30 de novembro de 2009

O Porto e a Académica (os meus dois amores) e os outros


Correu bem o fim-de-semana para as minhas cores favoritas.
O Porto ganhou ao Rio Ave (2-1) e diminuiu distâncias para o Benfica.
Três pontos a separar as duas equipas, com muito campeonato para jogar, o que faz prever luta intensa lá no topo da tabela.
O Braga joga hoje, pode isolar-se no primeiro lugar, mas insisto na ideia de não ver os arsenalistas como candidatos ao título.
No Dragão, perante um Rio Ave muito bem arrumado, atrevido, bem comandado e com um João Tomás renascido, o Porto cumpriu a obrigação.
Mas nada mais que isso.
A equipa portista ainda não encontrou um ritmo certo, ainda não pratica um futebol convincente, não é dominadora, não apresenta classe.
Ainda assim, e cumprindo a tradição daquela casa, vai ganhando, vai somando pontos, e vai-se mantendo na luta pelo título.
Tenho para mim que o jogo com o Benfica vai ser determinante para este Porto.
Não vai definir nada em termos de tabela classificativa, muito menos de modo irreversível para qualquer dos lados.
Mas pode representar o clique que tem faltado ao Porto, ou, no reverso, deixar a equipa em dificuldades que não está habituada a sentir.
E é disso que não estou a gostar nesta equipa do Porto.

É menos segura do que é hábito, parece menos confiante do que em anos anteriores, e fica a sensação que há ali problemas internos mal explicados e nada habituais.
O que é que se passa com Helton?
O que levou Jesualdo Ferreira a sentar Rolando no banco e a dar a titularidade a Maicon?
Estes castigos, puxões de orelhas, não são habituais no Porto.
E não prenunciam nada de bom.
Em resumo, utilizando uma expressão muito comum, o Porto vence. Mas não convence.
A crónica do O Jogo aqui http://www.ojogo.pt/

Em Coimbra, André Villas-Boas quer dar razão a quem tanta esperança deposita nele.
Excelente exibição e resultado (3-0) frente a um adversário directo (Setúbal).
Para já, o abandono da zona de despromoção, um futebol mais alegre, mais forte, uma outra alegria e confiança em Coimbra.
Isso André Villas-Boas já conseguiu.
Na próxima jornada, uma deslocação à Luz com Jorge Jesus a espiar ontem.

Nos restantes jogos, o destaque para um renascido Vitória de Guimarães sob a batuta de Paulo Sérgio.
 Os minhotos recebem o Porto na próxima jornada e está aí um jogo de tripla.
Ao contrário, o Olhanense, a equipa com menor média de idades e menor orçamento da Liga Sagres, começa a mostrar naturais debilidades, pouco visíveis no início da época.
Nesta jornada, mais uma vez muitos empates e a confirmação de uma Liga nivelada muito por baixo.
Os resultados aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/superliga-geral/11-jornada-lesionados-convocados-castigados/1106257-1676.html

A merecer destaque também o facto de Van der Gaag ainda não ter perdido desde que se tornou treinador do Marítimo.
Nesta jornada, a peder por 2-0 com o Belenenses, no Restelo, reduzido a 9 unidades, ainda logrou alcançar o empate com Manu em grande evidência.
A crónica aqui http://www.maisfutebol.iol.pt/belenenses/cronica-belenenses-maritimo-liga-pecanha-lima/1106728-1463.html

2 comentários:

  1. Desta vez parece que acertaram no treinador. Também, arranjar pior do que o Rogério Gonçalves era quase impossível.

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  2. O Rogério Gonçalves não foi só um erro de casting.
    Foi o que dizia o Bual do Santana Lopes, versão Ministro da Cultura, aqui há uns anos quando ele substituiu a Teresa Patrício Gouveia - Trocar a Mona Lisa por um mono liso.
    Foi isso que a Académica fez.

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