21 de junho de 2010

Brasil apurado, no dia em que a Itália mais uma vez desiludiu, o Paraguai ganhou, e a França continuou a ser notícia pelos piores motivos

A 10 º dia, as atenções centraram-se tanto dentro, quanto fora do campo.
Fora do campo, a França continua nas primeiras páginas pelos piores motivos.
Os jogadores recusam-se a treinar, um espécie de Saltillo com pronúncia gaulesa, o director técnico da selecção já se demitiu do posto, a confusão é total.
A selecção francesa, apurada no meio de tanta polémica, tem sido uma decepção dentro dos relvados e uma autêntica palhaçada fora dos mesmos.
Os franceses não devem passar desta primeira fase.
E não o merecem.
Não só pela batotice que os apurou, como também pelo espectáculo degradante que têm dado na África do Sul.

Ainda fora do campo, a selecção portuguesa defronta hoje a Coreia do Norte.
Depois da derrota da Costa do Marfim frente ao Brasil, os portugueses têm de ganhar.
Deco não vai jogar (está lesionado), mas não há desculpas para não ganhar aos norte-coreanos.
Não me interessa nada o que a Itália (não) fez, o que a França (não) fez, o que a Inglaterra (não) fez.
Portugal tem que ganhar.
Ponto final.
Se puder marcar uns golitos agradece-se....

Dentro do campo, o dia começou com a vitória do Paraguai sobre a Eslovénia (2-0).
Os golos de Vera e Rivera levam os paraguaios para o topo do Grupo F e colocam a equipa sul-americana à beira do apuramento.
Uma equipa com bom futebol, bem orientada, e que pode fazer um bom percurso neste Mundial.
Se os africanos têm desiludido, os sul-americanos estão a ter uma presença muito agradável na África do Sul.
No segundo jogo do dia, a Itália empatou com a Nova Zelândia (1-1).
Não há maneira simpática de dizer isto - os italianos revelam um défice de qualidade incompreensível numa equipa que é a campeã do Mundo em título.
Não têm imaginação, têm jogadores de equipas de segundo plano (as grandes equipas italianas estão recheadas de vedetas estrangeiras), um treinador pouco corajoso, estão muito nervosos, acusam em demasia a ausência de Andrea Pirlo.
Do outro lado, uma equipa neo-zelandesa que jogou o quanto baste, com jogadores muito limitados tecnicamente, muito fortes fisicamente, que conheceu ontem o seu momento de maior glória em termos futebolísticos.
Uma boa exibição do guarda-redes neo-zelandês não chega para explicar a apatia italiana.
O jogo valeu sobretudo pelos comentários do Fabrizio Croce.
No ''ultimo jogo do dia, a "canarinha" carimbou o apuramento para os oitavos-de-final com uma vitória (3-1) sobre a Costa do Marfim.
Dois golos de Luís Fabiano, o segundo depois de ter dominado a bola com a mão duas vezes!!, e um de Elano (que se arrisca a não jogar mais neste Mundial, vítima da dureza excessiva dos marfinenses), Drogba a marcar para os marfinenses, e Kaká expulso, fizeram a história de um jogo claramente dominado por um Brasil na sua versão mais europeia de que há memória.
Os brasileiros deixaram os rendilhados no Calçadão, são muito menos espectaculares e muito mais pragmáticos, fruto da mentalidade do treinador e de quase todos os jogadores jogarem, ou já terem jogado, na Europa.
Das equipas que eram consideradas favoritas à partida para este Mundial, os brasileiros e os argentinos são os únicos que estão a confirmar-se verdadeiramente como tal.

2 comentários:

  1. E Portugal portou-se muito bem: 7-0!!!

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  2. Amanhã escreverei sobre o nosso jogo.
    Gostei do resultado e gostei muito da atitude.
    Bjs

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