24 de março de 2010

A maior bolha imobiliária de sempre está na China?

Com alguma preocupação, leio o artigo de opinião que Miguel Angel Boggiano assina no Jornal i, transcrito na edição de hoje do jornal Hoje Macau.
Não sou, nem de perto, um especialista em movimentos bolsistas, análise económica, detecção de sinais que supostamente os mercados nos enviam.
Mas, como cidadão atento, o texto da notícia faz todo o sentido.
Aliás, basta olhar em volta, nesta Macau que também é China, para intuir que poderá haver ali um grande rigor analítico, que deverá funcionar como um alerta.
Com dezenas de milhares de "habitações de luxo"(?) por concluir e colocar no mercado, com uma série de emprendimentos que avançam, ora timidamente, ora em velocidade estonteante, seria bom que o artigo de Miguel Angel Bogggiano fosse lido com toda a atenção.
Tendo por base a análise dos movimentos bolsistas, o autor escreve:
"A partir da vulnerabilidade relativa do índice Shangai Composite, digo que algo cheira mal. E esse algo pode ser o que muitos gigantes do mundo financeiro vêm alertando: a maior bolha imobiliária de sempre está na China.
Jim Chanos já disse que a China é como o Dubai mas mil vezes pior."
Aqueles que vivem em Macau, não podem deixar de, imediatamente, pensar no preço exorbitante da habitação da Macau "casineira".
Dos valores obscenos que se pedem, e pagam!, em Macau, mais ainda em Hong Kong, onde foi recentemente vendido o apartamento mais caro de sempre, crescentemente na zona de Cantão.
Nos discursos dos grandes especuladores, que apontam para valores muito superiores num futuro próximo, porque há novos projectos em marcha na área do turismo e do lazer, porque vai ser construída uma ponte que liga Hong Kong, Macau e Zhuhai, símbolo maior da integração económica regional.
E em como tudo isto soa a algo imensamente ilusório, a uma realidade virtual.
Para aqueles que pensam que este é um problema que lhes é alheio, fica o alerta de Miguel Angel Boggiano:
"E como é que isto pode afectar-nos? No mínimo, vamos assistir a uma quebra da procura de materiais de construção, como o ferro e o cobre. E se a coisa for mais grave, a procura de commodities em geral será afectada - excepção feita ao ouro. Se já estamos a assistir às dificuldades da bolsa chinesa, devíamos ter muita atenção às commodities. Ambas andam de mão dadas."
Não é preciso ser um génio financeiro para perceber que são, potencialmente, más notícias para todos nós.

3 comentários:

  1. Bom dia;

    (Deste lado do Mundo!)

    Linkei o seu blog no OL. Falha minha; já tardava. ;)

    IM

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  2. A rebentar vai fazer a recente crise internacional parecer uma brincadeira de meninos

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  3. Olá Isabel.
    Agradeço o carinho.
    O OL é uma das minhas visitas diárias.
    El Comandante,
    O que é incrível é que se continue a jogar o jogo da especulação imobiliária como se não houvesse amanhã.
    Não é preciso ir para dentro de um casino para se ser jogador.
    Temos aqui o exemplo desse facto.
    Mas é um exemplo perigoso e assustador.

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