18 de janeiro de 2010

Viva Macau! para a Viva Macau


Se calhar é só a mim, mas mete-me impressão que se injectem dinheiros públicos (200 milhões de patacas) numa companhia aérea privada (Viva Macau), a qual, nas palavras dos seus responsáveis, acumula prejuízos desde o primeiro dia (um milhão de patacas por dia?).
Como a crise financeira mundial tem umas costas muito largas, Governo e operadores privados atiram com as culpas do rotundo falhanço da estratégia comercial da empresa para cima desse papão sem rosto que é a crise financeira internacional.
O que vale é que o Governo, pela voz do Secretário Francis Tam, esclareceu a questão.
Em primeiro lugar, os 200 milhões não foram um subsídio, foram apenas um empréstimo.
Empréstimo "" concedido através do Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização, que apoia pequenas e médias empresas, para garantir a estabilidade da companhia"(sic).
Perguntinha inocente - o Fundo é para todos os que estão aflitos, ou só para alguns?
Atento ao discurso de Francis Tam, dá-me a sensação que é só para alguns.
No caso para "garantir um desenvolvimento turístico sustentável, contexto em que a indústria da aviação desempenha um papel preponderante"(sic).
É esta a segunda vertente da justificação (?) do Governo.
E eu que acreditava naquelas ideias da concorrência sã, nas virtualidades do mercado, na sobrevivência dos que são capazes.
Sou mesmo inocente, não sou?
O que se passa no Aeroporto de Macau, e nas companhias que ali operam, começa a raiar a demência e a obscenidade.
E, com desculpas destas, a malta fica a pensar se não nos acham mesmo todos idiotas.


2 comentários:

  1. Como é que uma companhia que acumula prejuízos de um milhão de patacas por dia desde o seu lançamento pode ser viável?
    Parece-me impossível

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  2. Pelo que vou percebendo, há muito que a Matemática deixou de ser uma ciência exacta.
    Desde que apareceu uma coisa muito moderna a que chamam "Engenharia Financeira", até empresas que acumulam prejuízos diários podem ser viáveis.

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