30 de março de 2010

Barbárie em Moscovo

O duplo atentado no Metro de Moscovo, em hora de ponta, terá provacado 36 mortos e mais de 60 feridos.
Duas bombistas suicidas terão feito detonar os engenhos explosivos que ceifaram a vida a dezenas de pessoas que tinham o péssimo e insuportável defeito de quererem deslocar-se tranquilamente para os seus locais de trabalho.
Putin apressou-se a afirmar que vai esmagar as células terroristas que operam em território russo.
Percebe-se a revolta do chefe de governo russo, comunga-se da mesma, e da repulsa que estes actos causam, mas, com a serenidade possível nestes momentos, há que concordar com Evgueni Mouravitch quando este afirma que pouco mais as autoridades russas poderão fazer para além do que já fazem actualmente.
Supostamente, e teoricamente, a capital russa deveria ser uma fortaleza inexpugnável de tão vigiada que está.
Mas é realmente impossível deter tresloucados que estão dispostos a fazer-se explodir e a matar indiscriminadamente.
A única forma é antecipar estes actos, algo que só se consegue com um serviço de informações de elevadíssima capacidade, com agentes infiltrados nestes bandos de assassinos.
Numa hora de profundo horror, o ser humano consegue mostrar a sua faceta mais suja, mais aviltante.
Tirando proveito do pânico instalado, os táxis em Moscovo (e táxi em Moscovo, com dizia Evgueni Mouravitch, é qualquer carro que o queira ser), multiplicaram os seus preços por dez.
O ser humano parece querer mergulhar cada vez mais fundo numa água turva, fétida, nojenta.
As imagens da tragédia aqui

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