19 de janeiro de 2011

The show must go on


Reafirmo o que já deixei escrito neste espaço a propósito do homicídio do cronista social Carlos Castro - não sofro de homofobia, não discuto as opções sexuais de cada um.
Mas confesso que há uma dimensão comportamental, comum à grande maioria dos gays, que acho profundamente irritante - a tentativa constante de dar uma dimensão espectacular às suas acções, de procurar, deliberadamente, chocar.
Traço de personalidade, e de comportamento, que, tantas vezes, assume contornos absolutamente deploráveis.
Precisamente o que aconteceu agora com a cerimónia fúnebre (??) de Carlos Castro em Nova Iorque.
Deitar as cinzas do defunto numa das condutas do metro de Nova Iorque, é, para além de ilegal, funesto, porco.
Mas, mais uma vez, espectacular.
E ainda há a possibilidade de prolongar as cerimónias fúnebres em Portugal.
Nem quero imaginar o que se pretenderá fazer!
A espectacularidade mesmo após a morte.
Como nunca consegui, nem nunca conseguirei, perceber essa parvoíce que são as "gay pride parade", também não consigo perceber que uma cerimómia fúnebre, que deve ser discreta, intimista, seja transformada num espectáculo de um mau gosto inqualificável. 

6 comentários:

  1. Caro Pedro Coimbra,

    Parabéns por esta sua posição, muito lógica e cheia de dignidade. É uma vergonha o aproveitamento que a comunicação social está a fazer de um crime hediondo que deve ter ocorrido na sequência de taradices contra a Natureza. O aproveitamnento de uma morte é sempre um atentado ao significado intimista que lhe deve ser atribuído, principalmente quando se desce à valorização de particularidades pessoais pouco dignas de elogios. Respeitemos os defeitos de cada um mas fiquemos pelos elogios dos seus valores éticos.

    Um abraço
    João
    Do Miradouro

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  2. Caro Pedro Coimbra
    Subcrevo por inteiro este seu post.
    Abraço

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  3. Caros João Soares e folha seca,
    A comunicação social está a fazer o aproveitamento despudorado de uma situação que os familiares e amigos do falecido também não quiseram manter num círculo restrito de pessoas.
    São atitudes que não consigo perceber, muito menos aceitar.
    E que não têm nada a ver, insisto, com a orientação sexual de cada um.
    Um abraço a ambos

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  4. Totalmente de acordo! Abraço

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  5. Ao ler hoje a entrevista de Guilherme de Melo, que o Hoje Macau reproduz, a ideia do espectáculo constante ainda ficou reforçada.
    Um abraço a ambos

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