15 de janeiro de 2010

Galaxy Macau no primeiro trimestre de 2011?


Transcrevendo da edição de hoje do "Ponto Final":

O empreendimento "Galaxy Macau", com um orçamento de 14, 1 mil milhões de dólares de Hong Kong, volta a ter a sua abertura adiada para o primeiro trimestre de 2011, depois de a empresa ter anunciado em 2008 a intenção de inaugurar o complexo este ano.
O "Galaxy Macau" estará dividido em cinco áreas temáticas e vais dispor de três hotéis de cinco estrelas, com as marcas "Galaxy", "Banyan Tree" e "Okura", que contarão com 2200 quartos, suites e "villas" flutuantes, além de 50 restaurantes, seis piscinas (uma delas que deverá ser a maior piscina com ondas do mundo), uma praia artificial e duas áreas comerciais."

Grandes intenções, números esmagadores, imaginação à solta e financiamento garantido.
Sou eu que sou um grande desconfiado, ou esta retórica toda não consegue convencer mesmo?
A concessão de uma licença de jogo à Galaxy foi sempre um processo muito controverso e muito mal justificado.
Se Sheldon Adelson, Steve Wynn, Stanley Ho, James Packer, a MGM, eram, e são, nomes fortes nas áreas do jogo e do entretenimento, a Galaxy, e os nomes que lhe aparecem associados, representavam o oposto, e o oposto também do que o Executivo de Macau dizia ser a intenção que fundamentou a liberalização do mercado do Jogo em Macau.
A polémica que se iniciou com a concessão da licença para operar em Macau, continuou com a construção do hotel casino Starworld, intensificou-se com a concessão do terreno na zona do COTAI onde se diz que vai ser desenvolvido este mega-projecto, e que está ali em banho-maria há já vários anos, adensou-se com os boatos acerca de presumíveis interesses que manobrariam na sombra desta ilustre desconhecida empresa.
E a Galaxy não ajudou nada a desanuviar este ambiente de desconfiança e de boataria, sobretudo porque se foi comportando como o Pedro da história de Pedro e o Lobo.
Incumprimento reiterado das promessas feitas, pouca actividade visível, quase nula imaginação nos eventos que promove.
Perante este quadro, a notícia supracitada tem que dar origem a um post com uma (grande) interrogação.
No caso da Galaxy, só mesmo vendo para crer.
Promessas, a empresa em questão já fez imensas, em várias ocasiões, para sucessivamente se escusar a cumprir as mesmas, sob os mais variados argumentos.
Desta vez há mesmo lobo?!
Mas eu permito-me duvidar.



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