2 de novembro de 2009

A originiladidade dos agentes de autoridade de Macau


O Leocardo indigna-se, num post no Bairro do Oriente, perante (mais) uma manifestação de puro autoritarismo gratuito de um qualquer agente das forças de segurança, face à detecção de uma emigrante em situação ilegal.
Realmente são perigosas delinquentes, normalmente cidadãs de origem filipina ou indonésia, em busca de uma colocação principescamente remunerada, como empregadas domésticas ou empregadas em companhias de limpeza (na melhor das hipóteses....as hipóteses mais ecabrosas nem vale a pena mencionar!), que urge travar a todo o custo.
Com recurso à brutalidade, se tal se revelar necessário.
Meu caro Leocardo, desde garoto me ensinaram que é muito fácil carregar no fraco.
É cobarde e revoltante, mas é muito fácil.

Normalmente, esses agentes zelosos estão colocados em pontos estratégicos para controlar o tráfego.
Mas, quando começam a controlar o tráfego, com os semáforos em funcionamento, é o caos total.
As situações mais caricatas costumam verificar-se junto ao Hotel Sintra.

Os semáforos ligados, o agente no meio da rua, os carros parados em zona proíbida (especialmente autocarros e táxis), aos ziguezagues no meio do trânsito, e o autoritário agente a olhar para o céu.
Confesso que, já por mais que uma vez, apitei e vociferei na direcção desses senhores.
Obviamente, não valeu de nada.
Não me terem multado já não foi mau!
Já cheguei a ponderar a hipótese de estarem a treinar para uma futura carreira como controladores de tráfego aéreo!
Quando se começa a tornar aborrecido tanto controle sobre o trânsito caótico, correm atrás de uma qualquer filipina ou indonésia, e já dão a sua missão securitária por inteiramente realizada.
Até fica bem nas estatísticas, e os falsos defensores da  mão-de-obra local (quantos não são os que, de entre estes, empregam mão-de-obra ilegal em condições de exploração miserável?) também ficam saciados e a poderem debitar mais umas parvoíces para aquela franja da população que ainda lhes vai dando ouvidos.
Revolta, não revolta?
Mas é mesmo muito fácil carregar no fraco e em quem não tem defesas.
Só necessiadades, muitas vezes as mais básicas.




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