20 de novembro de 2009

Quem é que escolheu os nomes de Presidente Permanente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa? José Eduardo Bettencourt???


Em todo o seu esplendor, a semelhança entre o Sporting e a União Europeia.
Ou José Eduardo Bettencourt indicou os nomes para Presidente Permanente do Conselho Europeu e Alto Representante para a Política Externa, ou o conclave europeu escolheu, sem que ninguém suspeitasse, o nome do treinador do Sporting.
A realidade é que, nos dois casos, quando se esperava por personalidades com carisma, nomes fortes, com capacidade de mobilização, agregação e ilusão, aparecem uns personagens que só podem ser entendidos como escolhas subordinadas à lógica do menor denominador comum.
Mas é a ASEAN que anda a seguir a União Europeia, ou é a União Europeia que anda a imitar a ASEAN??

As escolhas de Herman Van Rompuy, actual primeiro-ministro belga e futuro Presidente Permanente do Conselho Europeu, e de Catherine Ashton, a baronesa britânica que ocupa a pasta de comissária europeia responsável pela política comercial, só se podem perceber mediante esta lógica de entendimentos pelo menor denominador comum.
Aliás, especialmente no caso da comissária britânica, todo o processo é particularmente indicativo desse facto.
Nomes perfeitamente cinzentos, baços, que transmitem a imagem de uma União Europeia onde a audácia não existe e a intriga política ainda reina.

Durão Barroso expressou o seu contentamento com as escolhas (aqui a notícia via Público http://www.publico.pt/Mundo/van-rompuy-e-catherine-ashton-as-novas-caras-da-ue_1410586 ).
É fácil de entender porquê.
São nomes que não lhe fazem qualquer sombra.
Pelo contrário, são nomes que até deverão deixar a posição do Presidente da Comissão reforçada, porque, há que dizê-lo com toda a frontalidade,  são pessoas que Durão Barroso domina e manobra perfeitamente.
Curiosa a imagem do primeiro-ministro sueco com o triunvirato no topo desta página......
Com Durão Barroso no meio.
Uma imagem vale por mil palavras, não é?
Quando se esperava por nomes que, à entrada nos corredores de Washington, de Pequim, de Brasília, de Moscovo, marcassem só pela sua presença, os líderes europeus surgem com estas surpresas.
Apetece-me repetir a exclamação que deixei aqui quando foi conhecido o nome de Carlos Carvalhal - O quê? Estes???

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