25 de fevereiro de 2010

Uma crónica feliz

Gostei particularmente desta crónica, assinada por Jorge Maia nas páginas do jornal "o Jogo".
De uma forma simples, o cronista chamou a atenção para o que é verdadeiramente importante, mas tem ficado um pouco à margem nos últimos tempos.
E o que realmente é importante é que o Benfica e o Porto estão num braço-de-ferro tremendo, como há muito não se via, com grande qualidade dos dois lados, a mostrarem classe, em Portugal e na Europa.
Por me parecer muito conseguida e importante, compartilho-a aqui:

Rivalidade bipolar

JORGE MAIA

A rivalidade é bipolar: tem um lado mau, feito de agressividade e polémicas e, nos casos mais extremos, violência; mas também tem um lado bom, feito de concorrência e competição e, nos casos mais extremos, excelência. Ora, a rivalidade entre FC Porto e Benfica está num dos seus pontos mais altos dos últimos tempos. Há sinais disso na agressividade de algumas declarações, nas polémicas que crescem à sombra dos túneis e até nos felizmente pontuais casos de violência, como foi o do apedrejamento do carro de Pinto da Costa, quando os portistas foram jogar ao Estoril. Mas também há sinais disso nas goleadas que o FC Porto impôs ao Sporting na Taça e ao Braga no campeonato, e nas que o Benfica usou para bater o Hertha de Berlim na Liga Europa e o Sporting na Taça de Liga. Há sinais de rivalidade na excelência do futebol que tanto o FC Porto como o Benfica têm praticado e na qualidade dos espectáculos que têm oferecido ao público português. Há sinais de rivalidade nesta espécie de braço-de-ferro à distância que leva os jogadores das duas equipas a superarem-se a cada jogo para marcarem só, só, só mais um. No fim, só uma das equipas vai ganhar, mas até lá quem ganha somos nós, que gostamos de futebol.

O link aqui http://www.ojogo.pt/26-56/artigo850342.asp

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