31 de maio de 2018

Crimes contra a Humanidade cometidos na Venezuela


Dos muitos loucos que têm muito poder e povoam o Planeta há um louco especialmente irritante – Nicolás Maduro.
O louco que sucedeu a Hugo Chávez na presidência da Venezuela e desde então tem vindo a conduzir o país ao completo caos e ruína.
Um país rico em recursos naturais, que apostou tudo nos mesmos, e que se viu perdido quando os preços do seu principal recurso, o petróleo, caíram brutalmente.
Sem alternativas económicas na manga, completamente incompetente nas vertentes económica e política, Nicolás Maduro fez o que todos os tiranos fazem – arruinou o país enquanto fazia enriquecer a sua própria pessoa e os indefectíveis que o ajudam a manter o poder.
Com uma das taxas de inflação mais elevadas no Mundo (a mais alta??), com falta de produtos alimentares essenciais, medicamentos, segurança, isolada internacionalmente por todo o tipo de sanções económicas e políticas, a Venezuela é um fantoche que Nicolás Maduro (ainda) manobra.
Não é com grande surpresa que se sabe agora que, na sequência de investigações realizadas por um painel de peritos reunidos a pedido da Organização de Estados Americanos, o déspota venezuelano recentemente reeleito numa rábula eleitoral de mau gosto, é também um vulgar assassino.
Um assassino que tortura e elimina opositores, quer através das forças militares e policiais que lhe permanecem leais, quer através dos chamados “colectivos” (grupos de motociclistas armados pelo regime precisamente para eliminar opositores).
Terá chegado o momento de ver Nicolás Maduro julgado pelo Tribunal Penal Internacional?
Com tantas provas que se dizem existir e estar disponíveis, a resposta a esta questão só pode ser positiva.

Intemporais (120)

30 de maio de 2018

Que tal um maior diálogo entre a Assembleia da República de Portugal e a Assembleia Legislativa de Macau?


Como já é do conhecimento geral a Assembleia da República em Portugal rejeitou todos os projectos de lei que visavam a despenalização da eutanásia.
O tema é demasiado complexo para ser analisado e debatido num espaço que se quer informal como é a blogosfera.
E também para se entrar no domínio da Fé, das convicções religiosas, pese embora o indiscutível papel importante que estas desempenham num país maioritariamente católico (81% dos portugueses são católicos, ou dizem-se católicos).
Ou na discussão paralela acerca da santidade da vida, da inviolabilidade da vida.
Uma discussão, um debate de ideias, que não teve lugar na sociedade portuguesa, muito menos poderá ter lugar num espaço informal como este.
E é aqui que se pode colocar a questão do possível diálogo entre os parlamentos em Portugal e em Macau.
Quem conhece a realidade macaense sabe que os projectos de lei levam por regra uma eternidade até serem discutidos e aprovados.
Consultas públicas, tantas vezes perfeitamente descabidas, discussão, análise e negociação na Assembleia Legislativa, tudo em busca do maior consenso possível, antes da apresentação do projecto de lei a votação.
Um processo longo, moroso, burocrático, por vezes quase interminável, que origina muitas queixas da parte da população ou de alguns dos seus grupos.
Precisamente o oposto do que aconteceu em Portugal com os projectos de despenalização da eutanásia.
Apresentados à pressa, sem serem suficientemente debatidos, amadurecidos, negociados até, tinham tudo para ser, como foram, objecto de um rotundo não.
Sobretudo num país ainda muito conservador nas suas convicções e costumes.
Na eterna discussão entre o oitenta (Macau) e o oito (Portugal), talvez não seja má ideia um diálogo mais frequente entre os dois parlamentos no intuito de procurar encontrar o meio, aquele onde supostamente está a virtude. 

4 mil anos depois nós voltamos a falar a mesma língua


29 de maio de 2018

Afinal quem é que aprovou a Lei de Terras?


Quanto mais anos passo em Macau parece que menos entendo a realidade e o dia-a-dia desta terra que me adoptou como um dos seus.
Ouvir deputados no plenário da Assembleia Legislativa queixar-se de uma lei que ajudaram a aprovar é no mínimo ridículo.
Não são deputados que não fizessem parte do hemiciclo quando a lei foi aprovada, são deputados que já ali estavam há muitos anos, que participaram activamente no processo de discussão e aprovação da lei.
Uma lei que agora criticam e dizem ter que ser alterada porque teve consequências que não souberam prever.
E criticam o actual Executivo, em especial o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, por aplicar a lei que eles próprios aprovaram.
Vamos ver se nos entendemos de uma vez por todas senhores deputados – ou aprovaram uma lei sem saberem o que estavam a aprovar e são incompetentes; ou aprovaram uma lei com a promessa que iria ser cumprida como e quando desse jeito e então são ingénuos.
Nas duas hipóteses, se querem encontrar culpados para alguns problemas entretanto surgidos, basta olharem para o espelho.
E, se não se sentem bem com a imagem que vêem reflectida, terão que seguir o exemplo de outros - afastar-se e combater a lei e os seus efeitos nos locais devidos (tribunais) até que a mesma seja alterada.
Enquanto não for alterada, gostem ou não, é esta a lei em vigor.
Que quem critica aprovou e que tem que ser cumprida.
Doa a quem doer.

Restaurantes não são santuários


Estou cansado da religião dos chefs: restaurantes não são santuários...
O melhor restaurante do mundo?
Ora, ora: é o Eleven Madison Park, em Nova York.
Parabéns, gente.
A sério.
Espero nunca vos visitar.
Entendam: não é nada de pessoal.
Acredito na vossa excelência.
Acredito, como dizem os críticos, que a vossa mistura de "cozinha
francesa moderna" com "um toque nova-iorquino" é perfeitamente comparável às 72 virgens que existem no paraíso corânico.
Mas eu estou cansado da religião dos chefs.
Vocês sabem: a elevação da culinária a um reino metafísico,
transcendental, celestial.
Todas as semanas, lá aparece mais um chef, com a sua igreja,
apresentando o cardápio como se fossem as sagradas escrituras.
Os ingredientes não são ingredientes.
São "elementos".
Uma refeição não é uma refeição.
É uma "experiência".
E a comida, em rigor, não é comida.
É uma "composição".
Já estive em vários desses santuários.
Quando a comida chegava, eu nunca sabia se deveria provar ou rezar.
Os meus receios sacrílegos eram acentuados pelo próprio garçom, que depositava o prato na mesa e, em voz baixa, confidenciava o milagre que eu tinha à minha frente:
– Pato defumado com pétalas de tomate e essências de jasmim.
Escutava tudo com reverência, dizia um "obrigado" que soava a "amém" e depois aproximava o garfo trêmulo, com mil receios, para não perturbar o frágil equilíbrio entre as "pétalas" e as "essências".
Em raros casos, sua santidade, o chef, aparecia no final.
Para abençoar os comensais.
No dia em que beijei a mão de um deles, entendi que deveria apostatar.
E, quando não são santos, são artistas.
Um pedaço de carne não é um pedaço de carne.
É um "desafio".
É o teto da Capela Sistina aguardando pelo seu Michelangelo.
Nem de propósito: espreitei o site do Eleven Madison Park.
Tenho uma novidade para dar ao leitor: a partir de 11 de abril, o
Eleven vai fazer uma "retrospectiva" (juro, juro) com os 11 melhores pratos dos últimos 11 anos.
"Retrospectiva."
Eis a evolução da história da arte ocidental: a pintura rupestre de
Lascaux; as esculturas gregas de Fídias; os vitrais da catedral gótica de Chartres; os quadros barrocos de Caravaggio; a tortinha de quiche de ovo do chef Daniel Humm.
Gosto de comer.
Gosto de comida.
Essas duas frases são ridículas porque, afinal de contas, sou português.
E é precisamente por ser português que me tornei um ateu dos
"elementos", das "composições" e das "essências".
A religião dos chefs, com seu charme diabólico, tem arrasado os
restaurantes da minha cidade.
Um deles, que fica aqui no bairro, servia uns "filetes de polvo com arroz do mesmo" que chegou a ser o barômetro das minhas relações amorosas: sempre que estava com uma namorada e começava a pensar no polvo, isso significava que a paixão tinha chegado ao fim.
Duas semanas atrás, voltei ao espaço que reabriu depois das obras.
Estranhei: havia música ambiente e a iluminação reduzida imitava as casas de massagens da Tailândia (aviso: querida, se estiveres a ler esta crônica, juro que nunca estive na Tailândia).
Sentei-me.
Quando o polvo chegou, olhei para o prato e perguntei ao dono se ele não tinha esquecido alguma coisa.
"O quê?", respondeu o insolente.
"O microscópio", respondi eu.
Ele soltou uma gargalhada e explicou: "São coisas do chef, doutor."
"Qual chef?", insisti.
Ele, encolhendo os ombros, respondeu com vergonha: "O Agostinho".
O cozinheiro virou chef e o meu polvo virou calamares.
Infelizmente, essa corrupção disseminou-se pela pátria amada.
Já escrevi sobre o crime na imprensa lusa.
Ninguém acompanhou o meu pranto.
É a música ambiente que substituiu o natural rumor das conversas.
É a iluminação de bordel que impede a distinção entre uma azeitona e uma barata.
É o hábito chique de nunca deixar as garrafas na mesa, o que significa que o garçom só se apercebe da nossa sede "in extremis" quando existem tremores alcoólicos e outros sinais de abstinência.
Meu Deus, onde vamos parar?
Não sei.
Mas sei que já tomei providências: no próximo outono, tenciono aprender a caçar.
Tudo serve: perdiz, lebre, javali.
Depois, com uma fogueira e um espeto, cozinho o bicho como um homem pré-histórico.
O pináculo da civilização é tortinha de quiche de ovo do chef Daniel Humm?
Então chegou a hora de regressar às cavernas de Lascaux..."


João Pereira Coutinho

28 de maio de 2018

O VINHO TERÁ O MESMO EFEITO DO YOGA?

Savasana - É uma posição de total relaxamento. 
 Tinto alentejano.

Balasana - posição que traz uma sensação de paz e tranquilidade. 
 Tinto do Douro.


Marjayasana - 
Esta posição provoca uma massagem suave na barriga e na coluna. 
 Tinto da Bairrada



Halasana - 
posição do arado.

Óptima para dor nas costas e para insónia. 
 Branco do Douro





Salambhasana - Uma forma efectiva de fortalecer os músculos lombares, pernas e braços. Espumoso Tinto de Cantanhede





Ananda Balasana - Esta posição faz uma boa massagem na área dos quadris. 
 Tinto de Setúbal




Malasana - 
Esta posição estira os tornozelos e músculos das costas. 

 Espumoso tinto de Souselas




Pigeon
Tonifica o seu corpo, aumenta a flexibilidade e desestressa a sua mente. 
Tinto das Lezirias




Faça Yoga, ou beba Vinho... dá " no mesmo."


BOA SEMANA!

24 de maio de 2018

A religião como fundamento de massacres sem fim em Myanmar


Quando se adensam os rumores que apontam Donald Trump como candidato a receber o Prémio Nobel da Paz, é difícil dissociar as decisões do Comité Nobel Norueguês do que está a acontecer em Myanmar e de Aung San Suu Ki.
Aung San Suu Ki, ela própria contemplada com o Prémio Nobel da Paz pela sua luta pela libertação de um povo massacrado por uma ditadura levada a cabo por uma junta militar assassina, assiste agora impotente a massacres constantes no país que supostamente estaria liberto destas situações horrendas.
Mais uma vez, como tantas outras na História, a religião, que devia ser sinónimo de paz, é pretexto para alguns dos mais horrorosos massacres que ocorrem actualmente no Planeta.
As forças armadas de Myanmar, um país maioritariamente budista, levam a cabo uma limpeza étnica que tem como alvo a minoria rhoingya, maioritariamente muçulmana, no Estado de Rahkine, obrigando à fuga em massa dos que têm a sorte de sobreviver para o vizinho Bangladesh.
Rhoingyas (Exército de Salvação Rhoingya de Arakan) que agora são acusados de terem massacrado centenas de hindus no mesmo Estado (Rahkine) onde têm sido eles próprios massacrados.
De massacre em massacre, com o beneplácito ou perante a impotência das forças governamentais de Myanmar, e da Nobel da Paz, Aung San Suu Ki, aquela que presumivelmente ficaria com as rédeas do poder em Myanmar, ainda que na sombra, o Mundo assiste a mais momentos de pura limpeza étnica e intolerância religiosa.
Que as Nações Unidas repetidamente denunciam, condenam, mas não conseguem como sempre solucionar.
Religião devia ser sinónimo de paz, de tolerância, de amor ao próximo.
É isso que supostamente a Divindade de todas as religiões representa.
Infelizmente, e ao longo da História, com todas as religiões, tem sido sinónimo de ódio, intolerância, fundamento de barbárie.
Precisamente o que está a acontecer actualmente em Myanmar.

Intemporais (119)

23 de maio de 2018

Gostar de animais e ser idiota e mal educado são coisas muito diferentes


Em Portugal, como foi amplamente noticiado, passa a ser permitida a entrada e permanência de animais de estimação em espaços de restauração.
Gosto de animais, sempre gostei, e comungo da opinião de pessoa amiga acerca dos animais nossos amigos – “dão tanto e pedem tão pouco em troca”.
Sendo verdade, e sendo o gostar de animais e tratá-los com carinho uma qualidade (pelo menos no meu ponto de vista), coisa bem diferente é o exagero.
Que pode sempre acontecer quando as regras não estão bem definidas e os donos dos animais são idiotas e mal educados (já vão perceber que até estou a ser simpático).
No domingo, antes de irmos ver a récita da Dóçi Papiaçam di Macau no Centro Cultural de Macau, fui jantar com a minha mulher ao restaurante Akasaka que existe ali junto ao parque de estacionamento do Hotel Grand Lapa.
Para meu espanto, entrou uma senhora com um cão, um animal pequenino e até algo assustado, no restaurante.
Não estou habituado a ver coisa semelhante em Macau e fiquei a pensar que talvez tenha aqui sido adoptada a nova legislação portuguesa que permite a entrada e permanência de animais de estimação em espaços de restauração sem que eu tivesse percebido isso.
O espanto rapidamente deu lugar à estupefacção quando vi a dona do animal tirar uma taça de plástico, comida de cão, e pousar tudo sobre a mesa onde o animal ficou a comer entre as duas convivas (a dona e uma amiga).
Gostar de animais, repito, é uma qualidade.
Fazer uma figura destas é ser idiota e mal educado.
Para não utilizar adjectivos um bocadinho mais duros e quiçá mais apropriados à situação.

Estátuas loucas