7 de setembro de 2009

Vale tudo?

Não é a primeira vez que o deputado Pereira Coutinho demonstra alguma deselegância na maneira como trata os seus adversários políticos.
Hoje isso volta acontecer.
Se, no debate levado a cabo pelo jornal "Ponto Final", se detecta algum excesso de "punhos de renda" entre os cabeças de lista da Nova Esperança e da Voz Plural, no jornal "Hoje Macau" Pereira Coutinho vai longe de mais nas suas afirmações.
"Existem pelo menos quatro ou cinco listas com marca portuguesa que estão a fazer fretes. E depois serão compensados com contratos ou então com algum lugar público de direcção ou chefia. Recompensar o sacrifício de concorrerem a uma eleição que à partida sabem que vão perder. E sabendo à partida que no passado nunca fizeram em prol dos cidadãos, em prol das comunidades, mesmo assim vão lá, concorrem, para tentar diminuir a capacidade das outras listas que têm vindo a trabalhar....como a nossa".
Que feio Dr. Pereira Coutinho!
Ainda que seja essa a motivação de outras listas, e está por provar que assim seja, os elementos que integram essas listas terão que ver reconhecido o seu direito de concorrerem a estas eleições.
Uma das mensagens do deputado, e candidato, Pereira Coutinho, é a defesa das liberdades individuais.
Essas liberdades incluem comportamentos com os quais estaremos em desacordo.
Mas, no combate político, cabe aos eleitores julgar essas atitudes e, se for o caso, penalizar quem as toma.
Em bom rigor, o candidato Pereira Coutinho lança mão de um raciocínio semelhante ao que é utilizado pelas denominadas forças tradicionais para travar a concretização de reformas democráticas no sistema político, isto é, a falta de preparação das pessoas para tal.
Não se vende o voto por um yam tchá, neste caso, antes por um bom lugar público.
Pois é meu caro Dr. Pereira Coutinho, seja bem vindo ao mundo da real politique.
Fenómenos semelhantes podem bem acontecer....
Mais uma vez, há uma entidade soberana para julgar esses comportamentos e para os punir - os eleitores.
E há uma arma terrível para concretizar tal punição - o voto.
Nada dignificante para si o que se vê hoje em dois diários de língua portuguesa, deixe-me que lhe diga...

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