13 de novembro de 2009

Futebolices

Há semanas em que a ausência de notícias até entristece.
A estas, seguem-se aquelas em que as notícias são tantas que nos deixam um pouco como "o tolo no meio da ponte".
A semana que agora acaba tem que ser incluída na segunda categoria.
Comece-se pelo Sporting.

Confirmado Sá Pinto para dirigir a área ligada ao futebol, é agora anunciado que José Filipe Nobre Guedes (não, não é o antigo amigo de Paulo Portas no CDS....) sucederá a Miguel Ribeiro Telles na administração da SAD.
Nobre Guedes era já membro da Comissão Executiva do Sporting, com as pastas das Finanças e Património Imobiliário, pelo que não é propriamente um homem novo na casa.
Para alguém que esteve ligado à área financeira no Sporting, não deixará de ser estranho que o Sporting, tão poupadinho nas contratações de jogadores, vá agora pagar uma pipa de massa à Académica para lhe roubar o portista André Villas-Boas, acerca do qual O Jogo revela algumas facetas desconhecidas (a ler aqui http://www.ojogo.pt/25-266/artigo832143.asp).
Realmente, nos dias que correm, constroem-se ídolos com uma facilidade e uma rapidez impressionantes.
André Villas - Boas dirigiu a Académica na Liga Sagres em três jogos.
E os resultados nem foram nada de excepcional.
Ainda assim, o Sporting vai pagar mais de um milhão de euros para o ter como treinador principal.
Inevitável associar mentalmente esta valorização meteórica à de Cissokho no seu trajecto na época passada.

Para completar as notícias do reino do leão, o adjunto de André Villas - Boas tudo indica que será Luís Pedrosa, antigo jogador do Salgueiros e Boavista, que veio para o Sporting com Sá Pinto.
Lembram-se? As voltas que a vida dá....

No Porto as notícias são do domínio do surreal.

A Gazzetta Dello Sport coloca Quaresma no Porto em Janeiro.
Só pode ser mesmo notícia de imprensa cor-de-rosa!
Um detalhezito - quem é que lhe pagava o salário?
Seria o Inter? Não é muito provável, pois não?
O Porto não, de certeza, que no Dragão há tecto salarial e é muito mais baixo que os milhões que o Mustang ganha.
Ou será que ele abdicava de parte do salário só para jogar no Porto, clube que abandonou a dizer que estava farto de assobiadelas e que já tinha ganho tudo o que havia para ganhar?

Futebolices rima com tolices, não é?!
Na volta, no pacote do Quaresma, salvo seja, também vem incluído o Mourinho, com os salários assumidos pelo Inter, como está bem de ver, que Massimo Moratti gosta muito de Pinto da Costa.


E já que estamos no reino da fantasia, na mitologia grega, Aquiles foi um dos participantes da Guerra de Tróia, personagem principal e maior guerreiro da Ilíada de Homero. Aquiles era também o melhor e o mais belo guerreiro do exército grego reunido na Guerra de Tróia, e era invulnerável em todo o seu corpo, excepto no seu calcanhar, tendo sido morto por uma flecha envenenada que o atingiu exactamente nessa parte do corpo.
Em Novembro de 2009 a História repete-se.
O melhor e mais belo guerreiro da selecção nacional portuguesa fica fora de combate por ter sido atingido no seu sensível tornozelo.
E o país fica em suspenso, agarrado à televisão, os ouvidos colados à rádio, os olhos a calcorrearem os jornais, na esperança vã de que o tornozelo do herói não ceda.
Os malvados dos bósnios, mais os bruxos ibéricos, e aquele malandrão do jogador do Marselha, todos unidos para desfeitearem o sonho de um país comandado por um bravo general Queiroz.

A dúvida não é metódica, mas é imensa - Poderá a selecção portuguesa ganhar sem Ronaldo?
Resposta do Devaneios - A selecção portuguesa terá de ganhar sem Cristiano Ronaldo.
Ponto final, e não se comecem a procurar desculpas antecipadas para um qualquer insucesso.
O tornozelo de Ronaldo já deu mais assunto que o calcanhar de Aquiles.
Agora chega.
Vamos jogar e eliminar a Bósnia.
Mais nada.

Não esquecer que Tróia acabou mesmo por ser tomada.
Só foi preciso alguma audácia e o recurso a um artíficio equídeo por demais conhecido.

Acredito firmemente que há vários jogadores na nossa selecção que podem perfeitamente funcionar como o Cavalo de Tróia.
Vamos enfrentar a eliminatória com coragem e determinação, e sem descabidos lamentos acerca dos ausentes na batalha.

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