16 de outubro de 2009

El dios que nos hace ateos




Tinha escrito ontem que não acredito que Maradona venha algum dia a ser um bom treinador de futebol.


Foi um futebolista fabuloso, um dos melhores de sempre, mas não tem a dimensão humana, a capacidade de liderança, a visão e a inteligência necessárias a quem pretende comandar uma equipa de futebol.


Pior, é uma pessoa altamente instável, mal educada e imensamente parva.


A prova, se era necessária, deu-a na conferência de imprensa que se seguiu ao jogo em Montevideu, que selou a participação da selecção argentina no Mundial de Futebol do próximo ano.


Insultos gratuitos a quem criticou a performance (muito pobre) da selecção alvi-celeste sob o seu comando, e uma atitude de um menino mimado que precisa é de levar um bom par de estalos nas ventas, dizem tudo acerca do personagem (ver aqui http://www.youtube.com/watch?v=B56VoO3LMlM&feature=player_embedded ).


A selecção argentina possui um leque imenso de jogadores excepcionais.


As dificuldades de qualificação, garantida no último jogo, só se explicam pela ausência de liderança e pela incompetência daquela figurinha que os argentinos tratam por dios.


Adorado pelos argentinos (dá a ideia que já foi mais....) e pelos napolitanos, Maradona só me agradou com a sua magia dentro do campo.


Mas, mesmo enquanto futebolista, teve atitudes altamente condenáveis e foi um péssimo exemplo de comportamento cívico para a legião de fãs que o seguia.


A sua prosápia não me convence e Maradona é, para mim, a prova viva que um futebolista excepcional não será necessariamente um bom treinador.


Para comandar uma equipa de futebol não é preciso ter bons pés.


E é só isso que este sujeitinho tem.




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