Os Estados Unidos não são Trump e Israel não é Netanyahu
Ouço Pedro Sanchez falar e imagino um discurso de uma qualquer Miss Mundo com Boy George e os Culture Club a cantar war, war stupid em fundo. Pedro Sanchez faz tudo para sobreviver politicamente. Aproveitando um sentimento anti-americano e anti-israelita que se vem espalhando pela Europa como um cancro metástico, Pedro Sanchez consegue mais uns momentos mediáticos que lhe podem render dividendos eleitorais. Sobretudo num país muito marcado por um longo sentimento anti-americano. Herança da História, do apoio americano aos movimentos de libertação nas Filipinas, Cuba, Porto Rico. Pedro Sanchez esquece a política atlantista da União Europeia, fala para dentro do país, preocupa-se com o seu presente político e todas as maneiras de desviar atenções dos inúmeros escândalos que o envolvem a si, à sua família e aos seus compagnons de route. E consegue ser aplaudido por quem não consegue fugir de uma visão de túnel confrangedora. A par com uma hipocrisia gritante. ...







