24 de outubro de 2009

A encruzilhada de Paulo Rangel


O estado maior do PSD já decidiu.

Vão ser realizadas eleições internas no partido para escolher a futura liderança.

E o líder vai ser Paulo Rangel.

Onde é que eu já ouvi isto? Nunca organizar umas eleições antes de se saber quem é que as vai ganhar?

Ah! pois, não interessa....

Pedro Passos Coelho já assumiu a sua candidatura, mas também já percebeu que o partido, e a actual liderança, vão fazer de tudo para que não tenha quaisquer hipóteses de vitória.

E fica o preferido Paulo Rangel confrontado com um problema muito sério.

Já não lhe bastava ter que abdicar do seu lugar de eurodeputado para, eventualmente, tomar conta do partido, Paulo Rangel sabe que, com a benção da actual liderança, a sua candidatura sai fagilizada.

Dentro do partido e aos olhos da opinião pública.

Mais do mesmo, apenas com uma cara diferente, será o que os outros partidos, e Pedro Passos Coelho, irão imediatamente argumentar.

Mas Paulo Rangel não tem "aparelho"dentro do partido.

Para ser eleito, precisa do "aparelho" de Manuela Ferreira Leite.

Como desatar este nó górdio?

Aí está a explicação para a ponderação, o direito à ponderação, o tempo para ponderar de que tanto fala Paulo Rangel.

Entretanto, e com alguma malícia à mistura, a actual liderança do PSD vai apreciar o Orçamento e o Programa do Governo.

Paulo Rangel, ou outro qualquer líder, quando forem eleitos, já têm a agenda, nos tempos mais próximos, fortemente condicionada.

Sem dúvida, o laranja português tem uma matiz cada vez mais negra.

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