1 de fevereiro de 2010

Ninguém desarma

O Porto e o Benfica cumpriram a sua obrigação e tudo continua no mesmo no topo da tabela.
O Porto goleou o Nacional (4-0) com dois golos de Falcao e outros dois de Varela.
Com uma equipa retocada em virtude das ausências de Bruno Alves, Raúl Meireles, para além de Hulk e Sapunaru, obviamente, com Rodriguez lesionado logo aos 16 minutos, o Porto respondeu muito bem a todas as adversidades, e à pressão de ter de vencer, goleando uma equipa que já não perdia em casa há um ano.
A última derrota, na Choupana, tinha sido exactamente imposta pelo Porto.
Rúben Micael estreou-se na Liga Sagres ao serviço do Porto, precisamente na casa que o viu crescer, com uma grande exibição.
Juntamente com Varela, Álvaro Pereira e Falcao, Rúben Micael deu vida e movimento ao futebol do Porto e tornou simples o que se adivinhava complicado (a crónica aqui via maisfutebol http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/falcao-fc-porto-porto-nacional-liga-futebol/1135562-1304.html ).
Opinião muito pessoal, Rúben Micael e Varela têm de fazer parte da lista dos eleitos de Carlos Queiroz para o Mundial na África do Sul.
Dois jogadores de grande qualidade, jovens, com grande solidez, modestos e com grande disponibilidade para trabalhar e para aprender têm de figurar entre os eleitos.
Mas nem tudo vai bem no reino do Dragão.
O episódio rocambolesco com Kléber não seria possível há bem pouco tempo no Porto.
Não percebi a insistência num jogador mediano, que não mostrou grande interesse em vir para o clube, nem no mercado de Verão, nem agora, que é um jogador problemático em termos disciplinares, e que é (pelo que é descrito), um Hulk mais para o fraquinho.
Afinal o negócio não se realiza (aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/fcporto/kleber-fc-porto-cruzeiro-farias-porto-mercado/1135737-1304.html ) porque Kléber continua a fazer exigências incomportáveis para o Porto.
E Farías, esse sim um bom profissional, está de regresso.
Enfim, algo estranho o que se vem passando ultimamente no Porto...
Pelo contrário, no Benfica vai-se respirando confiança.
Vitória (3-1) sobre o Guimarães e uma óptima reacção da equipa a jogar sobre pressão (não tem sido hábito nos últimos anos).
Grande exibição, coroada com dois golos, de Carlos Martins (a discussão com Cardozo é normal num jogador com um feitio irascível como Carlos Martins e Jorge Jesus soube lidar bem com a situação), o Benfica continua solidamente no topo da classificacão, parece ter tornado o Estádio da Luz uma fortaleza inexpugnável e, ao mesmo tempo, com calma, vai retocando o plantel.
Na próxima jornada o Braga vai ao Restelo defrontar um aflito (condenado?) Belenenses, o Benfica vai a Setúbal defrontar um outro aflito, neste caso o Vitória, e o Porto defronta no Dragão a tranquila Naval.
Com tanta aflição, no meio de alguma tranquilidade, o mais provável é que nada se altere no topo da classificação.




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