30 de abril de 2018

O que se aprende com os miúdos


- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina.

- Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia.

- Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só a mamã é que tem de dormir sempre com o papá.

- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi utilizado e é bom para o ambiente.
(Que bom!) 

- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem.

- As vacas não podem correr para não verterem o leite.

- Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima.

- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado. (Efectivamente deve ajudar mais.) 

- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio.

- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas. (Nunca mais como batatas.) 

- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa.

- Um círculo é um quadrado redondo.

- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio.

- A minha irmã está doente. Todos os dias toma uma pílula, mas às escondidas para os meus pais não ficarem preocupados.

BOA SEMANA!

27 de abril de 2018

Divirtam-se


Calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.

Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas: 
excesso de nabos, falta de tomates e muito grelo abandonado.

O trabalho fascina-me tanto que,às vezes, fico parado a olhar para ele.

O casamento é um relacionamento a dois no qual uma das pessoas está sempre certa e a outra é o marido.

A mulher está sempre ao lado do homem,para o que der e vier;
Já o homem está sempre ao lado da mulher que vier e der.

Se fores chata as tuas amigas, perdoam;
Se fores agressiva as tuas amigas, perdoam;
Se fores egoísta as tuas amigas, perdoam;
Agora experimenta ser magra e linda!
Tás feita!

O amor é como a gripe - apanha-se na rua, resolve-se na cama!

A falta de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me lembro.

Portugal é um país geométrico: 
é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas por bestas-quadradas!

A diferença entre Portugal e a República Checa é que esta tem o governo em Praga e Portugal tem a praga no governo.

Não procures o príncipe encantado.
Procura, antes, o lobo mau:
ouve-te melhor, vê-te melhor e ainda te come.

Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho.
Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me!!!

A mulher do amigo é como a bota da tropa - também marcha!

O cérebro é um órgão maravilhoso.
Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.

O teu computador é como uma carroça:
tem sempre um burro à frente!!!

Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia.

Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.

Chocolate não engorda, quem engorda é você.

BOM FIM-DE-SEMANA!

26 de abril de 2018

Maturidade aos 16 anos, sim ou não?


Já todos ouvimos a expressão tão em voga “temas fracturantes”.
Temas susceptíveis de criar polémica nas sociedades e que por isso devem ser objecto de todo o cuidado e de aturada reflexão, discussão, sólida base científica. 
Terá sido assim com a decisão recentemente tomada em Portugal de se permitir a mudança de nome e de sexo aos 16 anos de idade? 
Confesso que tenho sérias dúvidas. 
Dos partidos com representação parlamentar o tema recebeu votos desfavoráveis do PSD e CDS. 
O PCP optou pela abstenção, os restantes partidos aprovaram a alteração legal. 
Uma aprovação que levanta uma série de interrogações demasiado evidentes para serem deixadas passar em claro. 
Se não se considera que a pessoa aos 16 anos tem maturidade suficiente para votar, conduzir, como é que se explica que se considere que tenha maturidade suficiente para tomar uma decisão que vai afectar toda a sua vida? 
Bem sei que dos 16 aos 18 anos é necessário o consentimento dos pais. 
E que é sempre necessária avaliação médica.
Mas, mesmo assim, não se estará a andar muito depressa num tema que merecia aturada reflexão, estudo e debate?
Passo histórico para os partidos que aprovaram a medida, radicalismo ideológico para aqueles que votaram contra, este é um exemplo típico de um tema fracturante – muito polémico, susceptível de criar grandes discussões, gerar grandes divisões, grandes paixões e ódios. 
E que acredito não terá conhecido a última palavra com a alteração legislativa recentemente aprovada.

Intemporais (115)

25 de abril de 2018

Paz na Península Coreana?


Lao-Tse ensinou-nos que “Uma grande caminhada começa com o primeiro passo”.
Este ensinamento taoista deve estar sempre presente na que se antevê ser uma longa caminhada até se atingir a paz na Península Coreana.
Tecnicamente em guerra desde 1953, o ano em que foi concluído o cessar-fogo entre os dois beligerantes, é desde logo um sinal positivo o simbolismo do encontro entre os líderes do Norte e do Sul se ir realizar na cidade fronteiriça de Panmunjom, precisamente o mesmo local onde foi assinado o referido cessar-fogo.
Com a memória viva de tensões ainda tão recentes é com um misto de esperança e cautela que o Mundo olha para as conversações entre os dois líderes coreanos.
Conversações que é fácil antever serão centradas em alguns temas ainda sensíveis, a par com outros que podem sinalizar mais fortemente a reaproximação que se deseja.
Sinal de desanuviamento foi desde logo a participação de uma delegação do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno que tiveram lugar em Pyeongchang.
Uma participação em tudo ligada à suspensão dos exercícios militares conjuntos entre americanos e sul-coreanos.
Estes sinais de boa vontade são essenciais num processo negocial entre nações asiáticas, na busca das ansiadas paz e harmonia.
Mas há temas delicados a discutir e negociar.
A reunião de famílias separadas desde os tempos da guerra, o abandono efectivo do programa nuclear norte-coreano, o suavizar ou eventual levantamento de sanções que estrangulam o regime norte-coreano.
“Uma longa caminhada começa com o primeiro passo”.
Que será dado em Panmunjom.
Depois, com tempo, com o auxílio de outros actores, ainda que só nos bastidores, deve juntar-se o pensamento de Lao-Tse ao do poeta António Machado e perceber que “o caminho faz-se caminhando”.

Papa Francisco contando uma piada

24 de abril de 2018

Técnica do disco riscado



Há discursos que se adivinham, respostas que se conhecem ainda antes de se formularem as perguntas.
Como diria Octávio Machado, “vocês sabem de quem estou a falar”.
E também há relatórios que seguem a mesma técnica do disco riscado cada vez mais utilizada nas mais variadas situações.
O relatório sobre os direitos humanos do Departamento de Estado norte-americano é um dos melhores exemplos desta realidade.
Todos os anos, com o pólen da Primavera, aparecem as alergias dos norte-americanos, muito pouco preocupados com a sua cada vez mais patética situação interna mas sempre muito atentos a realidades externas.
O relatório do Departamento de Estado norte-americano é cada vez mais um copy-paste do ano anterior.
E Macau sabe isso muito bem.
A mesma sensaboria, as mesmas críticas, por certo as mesmas fontes.
E um momento que até podia ser importante para fazer reflectir quem tem responsabilidades na Região Administrativa Especial de Macau, e quem observa a mesma de fora, perde toda a sua credibilidade num emaranhado de críticas repetitivas, enfadonhas, hipócritas.
O presidente norte-americano adora a expressão fake news.
Olhando para o relatório do Departamento de Estado norte-americano, especialmente na parte que se refere a Macau, é essa a sensação que fica – entre algumas verdades, um montão de fake news.

Lista dos 9 maiores devedores que afundam a Caixa Geral de Depósitos



Lista dos 9 maiores devedores que afundam a Caixa Geral de Depósitos 

O total de imparidades registadas pelos nove maiores devedores chega aos 912,1 milhões de euros. 
Seguem os nomes que surgem na lista dos maiores devedores da CGD, divulgado pela comunicação social.

Grupo Artlant – 476,4 milhões de euros e 214 milhões em perdas de crédito (imparidades) reconhecidas. 
A Artlant foi criada para desenvolver um grande projecto industrial em Sines, com a construção de uma unidade do sector químico. 
O promotor era o grupo catalão La Seda, grupo que depois de entrar em crise chegou a ter como accionista de referência o empresário português Carlos Moreira da Silva, líder da Barbosa e Almeida (e accionista do Observador).
A Caixa Geral de Depósitos começou por ser uma grande financiadora, mas acabou por se tornar accionista da La Seda, onde ainda tem 14%, e da própria Artlant. 
Um envolvimento que tinha também como objectivo assegurar a realização do investimento na fábrica de Sines.
A empresa avançou com um processo de revitalização especial (PER) e em 2015, a Caixa reclamou créditos superiores a 520 milhões de euros. 
A última informação disponível já do início de 2015 é da que foi proferida a sentença de homologação do plano de recuperação.

Grupo Efacec – 303,2 milhões de euros de créditos e 15,2 milhões de imparidades. 
A exposição resultará do financiamento à empresa, mas também aos seus dois maiores accionistas, o grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves. 
Os grupos portugueses venderam 65% da principal unidade do grupo Efacec, a Efacec Power Solutions, a Isabel dos Santos há cerca de um ano. 
O negócio, avaliado em 200 milhões de euros, foi mais do que uma simples venda, esteve enquadrado numa reestruturação de dívida dos accionistas e da empresa.
A Caixa enquanto credora participou no financiamento desta operação.

Vale de Lobo – 282,9 milhões de euros de exposição e 138,1 milhões em imparidades. 
É um negócio imobiliário polémico que se cruza com o inquérito judicial ao antigo primeiro-ministro José Sócrates e que envolve ainda Hélder Bataglia, o presidente da Escom. 
A decisão da Caixa Geral de Depósitos de entrar no empreendimento de luxo no Algarve data de 2006 e tem sido atribuída ao então administrador do banco público, Armando Vara. 
A Caixa é accionista da sociedade que explora Vale do Lobo, ao mesmo tempo que é a maior financiadora.
Em 2014, a holding de imobiliário que detinha esta participação reconheceu perdas de 196 milhões de euros, parte da qual será atribuída a Vale do Lobo. 
Nas contas de 2015, a Caixa diz que a situação líquida era negativa em 137 milhões de euros. 
O banco do Estado tem uma participação financeira de 24%, mas é também o maior credor deste empreendimento que no ano passado foi posto à venda.

Auto Estradas Douro Litoral – 271,3 milhões de exposição e 181,4 milhões de créditos perdidos. 
A concessão de autoestradas volta a cruzar os caminhos do banco do Estado com o grupo José de Mello que, através da Brisa, é um dos maiores accionistas desta concessionária que entrou em incumprimento dos compromissos financeiros assumidos com os bancos financiadores, nomeadamente ao nível dos rácios. 
A Douro Litoral é uma concessão com portagens cuja receita tem-se revelado muito abaixo do previsto e insuficiente para remunerar o investimento. 
A empresa tem em curso vários pedidos de compensação financeira ao Estado, no valor global de cerca de 1,4 mil milhões de euros que estão a ser analisados em tribunal arbitral.

Grupo Espírito Santo – 237,1 milhões de euros em créditos e 79 milhões de imparidades. 
A Caixa Geral de Depósitos, enquanto maior banco português, foi também a instituição financeira que mais exposta estava ao Grupo Espírito Santo. 
O Observador fez um levantamento, em maio do ano passado, da exposição da banca ao GES, ainda com base em listas provisórias de valores reclamados pelos credores de sete sociedades que estavam em processo de revitalização ou insolvência. 
O montante era da ordem dos 1.300 milhões de euros. 
A Caixa reclamava cerca de 410 milhões de euros.

Grupo Lena – 225 milhões de créditos e 76,7 milhões de imparidades. 
O grupo construtor com sede em Leiria foi um dos que mais cresceu durante o último ciclo de obras públicas em Portugal, durante os governos de José Sócrates. 
O Grupo Lena esteve nas autoestradas, na renovação do parque escolar, e no projecto da rede de alta velocidade (TGV), onde fez parte do consórcio que ganhou o primeiro contrato, e que entretanto foi cancelado. 
A Lena cresceu também para outros sectores — turismo, energia e comunicação social — e outras geografias, ganhando importantes contratos em mercados emergentes, como a Argélia e a Venezuela. 
A demora e incerteza na concretização destes contratos internacionais, alguns obtidos à boleia das viagens oficiais do ex-primeiro ministro, José Sócrates, e a asfixia do mercado de construção português apanharam o grupo em contramão, em plena aposta expansionista.
A Lena teve que travar a fundo e fazer uma reestruturação do seu endividamento.

Grupo António Mosquito – 178 milhões de euros e 49,2 milhões de euros de créditos perdidos.
O empresário angolano sempre ajudado e representado pelo seu advogado Proença de Carvalho, está associado a dois investimentos em Portugal: a Soares da Costa e a Controlinveste. 
No caso da Caixa, a exposição a António Mosquito poderá resultar do financiamento ao empresário português que era o maior accionista da Soares da Costa, Manuel Fino. 
A Caixa era um das grandes financiadoras de Manuel Fino, tendo inclusive, executado uma parte das acções que o empresário tinha na Cimpor.

Reyal Urbis – 166,6 milhões de euros de empréstimos que lhe foram concedidos, com 133,3 milhões de imparidades.
A imobiliária espanhola já estava identificada em 2013 como uma das principais devedoras da Caixa, altura em que apresentou um processo de insolvência — o segundo maior da história de Espanha.
No ano anterior, o endividamento da empresa tinha chegado ao 3, 6 mil milhões de euros. 
O Santander e a filial Banesto estavam entre os maiores credores da imobiliária que lhe devia 830 milhões de euros, apontava então o jornal espanhol El Mundo que colocava a CGD na lista dos credores minoritários.

Finpro SCR – 123,9 milhões de euros e 24,8 de imparidades totalizadas. 
Esta sociedade teve como accionistas Américo Amorim, o fundo da Segurança Social e o Banif, e realizou vários investimentos internacionais, financiados com dívida, sobretudo na área das infraestruturas. 
A Finpro entrou em processo especial de revitalização em 2014 e notícias apontam a Caixa como detentora de mais de metade da dívida da Finpro. 
Uma das participações da Finpro era no sociedade gestora do Porto de Barcelona que foi vendida no ano passado. 
A sociedade terá entretanto sido considerada insolvente com uma dívida de 268 milhões de euros. 

23 de abril de 2018

SEXO MUÇULMANO


Um casal muçulmano 'moderno', que prepara o casamento religioso, visita um Mullah para pedir conselhos.
 No final, o Mullah pergunta se eles têm mais alguma dúvida.
O homem pergunta:
- Nós sabemos que é uma tradição no Islão os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. 
Mas na nossa festa de casamento gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos.
-Absolutamente, não ! - diz o Mullah 
- É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados.
- Então após a cerimónia eu não posso dançar nem com minha própria mulher?
- Não - respondeu o Mullah.
- É proibido pelo Islão.
- Está bem - diz o homem 
- E que tal sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! 
No Islão, o sexo é bom dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah.
- Mulher por cima? - pergunta o homem.
- Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande. Pode fazer! 
De gatas?
- Claro! Alá é Grande!
- Na mesa da cozinha?
- Sim, sim! Alá é Grande!
- Posso fazê-lo, então, com as minhas quatro mulheres juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa de óleo quente, alguns vibradores, chantilly, acessórios de couro, um pote de mel e vídeos pornográficos?
-Claro que pode! Alá é Grande!
-Podemos fazer de pé?
- Nãããããão, isso é que não!
 DE MANEIRA NENHUMA! diz o Mullah.
- E porque não? pergunta o homem, surpreso.
- Porque vocês podem entusiasmar-se e começar a dançar....


BOA SEMANA 

20 de abril de 2018

Anedota divinal


Uma senhora de meia-idade teve um ataque de coração e foi parar ao hospital.
Na mesa de operações, quase às portas da morte, vê Deus e pergunta: 
- Já está na minha altura? 
Deus responde: 
- Ainda não. Tens mais 43 anos, 2 meses e 8 dias de vida. 
Depois de recuperar, a senhora decide ficar no Hospital e fazer uma lipoaspiração, algumas cirurgias plásticas, um facelift,... 
Como tinha ainda alguns anos de vida, achou que poderia ficar ainda bonita e gozar o resto dos seus dias. 
Quando saiu do Hospital, ao atravessar a rua, foi atropelada por uma ambulância e morreu. 
A senhora, furiosa, ao encontrar-se com Deus, pergunta-lhe: 
- Então eu não tinha mais 40 anos de vida? Porque que é que não me desviaste do caminho da ambulância? 
Deus responde: 
- Porra ! Eras tu ? Nem te reconheci!


BOM FIM-DE-SEMANA

19 de abril de 2018

Presidente da Assembleia da República diz que deputados das Ilhas não infringiram nenhuma lei


Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República, afirmou que “(…) os deputados da Ilhas não infringiram nenhuma lei nem nenhum princípio ético, nem nesta nem em qualquer legislatura".
A afirmação surge na sequência de uma notícia do jornal Expresso na qual era dada a conhecer uma situação de hipotética duplicação de subsídios de deslocação e/ou recebimento de verbas (500 euros) quando não havia sequer deslocações que justificassem as mesmas.
As afirmações do Presidente da Assembleia da República, segunda figura na hierarquia do Estado, são infelizes e reflectem uma visão corporativista do problema de todo desajustada e altamente criticável.
Acredito que haverá base legal para a atribuição destas verbas.
Mas é pelo menos seriamente duvidoso que seja legal tal abono se e quando não há deslocações.
Muito diferente é a dimensão ética desta problemática.
Subsídios de deslocação de 500 euros, uma verba substancial para a realidade da economia portuguesa, e superior aos salários ou pensões de reforma de muitas pessoas, é algo eticamente reprovável.
Não se trata de populismo, de demagogia, de ataque partidário, porque esta realidade parece ser transversal, atravessar todo, ou quase todo, o espectro partidário com representação parlamentar em Portugal.
Eduardo Ferro Rodrigues, com as afirmações agora dadas a conhecer, dá a ideia que vestiu a camisola do seu clube e defendeu intransigentemente o mesmo.
O problema é que, com estas afirmações, apareceu aos olhos do público como um qualquer adepto fanático, daqueles que se recusam a ver o óbvio.
Não é grave num qualquer adepto fanático, é muito grave se o adepto fanático é o Presidente da Assembleia da República a querer cegamente justificar o injustificável.

Intemporais (114)

18 de abril de 2018

Amar a Pátria, amar Macau



Já todos ouvimos o slogan “Amar a Pátria, amar Macau”.
Quantos de nós discordamos do conteúdo do mesmo??
Se o amor à Pátria pode ser diferente, divergindo naturalmente em razão da origem, da Pátria de cada um, todos coincidimos no amor a Macau, à “Mátria’, como Henrique Senna-Fernandes designava esta que é cidade do Santo Nome de Deus.
Sendo tais verdades evidentes e irrefutáveis confesso que não consigo compreender os movimentos patriotas que se têm vindo a desenvolver em Macau.
Estará a estabilidade de Macau em perigo para se acentuar tanto e tão frequentemente o sentimento patriótico?
Ou ando muito distraído ou afirmaria que não há qualquer perigo nessa vertente.
A nova legislação anunciada recentemente pelas autoridades administrativas, na sequência do discurso que chega de Pequim e passa pelo Gabinete de Ligação, é um bom exemplo deste movimento patriótico.
Nova legislação que irá conduzir à criação de uma nova entidade administrativa.
Serão necessárias é a pergunta que (me) faço?
Quantos movimentos anti-patriotas, de sedição, de traição à Pátria, aconteceram em Macau até hoje?
Mais uma vez, ou ando muito distraído, ou não aconteceu nem um.
Nem é previsível que aconteça.
A ideia é prevenir para não ter que remediar?
Só pode ser isso.
Mas continuo a pensar que há (muitas) questões bem mais prementes e a merecerem muito mais atenção que esta.


Medidas regionais bem antigas


Talvez nem todos saibam que antigamente, desde a Idade Média, sobretudo a partir do movimento foraleiro, isto é, da atribuição das Cartas de Foral aos Concelhos, que as medidas com que se aferiam os pesos, capacidades e comprimentos das produções, agrícolas e industriais, assim como dos bens e mercadorias que animavam as actividades mercantis nacionais, eram diferentes de terra para terra, o que em nada beneficiava os preços e em muito contribuía para a inflação dos preços e consequente destabilização do mercado. 

Só após a institucionalização do Sistema Métrico Decimal, adoptado e aprovado a partir de 1795, é que as unidades de medida passaram a ser padronizadas. 

Aqui fica, portanto, a relação dessas medidas e do seu valor oficial, sendo que estes só tiveram efectividade no nosso país a partir de 1814, mercê da aprovação do sistema métrico décimal pelo príncipe-regente D. João VI. 

ALMUDE - medida para aferir os líquidos, sobretudo o vinho, e que era equivalente a 12 canadas, correspondendo a 16,8 litros. 

ALQUEIRE - medida de capacidade, usada para secos de volume variável, geralmente milho, trigo, aveia, centeio, grão, feijão, assim como todo o tipo de gramíneas e sementes. Também podia ser usado para os líquidos, o que só acontecia em pouquíssimos concelhos do país, e nesse caso equivalia a 6 canadas, ou seja, 8,4 litros. Mas o seu valor em seco (quer para as transações comerciais, quer para a avaliação das terras de semeadura) passou a ser oficialmente de 13,9 litros, por decisão do Marquês de Pombal, logo após o terramoto de 1755. Valor esse que se manteve para sempre. 

ARRATEL - medida de peso, que na Idade Média correspondia ao peso da libra que se usava na península ibérica, mas que não era igual à que se usava, e ainda usa, nos países anglo-saxónicos. O seu valor no século XIX, após a converção ao SMD, era de 459,5 gramas. Esta medida usava-se muito para aferir o peso dos animais, sobretudo para o preço da carne ao público. A libra britânica corresponde a 500 gramas. 

ARROBA - como medida de volume, para líquidos como o vinho, valia aproximadamente 16 litros, mas se fosse para o azeite já valia menos, cerca de 12,5 litros; era principalmente usada nas transações comerciais como medida de massa, para pesar porcos e bovinos, e nesse caso era equivalente a 32 arráteis (14.720 gr), sendo arredondada com o SMD para 15 kilogramas. 

CANADA - medida de volume mais usada nas transações mercantis, e talvez a mais antiga que se conhece em Portugal. Nos forais aparece para aferir quase todos os líquidos, sendo muito usada para medir o azeite. Equivalia a 1,4 litros, mas o valor mais comum era o usado no mercado de Lisboa, onde valia 1,5 litros, sendo esse o que prevaleceu até à adpção do sistema internacional de unidades em 13-12-1852. Dividia-se em 4 quartilhos, era a 12ª parte do Almude, e 6 canadas prefaziam um pote, unidade que rapidamente caiu em desuso no nosso país. O quartilho foi muito usado para a comercialização a retalho do vinho, equivalendo a 0,35 litros. 

COVADO - medida de comprimento, talvez a mais antiga, conhecida e usada desde os tempos bíblicos, baseava-se no tamanho do antebraço, isto é na distância que ia da ponta do dedo médio até ao cotovelo. Parece terem sido os egípcios os seus inventores, com um valor aproximado de 50 cm. Com o desenrolar dos séculos evoluiu entre os 45 e os 67 cms, fixando-se, antes do SMD, em cerca de 66 cm, o equivalente a 3 palmos. 

MOIO - medida de capacidade muito usada no nosso país desde a Idade Média, que tinha uma grande ambivalência, pois que não só se usava para capacidades de sólidos e de liquídos, como também servia para medir superfícies agrárias, tendo como exemplo a área média de terreno que podia ser semeada com um moio de trigo, de centeio, de cevada, etc. Herdamos esta medida dos romanos que a usavam para os sólidos como para os líquidos, mas com valores muito díspares. Entre nós valia 560 litros com D. Afonso Henriques e subiu até 790 litros com D. Manuel I. O seu valor mais comum era de 60 alqueires, só que o valor do alqueire variava de terra para terra. Mas com a introdução do sistema métrico de unidade o moio passou a ser avaliado em 828 litros. 

QUARTA - medida de capacidade ou de volume, era a quarta parte do alqueire, do arrátel e da vara. Era por vezes citada com o valor de 2 maquias, o equivalente no sistema métrico a 1,725 litros. Já agora, acrescento que cada maquia valia 0,8625 litros. Já que falei em "vara" convém dizer que se usava como medida de comprimento, e que equivalia a 5 palmos, que foram arredondados no sistema métrico para 1,1 metros. 

QUARTILHO - medida de volume para líquidos, que antigamente valia cerca de 0,5 litros, passando com a introdução do sistema métrico para 0,35 l. 

VARA - medida de comprimento, que como já disse valia 1,10 metros. 

JARDA - A origem da “jarda” (yard, em inglês), como medida de comprimento, remonta ao século XII, durante o reinado de Henrique I de Inglaterra, que decidiu instituir a distância entre seu nariz e o polegar de seu braço estendido como sendo uma jarda. Esta medida não está desactivada nem foi esquecida, pois que ainda hoje é usada (por exemplo no Futebol Americano para decidir as medidas que separam as linhas em que se divide o terreno de jogo). Era oficial no comércio britânico aferir-se a jarda como equivalente a 3 pés ou a 36 polegadas, e julgo que é essa ainda a medida usada no mercado anglo-saxónico. A jarda mede cerca de um metro, mais concretamente 0,91 m, ou seja, 91 centímetros.

17 de abril de 2018

O Futebol Clube do Porto ganhou um jogo


Não é segredo para ninguém – sou adepto do Futebol Clube do Porto.
Como tal naturalmente fiquei contente com a vitória no dérbi com o Benfica.
Contente, apenas isso.
Como Sérgio Conceição e Rui Vitória tiveram a clarividência de reconhecer, o Porto ganhou um jogo.
Um jogo especial, um dérbi, que lhe permitiu recuperar o primeiro lugar da classificação.
E que lhe permite estar em posição de vantagem na luta pelo título de campeão na Liga NOS.
Nada mais que isto.
Num jogo intenso, nem sempre bem jogado, emotivo, muito equilibrado (o Benfica foi um bocadinho melhor na primeira parte, o Porto foi um bocadinho melhor na segunda), como tantas vezes acontece em jogos semelhantes, venceu quem marcou.
E, também como muitas vezes acontece nestes jogos, marcou quem aproveitou um lance de inspiração individual (grande pontapé de Herrera).
No duelo Sérgio Conceição (mais emotivo, mais ambicioso) e Rui Vitória (mais frio, mais calculista), venceu Sérgio Conceição.
O Porto tinha que procurar ganhar o jogo, algo que Lopetegui ainda em tempos muito recentes não percebeu, e foi à procura da vitória.
Correu bem, o Porto ganhou e retomou o primeiro lugar.
Agora faltam quatro jogos, alguns muito complicados, para acabar este campeonato muitíssimo competitivo.
Com os dois primeiros separados por dois pontos, e o Sporting, que vai receber o Benfica em Alvalade, ainda ali à espreita e à espera de eventuais escorregadelas.
Nada de euforias, nada de depressões.
Daqui até ao final ainda muita coisa pode acontecer.

Grande incêndio de Leiria terá sido planeado em reuniões secretas entre madeireiros (Observador 13/4/2018)


O incêndio que consumiu o Pinhal de Leiria foi planeado um mês antes em reuniões secretas numa cave entre madeireiros. Preços da madeira foram combinados na altura, revela reportagem da TVI24.
O incêndio que consumiu 86% do Pinhal de Leiria entre 15 e 16 de outubro do ano passado terá sido planeado no mês anterior por madeireiros, empresários e fábricas de compra e venda de madeira, avança uma reportagem da TVI24 que foi exibida esta sexta-feira à noite. O plano foi delineado numa série de reuniões numa cave, onde também foram estabelecidos os preços para a madeira consumida.

A Polícia Judiciária já tinha assumido que o incêndio que deflagrou no Pinhal de Leiria em outubro tinha sido mão criminosa. Agora, a reportagem assinada pela Ana Leal revela que “o pinhal estava armadilhado” com vasos de resina com caruma no interior para iniciar as chamas, como contou a jornalista em entrevista na TVI24. Esta terá sido a técnica que atingiu 36 concelhos da região centro. Embora não se tenham registado vítimas mortais na região do Pinhal de Leiria, os incêndios de outubro provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos no país, além de terem destruído 1.500 casas e 500 empresas.

Houve reuniões para planear incêndio e combinar preço da madeira

A fonte da TVI24 foi um homem que terá sido convidado para participar nessas reuniões, que ocorreram na cave de um restaurante e onde participaram pelo menos quatro das maiores empresas de madeira da região. O plano para incendiar o pinhal começou a ser criado em meados de setembro, mas só duas semanas antes é que os participantes se encontraram. De acordo com o homem entrevistado, “houve uma reunião para combinar o preço da madeira e para não oferecer nada pelos lotes do Estado. Porque a madeira está muito cara, está a ver? Se não se comprar ao Estado, ele tem que vender a madeira quase dada. A fonte garante ainda que “todos os madeireiros estão feitos”, ou seja, participaram na reunião.

A liderar este plano estaria um empresário que “até anda a alargar o estaleiro”, conta a fonte da reportagem. Segundo ela, esse empresário terá em sua posse 100 mil toneladas de madeira queimada só em outubro. A reportagem fala ainda de uma empresa que, um mês antes, já estaria a fazer conta com o incêndio e por isso recebeu uma tranche de 500 mil euros para comprar madeira comprada. De acordo com o documento da Caixa de Crédito de Leiria a que a TVI teve acesso, houve de facto uma transferência para essa empresa a 25 de outubro, que terão sido aplicados para comprar dois camiões, dois reboques e uma máquina de arrasto. Entre outubro e dezembro, essa empresa comprou 166 mil toneladas de madeira queimada. No mesmo período de 2016, o volume desce para os 55 mil.

Antes do incêndio que consumiu o pinhal, houve pelo menos 50 tentativas falhados de colocar chamas na floresta. De acordo com a reportagem “Máfia do Pinhal”, o incêndio que se espalhou pelo pinhal começou na Légua “foi mão criminosa e começou a ser planeado logo dia 12”. Foram espalhados vasos de resina em zonas sem pinhal resinado e garrafas de vidro e de plástico embrulhadas em prata com “um líquido preto” combustível por dentro, garantem as fontes da TVI24. Tudo terá sido pensado para que deflagrasse durante a tarde: assim o incêndio tomaria proporções incontroláveis durante a noite, quando os aviões de combate ao incêndio não podem atuar. De acordo com um madeireiro abordado por Ana Leal, o fogo “ardeu na altura certa para quem faz negócio”.

O negócio prossegue ainda hoje. O Estado ainda não colocou em leilões quase nenhuma percentagem do milhão de tonelada queimada que tem em mãos: o primeiro leilão ocorreu em dezembro e nenhum dos grandes compradores de madeira comprou matéria prima. Até agora apenas 3% da madeira queimada foi vendida. Mas esta é uma corrida contra o tempo: daqui a dois meses a madeira ficará azul e em julho já ganhou bicho, por isso deixa de ter interesse para o mercado. Questionado pela TVI, o presidente da Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas diz que este pode ser um bom negócio: “Se o Estado pusesse toda a madeira à venda, o que aconteceria aos privados?”.

Segundo as fontes da TVI, “todas as pessoas com alguma dimensão vão ganhar milhões com isto e todo o pequenino vai ser derretido! Não é já! É daqui a alguns tempos! Essa gente vai morrer toda, porquê? Porque, com a falta de matéria-prima que vai haver, vão ficar completamente trucidados e não têm hipótese nenhuma de entrar no mercado. A maior parte deles têm medo!”.

Em Leiria, as cidades mais afetadas pelos incêndios que consumiram o Pinhal de Leiria foram Alcobaça, onde o incêndio terá deflagrado, Marinha Grande, onde fica a maior parte do Pinhal e Pombal. Os incêndios de 15 de outubro destruíram 190.090 hectares de floresta, que correspondem a 45% da área ardida em todo o ano passado.

16 de abril de 2018

13 de abril de 2018

Educação sexual


Anita, de sete anos, regressa a casa vinda da escola. 
Tinha tido a primeira aula de educação sexual. 
A mãe, muito interessada pergunta: 
- Como é que correu? 
- Quase morri de vergonha! - respondeu a pequena Anita.
- Porquê? - perguntou a mãe. 
Anita respondeu: 
- O Zezinho, o menino com o cabelo ruivo, disse que foi a cegonha que o trouxe. 
- O Marco, da livraria, disse que veio de Paris. 
- A Cristina, a vizinha do lado, disse que foi comprada num orfanato e o Tó disse que foi comprado no hospital. 
- O Paulinho disse que nasceu de uma proveta. 
- O André disse que nasceu de uma barriga de aluguer. 
A mãe de Anita respondeu sorrindo: 
- Mas isso não é motivo para te sentires envergonhada... 
- Pois! Mas não me atrevi a dizer-lhes que, como somos pobres, foste tu e o pai que me fizeram!!!

BOM FIM-DE-SEMANA!

12 de abril de 2018

Donald Trump concentra-se na resposta americana à Síria


“A pedido do Presidente, o vice-presidente viajará no seu lugar. O Presidente permanecerá nos Estados Unidos para supervisionar a resposta americana para a Síria e para monitorizar os seus desenvolvimentos em todo o mundo”.
Foi com esta mensagem que Sarah Huckabee Sanders deu a conhecer a intenção de Donald Trump não participar na Cimeira das Américas para se concentrar exclusivamente numa resposta à Síria depois da acusação ao regime de Assad de ter atacado populações indefesas com recurso a armas químicas.
Donald Trump, cada vez mais com postura de xerife do Planeta, já tinha ameaçado que os Estados Unidos responderiam unilateralmente a Assad se o Conselho de Segurança das Nações Unidas o não fizesse.
Unilateralmente não será porque Grã-Bretanha e França se aprestam a participar nessa resposta musculada a Assad.
Que tipo de resposta é a dúvida que permanece.
Se, como tudo leva a crer, se trata de uma resposta militar, mais uma vez o americanos, com o auxílio de britânicos e franceses, poderão acentuar o caos que já se vive numa zona tão conturbada do Mundo.
E conturbada precisamente por causa de intervenções desastrosas dos mesmos actores que são de todos tristemente conhecidas.
Se Trump resolver mesmo agir, algo que não me surpreenderia vindo de quem vem, estaremos todos em perigo.
O regime de Assad, apoiado pela Rússia, e com o Irão na rectaguarda, irá de certeza ripostar a qualquer ataque ou até ameaça de ataque.
E de uma nova Guerra Fria, que já de algum modo vivemos com Putin e Trump no poder, corremos o risco de passar para uma situação de guerra aberta.
Apetece repetir o bordão de Geena Davis no popular filme "A Mosca" - tenham medo, tenham muito medo.

Intemporais (113)

11 de abril de 2018

Xi Jinping assume papel de liderança no processo de globalização


Por estes dias, na paradisíaca ilha chinesa de Hainão, decorre a cimeira das grandes lideranças mundiais, o Fórum Boao, por muitos conhecido como Davos do Sudeste Asiático.
Uma cimeira que ocorre num momento de particular tensão entre as duas maiores economias do Planeta.
Sanções de ambos os lados deixaram Estados Unidos e China à beira de uma guerra comercial que ninguém deseja, cujos reflexos noutras economias são imprevisíveis.
Neste contexto era aguardado com grande expectativa o discurso do Presidente da República Popular da China em Hainão.
Uma expectativa que não foi de modo nenhum gorada.
Face à trajectória errática de Donald Trump Xi Jinping aproveitou a ocasião para se posicionar ainda mais como o verdadeiro líder do processo de globalização a nível mundial e um pacificador das relações multilaterais.
As promessas de maior abertura do mercado chinês, do abandono ou aligeiramento de algumas tarifas ainda existentes, de protecção da propriedade intelectual, vão no sentido oposto do que Trump vem encetando.
Mais importante, a bandeira da integração económica a nível regional, um desígnio há muito assumido por Pequim, abre o apetite a todos quantos avidamente ouviram as palavras de Xi Jinping e vêm nas mesmas a possibilidade de participar nesse processo que irá marcar política e economicamente o século XXI.
Quem diria que, no ano de 2018, estaríamos a assistir a um processo de globalização e multilateralismo liderado pela China e com os Estados Unidos como maior inimigo desse movimento (America first, America first)?

Virgenes del Sol

Estranho e ao mesmo tempo fantástico e maravilhoso. 
A sociedade musical da época não soube apreciar o que tinha em mãos e através do tempo tudo se esbateu. 
Apesar de tudo, o grupo "Virgenes Del Sol" mantém preservadas as características do canto Inca.

10 de abril de 2018

Impressões de Tóquio


Quem acompanha o blogue sabe que estive ausente uns dias para gozar um curto período de férias em família na capital  do Japão, Tóquio.
Foi a primeira vez que visitei Tóquio e posso dizer que correspondeu muito ao que esperava da cidade e dos seus habitantes.
Tóquio é uma cidade vibrante, cheia de vida, muito (demasiado para meu gosto) movimentada.
Se as zonas verdes são deslumbrantes (a foto da famosa sakura em flor demonstra-o), o centro da cidade é feio, confuso, algo sujo e desarrumado.
Compreendo a necessidade dos japoneses se refugiarem nos belíssimos parques e jardins da cidade.
O formigueiro no centro da cidade chega a ser claustrofóbico, precisamente o oposto do que se sente nas zonas verdes da cidade.
Muito bonitos, muito cuidados, frequentados por muita gente, muitas famílias, que ali convivem, fazem piquenique, relaxam, os espaços verdes são lindíssimos e impressionam muito favoravelmente.
O mesmo acontece com o civismo das pessoas, o rigoroso cumprimento de regras, de horários.
Um bom exemplo desta realidade, o nosso trajecto entre Ginza e o aeroporto.
O autocarro, muito confortável e impecavelmente limpo, deveria sair às doze horas.
Às onze e cinquenta e seis apareceu, estacionou, as pessoas foram entrando e comprando os seus bilhetes enquanto as malas iam sendo guardadas.
Rigorosamente às doze horas o autocarro parte.
Para parar rigorosamente cinco minutos depois para a única paragem antes do aeroporto.
Mesmo ritual, os passageiros entram, as malas são carregadas, e rigorosamente cinco minutos depois o autocarro parte.
Para um trajecto de cerca de uma hora, se não houver problemas de trânsito.
Se houver problemas com o trânsito poderá ocorrer algum atraso pelo qual pedem antecipadamente desculpa.
Não ocorreu e chegámos ao aeroporto exactamente à hora prometida.
No trajecto não há barulho (não se pode falar ao telemóvel, só receber e enviar mensagens), os passageiros são incentivados a recolher quaisquer detritos e depositá-los nos locais devidos quando saírem do autocarro (é assim em todos os transportes públicos).
Custará assim tanto?
Não parece.
Tudo uma questão de educação, que vem do berço e continua durante a vida.

A linguagem dos pássaros (Turquia)

9 de abril de 2018

PUCULANDO


Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando 
que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma 
informação importantíssima para uma reunião que estava começando, liga para o dito cujo:

"- Alô!" - atende uma voz de criança, quase sussurrando. 
"- Alô. Seu papai está?" 
"- Tá..." - ainda sussurrando. 
" - Posso falar com ele?" 
"- Não." - disse a criança bem baixinho.

Meio sem graça, o chefe tenta falar  com algum outro adulto: 
" - E a sua mamãe? Está aí?" 
"- Tá."

"- Ela pode falar comigo?" 
"- Não. Ela tá ocupada." 
"- Tem mais alguém aí?" 
" - Tem..." - sussurra. 
" - Quem?" 
"- O "puliça"."

Um pouco surpreso, o chefe continua: 
"- O que ele está fazendo aí? 
"- Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o "bombelo".
Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe 
pergunta assustado:

"- Que barulho é esse?" 
"- É o "licópito"." 
"- Um helicóptero!?" 
"- É. Ele "tlôce" uma equipe de 
busca."

" - Minha nossa! O que está acontecendo aí ?" - o chefe 
pergunta, já desesperado. 
E a voz sussurra com um risinho safado:
"- Eles tão me puculando".


BOA SEMANA!