11 de novembro de 2009

A língua outra vez


Em Setembro, Lee Chong Cheng resolveu demonstrar à saciedade a sua ignorância na área jurídica.
Ainda assim, não se inibiu de fazer uma apreciação ao sistema jurídico de Macau, diagnosticar as maleitas de que este sofre, e, de caminho, fornecer um receituário completo hipoteticamente conducente à cura.
Deu disparate do grosso, como era de esperar.
O senhor deputado continua a sua cruzada.
Numa interpelação escrita, sugere que só deviam ser contratados profissionais na área jurídica formados em Macau, porque só estes conhecem as características próprias das leis de Macau.
Isto, na mesma interpelação em que se volta a insrgir contra a matriz portuguesa do Direito de Macau.
Mas, afinal, se a base é portuguesa, será que não lhe ocorre que haja outras pessoas, com habilitações obtidas fora de Macau, que conhecem essas características??
Pense lá um bocadinho, se faz favor.....
Mas vai mais longe o senhor deputado.
Critica a qualidade da legislação produzida em Macau, supostamente porque é produzida em português e, no processo de tradução, os resultados, em lígua chinesa, não fazem sentido.
É curioso.
Mas o senhor deputado não tem assento no órgão legislativo da RAEM?
Está com dores no pé?
Pois, deve estar.
Depois de um tiro destes, o pé deve doer!
E de que maneira!!
Pior, na resposta à interpelação, o director dos Serviços de Assuntos de Justiça, André Cheong, explica ao senhor deputado que a técnica que é utilizada, resultante de opção política clara, obriga a que seja alterada a versão portuguesa sempre que não se consegue encontrar um sinónimo em língua chinesa.
Obviamente, o senhor deputado, na sua cruzada panfletária, popularucha e demagógica, há-de voltar ao tema da língua e aos malefícios que a língua portuguesa causa no sistema jurídico da RAEM.
É só não lhe dar atenção porque, claramente, não sabe minimamente do que fala.
O que assusta é que o senhor deputado, e outros como ele, ocupem lugares e exerçam funções de grande responsabilidade.

Sinceramenete, Macau merecia bem melhor.

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