29 de janeiro de 2010

No mundo das notícias que não são notícias

Notícia do "Record":

Paris Hilton disputada no Brasil

Um tipo lê um título destes e pensa logo que a cachopa vai jogar para o Flamengo, o Fluminense, que vai susbstituir o Kléber no Cruzeiro quando ele vier para o Porto.
Fica-se na dúvida se ela será boa de bola (boa da bola a gente sabe que não é!), e vai ler a "notícia".
E eis o que se lhe depara:

"Depois de anunciar no seu Twitter que vai passar o Carnaval no Rio de Janeiro, Paris Hilton provocou uma "luta" em terras brasileiras. Muito requisitada, a empresária norte-americana, de 28 anos, foi convidada por duas marcas de cerveja , a Nova Schin e a Brahma, para assistir ao desfile, no sambódromo Marquês de Sapucaí, nos seus respetivos camarotes.

De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", uma das empresas até já reservou um quarto de hotel para Paris no luxuoso Copacabana Palace. Quem ganhará esta disputa?"

Então é isto?!
Ora bolas!
Só desilusões.
Em primeiro lugar, já não tratam a "piquena" por "socialite".
Agora tratam-na por "empresária".
Eu acho que socialite é mais apropriado.
Até fui ver o significado e o que encontrei na Wikipedia foi isto - "A socialite is a person who participates in social activities and spends a significant amount of time entertaining and being entertained".
Era o que eu pensava.
Em português, uma gaja rica, que não faz a ponta de um corno, mas que se diverte muito.
Paris Hilton em toda a linha.
Como se esta desilusão não fosse só por si suficiente, afinal a moça nem sequer vai desfilar no Carnaval brasileiro.
Vai só assistir.
Valha a verdade que a gente já viu tudo o que havia para ver na rapariga.
E nem é nada de extraordinário.
Para loira burra há para aí muito melhor.
Mas sempre tinha outro salero se ela fosse desfilar, não é?
Assistir?
Que interesse é que isso tem?
Será que ela vai encontrar-se outra vez com o CR9?
Aí sim, já havia notícia.
E daquelas da era da globalização - "Socialite americana trai namorado americano, com galáctico português no Brasil".
Será que o Record sabe mais qualquer coisa que não quer revelar agora?
Sim, é que, para publicar aquela merda, era melhor estar quieto.



 

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