções, faltando que Miguel Veloso se afirme de uma vez por todas como o número 6 que pode ser, deixando de lado a moda e a Fátima Lopes.

Extremos também os há, em qualidade e quantidade, apesar de Ricardo Quaresma ter definitivamente desaparecido do mapa.

Com Liedson, Nuno Gomes e Hugo Almeida, há quem marque golos e "obrigue" o seleccionador a não queimar Ronaldo naquela posição.

Foi só isso que aconteceu ontem.

Um simples 4-3-3, com Pedro Mendes a jogar na posição 6, que ele conhece bem, Ronaldo (depois Nani) e Simão nos extremos, Liedson no meio, Deco como o 10 especial que é (constrói e recupera), Raúl Meireles naquele trabalho de formiguinha que sabe fazer de maneira excelente, mesmo quando não está num pico de forma.

A defesa, mesmo com aquela adaptação na esquerda (será que César Peixoto se afirma no Benfica?), é boa e ajuda a disfarçar algumas debilidades do guarda-redes.

E assim, sem grandes segredos, ganham-se jogos.

Foi esse um dos grandes méritos de Scolari.

Agarrou no trabalho que estava feito, colocou os jogadores nas suas posições naturais, e juntou-lhe aquela pitada de samba que levou o País atrás.

Venha agora Malta, veremos o que nos reserva o sorteio do play-off, e, já agora, dava jeito que Ronaldo definitivamente conseguisse afastar a malapata que o acompanha na Selecção.

Acima de tudo, por favor não seja criativo Prof. Carlos Queiroz, que não lhe pagam para isso e você está longe de ser um visionário!

A Selecção não é extraordinária, não é fora-de-série, mas tem um fora-de-série (Ronaldo), excelentes defesas centrais, bons médios e extremos.
Mais do que suficiente para estar presente no Mundial e fazer boa figura.
Sem necessidade de demonstrações de criatividade e genialidade onde essas qualidades não existem.


1 comentário:

  1. É coisa minha, ou a selecção tem vitórias sólidas quando o amuadinho não está em campo (não retiro valor com isto ao moço)?

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