14 de fevereiro de 2010

Satisfaz; Satisfaz pouco; Não satisfaz

O Regime de Avaliação do Desempenho pode ser utilizado no futebol?
Especificamente, para analisar as incidências dos jogos?
Vamos lá tentar.
A avaliação Satisfaz vai para o Benfica.an>
A equipa encarnada cumpriu os serviços mínimos, mas foi o suficiente para ganhar (1-0) a um condenado Belenenses.
Já é indisfarçável o cansaço em algumas unidades nucleares do onze-base benfiquista, algo que, de resto,  os próprios jogadores e equipa técnica já admitem publicamente.
O brilho desapareceu para dar lugar ao pragmatismo.
Nesse particular, Cardozo está em destaque.
Falhou um pénalti em Setúbal (acontece aos melhores.....) mas vai marcando muitos golos (já são 23 em todas as competições esta época), muitos dos quais, como o de ontem, decisivos.
O Benfica continua líder, à condição.
Definitivamente, Satisfaz.
Mas também não mais que isso.
A avaliação Satisfaz Pouco vai para o Porto.

Jesualdo Ferreira pode queixar-se dos erros do árbitro, pode dizer que está privado de soluções fundamentais para esta altura da época (Hulk, Rodriguez, Fárias), mas ontem, para além de todos esses factores, e de um adversário claramente a jogar para o empate (é legítimo, desde que não haja anti-jogo....), o Porto jogou pouco.
E jogou pouco num jogo em que estava obrigado a jogar muito.
Mais, mais uma vez, ficou demonstrado que, sem Hulk, Rodriguez e Fárias, o Porto, que comprou bem Rúben Micael, devia ter comprado mais no chamado "mercado de Inverno".
Pelo menos um jogador para a linha da frente.
Um empate complicado (0-0), cedido no campo do penúltimo classificado, numa altura terrível da época.
Satisfaz pouco, portanto.
A meio da semana o Arsenal visita o Dragão.
No fim-de-semana, um escaldante Porto-Braga, que pode ajudar a definir muita coisa.
A avaliação Não Satisfaz vai para Bruno Paixão.
Bruno Paixão sempre foi um mau árbitro.
Não tem qualidade, não tem autoridade, não tem carisma.
Daí que já tenha estado envolvido em demasiados problemas, ligado a demasiadas questiúnculas.
Raramente os seus desempenhos merecem nota positiva e são isentos de críticas.
Nomeá-lo para jogos importantes (decisivos?) nesta altura da época, só pode ser sintoma de incompetência ou de má-fé de quem nomeia.
Sem surpresas, ontem fez asneira.
E da grossa.
Ou há falta, e tem que ser marcada grande penalidade; ou não há falta, Rúben Micael tem que ver o amarelo por ter simulado a existência de uma falta, e, a ser assim, seria o segundo e Rúben Micael teria de ser expulso.
Não há terceira via.
Não fazer nada disto, como foi o caso com Bruno Paixão, é um erro incompreensível.
As imagens lá em cima poderão esclarecer.
Este o erro maior numa arbitragem que, como é regra em Bruno Paixão, irrita sempre alguém.
Muitas vezes, as duas equipas em jogo.
Um Não Satisfaz muito grande.
Uma pergunta para finalizar - quando é que vamos ver um jogo em que intervenha o Porto e em que não haja polémica com os árbitros?



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