29 de janeiro de 2010

Um cretino é mesmo um cretino

Manuel Machado tinha razão - Um cretino é um cretino.
Se o cretino for italiano, primeiro-ministro, e se chamar Silvio Berlusconi, esta afirmação faz ainda mais sentido.
O idiota mais poderoso de Itália, brindou-nos agora com mais uma prova da sua inigualável estupidez ao associar a redução no número de estrangeiros no país à redução das taxas de criminalidade.
E isto à saída de uma reunião de um  Conselho de Ministros em que se discutia o combate ao trabalho ilegal e à máfia.
Seria irónico se não fosse tão inqualificavelmente xenófobo.
Mas, há que o reconhecer, este caminho fácil de apontar para os "estrangeiros", uma qualificação suficientemente vaga para incluir todos, sem apontar para ninguém em concreto,  quando se fala em criminalidade, não é um exclusivo de Berlusconi.
Neste particular, há muitos Berlusconis no Mundo.
As declarações do bobo italiano assumem maior gravidade porque são proferidas numa época em que se vive um clima algo tenso em Itália no que diz respeito à presença de emigrantes no país, e em que são visíveis manifestações públicas crescentes de sentimentos racistas.
Muito bem acompanhado pelo seu colega na coligação governamental, Umberto Bossi, o líder da Liga do Norte, uma entidade com raízes xenófobas por demais conhecidas, Berlusconi vai vomitando estes impropérios impunemente.
Não tem sido levado muito a sério fora de Itália porque é olhado como um tolo inofensivo.
A recente expressão de Isabel II, mistura de espanto, receio, e incredulidade, equanto o tontinho berrava pelo nome de Obama ("porque é que ele fala tão alto?", perguntava atónita Isabel II), é uma metáfora perfeita para a maneira como Berlusconi é olhado fora de Itália (ver aqui http://www.rtve.es/mediateca/videos/20090403/reina-isabel-rine-berlusconi/466639.shtml )
Ninguém o leva muito a sério, mas também ninguém quer a companhia dele, a não ser que seja absolutamente necessária.
Tenho para mim que, ele e todos os loucos racistas e megalómanos como ele, são cretinos bastante perigosos.
Cretinos, sim senhor, mas cretinos que comandam um país com o peso da Itália.
O Mundo já devia ter aprendido que não se deve rir com estes idiotas.
Antes os deve olhar com o olhar de desconfiança e desdém de Isabel II.




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