11 de fevereiro de 2010

Afinal era isto que ele queria.....

Paulo Rangel portou-se muito mal quando, em pleno Parlamento Europeu, resolveu falar de problemas internos, mais a mais quando o País se encontra mergulhado numa profunda crise económica, a qual não se ultrapassa sem credibilidade política externa.
As avaliações das agências de rating, entre outros indicadores político-económicos de que estamos cansados de ouvir falar, aí estão para provar a veracidade desta afirmação.
Depois, é de elementar boa educação "não lavar roupa suja fora de casa", não é?
O que justificaria então tão disparatado acto de Paulo Rangel?
A resposta veio ontem.
Paulo Rangel resolveu fazer detonar duas bombas na mesma semana, fazendo concentrar todos os holofotes em si próprio.
Depois da intervenção no Parlamento Europeu, agora a candidatura à liderança do PSD, possibilidade que o próprio já havia colocado de parte várias vezes.
Aqui há uns anos, Pimenta Machado, quando ainda mandava em Guimarães, ficou célebre por afirmar que "no futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira".
Pois.....
Depois da candidatura de Pedro Passos Coelho (ainda se arrisca a ficar com o cognome de O Eterno Rejeitado), agora a de Paulo Rangel.
Rangel fala em "candidatura de ruptura" (sic).
Se se confirmar a candidatura de Aguiar-Branco (aqui http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/564689)  é uma candidatura de quê?
Deve ser de implosão!
No estado em que o PSD está, agora com estes três no ringue, só pode ser essa a ideia.
Dúvida aqui de terras do Oriente - se Aguiar-Branco avançar mesmo, Manuela Fereira Leite apoia quem?
Falar em rupturas, com estes dois em cena, até dá vontade de rir.
Volto a perguntar o que já aqui perguntei antes - não há ninguém a precisar de fazer a rodagem ao carro?
Se calhar, mais uma vez, está aí a solução.
Já funcionou uma vez.




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