18 de junho de 2010

O Chefe do Executivo de visita a Portugal

Começa hoje a visita oficial do Chefe do Executivo a Portugal.
À semelhança do que fizera Edmundo Ho, Chui Sai On escolheu Portugal como o seu primeiro destino para uma visita oficial fora da China.
Do ponto de vista diplomático, trata-se um sinal muito importante.
Tanto mais importante quanto se percebe que esta viagem tem o beneplácito da China.
Aliás, face ao disposto na Lei Básica, tinha que ser assim.
A política externa é uma das áreas em que a autonomia da Região Administrativa Especial é quase nula.
E é um sinal muito importante para os portugueses que aqui residem, que aqui basearam a sua vida.
Até porque vão ser tratados assuntos muito concretos e que interessam à comunidade portuguesa aqui residente.
Por ocasião das celebrações do 10 de Junho, tinha aqui deixado expresso o meu desejo de que a visita de José Conde Rodrigues, Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, fosse para além das habituais banalidades, do entendimento secular, do convívio à volta do croquete e pastel de bacalhau.
José Conde Rodrigues, e a opinião é unânime, foi uma surpresa muito agradável.
Foi discreto, afável, mas soube falar do que era importante.
E soube dar a conhecer, também discretamente, esse facto.
Preparou-se, não veio falar da "Região Autónoma de Macau", não veio discursar meia-hora acerca do Simplex, do Tratado de Lisboa. 
Como tal, na visita do Chefe do Executivo que hoje se inicia, assuntos como o futuro da Escola Portuguesa, a investigação acerca da morte de Luís Amorim, o futuro do ensino do português em Macau, vão ser tratados.
O business estará presente (a presença de Francis Tam e da comitiva empresarial assim o indica), mas a parte cultural e o futuro do ensino do português em Macau também.
Cheong U não vai passear a Portugal.
Deseja-se que, no final da visita, esteja, de uma vez por todas, definido o modelo futuro do ensino do português em Macau.
Que sejam realmente investigados, à exaustão, os factos que envolvem a morte do jovem Luís Amorim.
O bom entendimento entre as autoridades centrais, e locais, com o Governo português, é óbvio que vai continuar a existir.
Como já foi dito, porque é que não havia de ser assim?
É hora de serem anunciadas medidas concretas, tendentes a resolver problemas muito concretos, já há muito detectados.

2 comentários:

  1. Na verdade, já começa a fazer-se demasiado tarde. Creio que as conversas de circunstância, que não levam a lado nenhum devem dar lugar a medidas concretas.

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  2. É esse que se espera seja o resultado desta viagem.
    A amizade secular, o bom relacionamento, a plataforma,....isso estamos todos fartos de saber.
    Queremos ver resultados.

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