10 de novembro de 2009

Outra vez a mulher de César


Todos conhecemos a célebre frase de Cícero, o orador romano, "À mulher de César não lhe basta ser séria, também tem de parecer séria".
É inevitável que esta frase martele a nossa mente quando se sucedem as trapalhadas a envolverem  o primeiro-ministro de Portugal.

Primeiro foram os projectos de engenharia (???) que assinou no interior do País, aquelas casas muito género mâison, com umas janelas do tipo fenêtres, azulejos de casa de banho na fachada,  marquises nas traseiras e garagens por baixo dos quartos.
Depois a Licenciatura ao domingo, naquela Universidade onde se licenciaram muitos camaradas rosas, e que parece que era assim , ...como dizer?...., pouco séria. É, acho que é isso.
E esta parecia ser, e era o que parecia.
Dizem as más línguas, que eu era incapaz de dizer uma coisa dessas.

Depois veio o Freeport, aquele caso com o tio, o primo, o gato, o amigo, o vizinho,.....e que, entretanto, parece que toda a gente já esqueceu.

Agora é a operação "Face Oculta" e as escutas de conversas e ligações perigosas com o seu amigo e camarada Armando Vara.

As escutas terão sido entregues ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, de acordo com a informação gentilmente disponibilizada pelo Procurador Geral da República (aqui via Público http://www.publico.clix.pt/Sociedade/face-oculta-conversa-entre-vara-e-socrates-nas-maos-do-supremo_1409085 ).
Se seguirem o que tem sido o caminho normal, vão andar por lá a marinar uns bons tempos até que, entretanto, surja outro caso que faça esquecer este.
E o primeiro-ministro vai falando em inimigos políticos, cabalas políticas, perseguição.
Chegou a altura de deixar bem claro que o homem pode ser sério.
Definitivamente, não parece!
E a movida "rosa" não retira daqui quaisquer consequências.
Pelo contrário, vai alargando um domínio tentacular a todo o País impunemente.
Até quando??

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