24 de novembro de 2009

Evolução na tranquilidade



Sem surpresas, sem novidades, apenas a confirmação das notícias que vinham sendo dadas à estampa há já alguns dias.
A equipa governativa que vai tomar posse no próximo dia 20 de Dezembro apresenta apenas uma curiosidade.
Ho Veng On passa a ser o novo Comissário de Auditoria, substituindo Fátima Choi no cargo.
Os restantes titulares dos principais cargos foram todos reconduzidos (a notícia aqui via GCS http://www.gcs.gov.mo/showNews.php?PageLang=P&DataUcn=41320&Member=0 ).
Cheong U substitui Chui Sai On no cargo de super-secretário, e Vasco Fong, dias depois de ter tomado posse como juíz do Tribunal de Segunda Instância, passa a ser o novo Comissário Contra a Corrupção.
Tudo muito normal, muito dentro do esperado, sem qualquer inovação ou arrojo.
As caras são conhecidas há já muitos anos.
E não, não é só nos últimos dez.
Já é tempo de assumir de uma vez por todas que se trata de pessoas que já ocupavam altos cargos na administração portuguesa.
Não são nenhuns novatos, desconhecidos e inexperientes.
Essa já não cola.
A continuidade é uma opção legítima, mas não deixa de constituir algum desapontamento, e de ir em sentido contrário ao que foi o discurso dos primeiros anos da RAEM.
O encantamento singapureano, e os conceitos de mudança, inovação, criatividade, deram lugar a uma continuidade baseada nos conceitos de harmonia e paz social.

Precisamente por isso, o afastamento de Fátima Choi, que a própria já veio esclarecer que não se deveu a opção própria, levanta questões e obriga ao franzir de sobrolhos.
Sentimentos que a conferência de imprensa do Chefe do Executivo eleito, a ausência de respostas concretas, a somar às declarações da ainda Comissária de Auditoria, ainda vieram adensar.
Fica a pairar a ideia que as críticas que o Comissariado de Auditoria teceu aos Jogos da Ásia Oriental não foram muito bem recebidas, e que Fátima Choi foi vítima desse facto.
Sim, porque críticas públicas ao desempenho de outros titulares existiram, foram muitas, e não tiveram consequências.
Não pode passar por aí, portanto, a explicação para o afastamento de Fátima Choi.
Não foi porque a popularidade da Comissária era baixa que não foi reconduzida.
A ser assim, não seria a única baixa na actual equipa governativa.
As declarações das "três caras novas" (mudaram de cadeira) aqui http://www.gcs.gov.mo/showNews.php?PageLang=P&DataUcn=41322&Member=0


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