17 de março de 2010

Inaceitável desrespeito



O episódio acima é por demais conhecido para o estar a explicar em pormenor.
Quando me foi relatado, e depois o vi, a opinião que formei é a que ainda mantenho.
Declaração prévia - não gosto nada do Primeiro-Ministro José Sócrates.
Discordo dele em quase tudo, metem-me impressão as constantes trapalhadas em que aparece envolvido, acho-o oco, sem qualquer ideia relevante, um mau governante.
Nunca votei no PS, e nunca votaria neste PS.
Dito isto, há algo que me parece fundamental em toda esta rábula de muito mau gosto.
José Sócrates é o Primeiro-Ministro de Portugal.
Podemos não concordar com as suas ideias, podemos criticar as mesmas, bem como a sua postura como governante.
Já o fiz, voltarei a fazê-lo sempre que ache oportuno.
Com respeito.
E esse é o grande problema neste episódio rocambolesco.
É que ilustra uma falta de respeito pelo Primeiro-Ministro, que é sintoma de um desrespeito muito mais profundo que mina a sociedade portuguesa e as suas instituições (governantes, professores, forças da autoridade,...).
E isso é, do meu ponto de vista, preocupante e inaceitável.
Bill Clinton disse-o de George W. Bush - posso não concordar com ele, mas no dia em que foi eleito meu Presidente, passei a respeitá-lo como tal.
Desta vez, e será a primeira, compreendo a crispação de José Sócrates.

3 comentários:

  1. Sócrates não se sabe dar ao respeito. Isso não invalida que tenha que ser respeitado o cargo que ocupa. Quero acreditar que neste caso se tratou apenas de uma lamentável precipitação de quem anunciou o 1º ministro de Portugal. Tem a este propósito uma oportunidade de mostrar que é grande desvalorizando a cena que nem meteu sapatos.

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  2. Também creio que Sócrates só tem que ignorar o caso.
    Mas foi realmente muito feio.

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  3. Quando não se respeitam os principais cargos do país, é sinal que a sociedade está gravemente doente.

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