15 de outubro de 2009

Engenheiro, futuro primeiro-ministro, procura parceiro para relação estável


O Engenheiro contrariou as minhas previsões e deixou-se cair nos braços do PSD e do CDS.

Levou duas "tampas". Bem feito!!

Propostas de coligação com o PSD (Vamos Formalizar o "Centrão"?) e com o CDS (Reviver o Passado em São Bento), quase pertencem ao domínio da pornografia.

Mas o Engenheiro foi ainda mais longe.

Podem não ser coligações.

Uns acordos de governo já são o suficiente.

A proposta é obscena - não casamos, passamos a viver em economia comum, mas sem exclusividade.

Imaginem fazer propostas destas a Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas!!

Naturalmente, os visados ficaram indignados.

O Engenheiro queria retirar espaço de manobra a ambos mas deu-se mal com o Portas.

Manuela Ferreira Leite só veio dizer que é uma mulher séria, que não se mete nestas relações abertas, que tem uma reputação a defender.

O Portas adora ver uma jugular ali mesmo á frente dele para atacar.

Com o seu killer instinct, deixou no ar a ideia que Sócrates se anda a oferecer despudoradamente a todos e que ele não alinha com gente promíscua.

E agora fica o Engenheiro sem parceiro e à deriva.

Oferecer-se ao PCP e ao Bloco não faz sentido nenhum, especialmente em termos matemáticos.

O dote que levam para a relação não acrescenta grande coisa ao património já existente.

Mas, se não o fizer, tem a ala esquerda do PS a ralhar com ele, porque dá beijinhos e abraços à direita e não quer namorar com a esquerda.

O Engenheiro, que partiu para estes encontros amorosos com a ideia que era ele que comandava a relação, agora vê-se num aperto.

Uma coligação? Um acordo de governo? Acordos parlamentares?

Qualquer coisa!

Ninguém dá uma dentadinha na maçã do sexy do Correio da Manhã, pá?!

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