16 de outubro de 2009

Alone again, naturally


Quando Gilbert O'Sullivan cantou a conhecida balada, em 1972, estava longe de imaginar que, 37 anos depois, o primeiro-ministro eleito de Portugal, andaria, cabisbaixo, a trautear a mesma pelos corredores do Palácio de Belém.

O Engenheiro levou mais duas negas, e agora já percebeu que vai mesmo ter de governar sozinho, provavelmente com os outros partidos a moerem-lhe o juízo.
Já não chegava o Cavaco....

Obviamente que o Bloco não iria entrar em acordos de governo com o Engenheiro.

A esquerda modernaça, bem-falante e culta, não ia entrar em acordos com um tipo que até tem um diploma atribuído ao domingo, não é?

Nem o PCP aceitou o canto de sereia do Engenheiro.

Os camaradas, que andam há mais de trinta anos à espera dos amanhãs cantantes, sabem que o proletariado não se pode misturar com a nova burguesia sob pena de se dissolver na solução criada.

A química era muito arriscada em qualquer destas uniões.

E o Engenheiro entrou na estratégia de vitimização.

Já começou a dizer que foi eleito para governar quatro anos, que moções de censura seriam uma irresponsabilidade, que os outros partidos não cumpriram a sua obrigação de se submeterem às suas ordens numa união de conveniência.

Ou seja, não lhe chega governar, também quer dizer aos outros partidos o que devem fazer na oposição.

Ainda não percebeu que foi por causa dessa atitude autoritária e arrogante que perdeu a maioria absoluta nas urnas?

Está na hora do banhinho de humildade.

Entretanto pode ir cantando:

No point in us remaining,

"We may as well go home",

As I did on my own,

Alone again, naturally

O que vale ao Engenheiro é que pode sempre contar com o colinho do amigo Chávez.



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