29 de janeiro de 2011

Decidam-se lá - Afinal Cavaco ganhou ou perdeu?!


Não tinha intenção de voltar a abordar aqui o tema presidenciais.
Mas, depois das notícias e das opiniões que tenho vindo a ler por estes dias, estou muito confuso.
Afinal Cavaco ganhou ou perdeu as eleições?
Eu pensava que tinha ganho.
E com grande vantagem.
Mas parece que não.
Porque a abstenção foi enorme;
Porque os votos que Cavaco obteve correspondem só a 23% dos eleitores;
Porque ainda é preciso fazer contas com os brancos e nulos;
Porque há que ter especial atenção à trapalhada com o Cartão de Cidadão.
Ordem à mesa.
Sendo eu o exemplo perfeito do que ainda esta semana ouvi qualificar de maneira excelente por EPON (Especialista de Porra Nenhuma), parece-me evidente que:
- A abstenção é um direito.
Que pode ser exercido com a mesma dignidade com que é exercido o direito de votar.
E que exprime também uma opção válida.
E não me parece complicado perceber qual seja essa opção.
Votou quer queria votar.
Absteve-se quem não quis votar.
Simples e claro.
O número de votantes é muito baixo?
É.
Procurem-se as razões que explicam esse facto, essa opção.
- Seja qual for a percentagem de votantes, há um candidato ganhador.
E com uma vantagem brutal em relação aos restantes.
Como tal, as discussões à volta das desventuras com o Cartão de Cidadão, são ridículas.
Responsabilize-se quem tem que ser responsabilizado pela asneirada.
Mas não se insinue que poderia haver alguma alteração dos resultados eleitorais por causa da mesma.
Muito menos se fale em anular os resultados eleitorais.
Ser arrogante na vitória, e ter mau perder, são ambos grandes defeitos.
As presidenciais já passaram.
Foram ganhas por Cavaco Silva, quer se goste ou não.
Ponto final.
E, para quem está a pensar que estou a escrever este post porque sou apoiante de Cavaco Silva, "think again".
Não, não faço parte dos tais 23% que reelegeram o Presidente.
O qual, no entanto, como dizia Bill Clinton acerca de George W. Bush, passa a ser meu Presidente também.

6 comentários:

  1. Eu, nem local tenho para votar, pois não estou inscrito em parte alguma, nem possuo o tal cartão de cidadão.
    No tempo em que cumpria serviço militar me era proibido pertencer a algum partido político, depois, quando entre para a Polícia Marítima era o mesmo problema, ora se não podia, para que ir votar, em toda a minha vida nunca votei e assim continuarei usando esse procedimento.
    Mas, aqui na Tailândia, o voto é obrigatório, em que não for votar, quando tiver que tratar algum assunto nos serviços do governo, é multado, aqui os tailandeses, não têm o direito de não exercerem o direito de voto.
    Para mim, tanto me faz que esteja lá o Cavaco o Sampaio ou outro qualquer, visto que desde o 25 de Abril, todos eles nada fizeram.
    Política portuguesa, que poucos entendem, só eles que ficam a lucrar e bem.
    Um democrata desiludido.
    Óptimo fim de semana, abraço amigo

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  2. Caro Cambeta,
    É precisamente essa a questão que pretendo levantar com o post.
    Enquanto o voto não for obrigatório (não é só na Tailândia que isso acontece como sabe), a abstenção é uma opção legítima.
    O que não me parece legítimo é tentar transformar derrotas em vitórias.
    Ainda que morais.
    Há um Presidente eleito, um Governo eleito, que respeito como meus.
    Apesar de não simpatizar com nenhum.
    Um abraço

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  3. Está tudo explicado, não é Catarina? :)

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  4. Não restam dúvidas que ganhou, Pedro, mas como escrevia ontem no Publico o insuspeito Vasco Pulido Valente, foi uma vitória que não serviu a ninguém. Nem a ele, nem aos portugueses.

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  5. Essa é outra questão Carlos.
    Mas ganhou as eleições.
    E faz-me impressão ver certas matemáticas que pretendem passar a ideia que não.
    Ganhou, acabou-se.
    Vamos agora pensar noutras coisas bem mais importantes.
    Um abraço

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