21 de julho de 2011

Sobre o puxão de orelhas ao Conselho Administrativo do Centro de Ciência de Macau


O Comissariado da Auditoria deu um valente puxão de orelhas ao Conselho Administrativo do Centro de Ciência de Macau.
Irregularidades na gestão daquele organismo, sobretudo na realização de concursos públicos, deficiências na segurança dos equipamentos, ausência de visão estratégica.
Gostaria de concentrar a atenção neste último aspecto.
Quando foi anunciado, previa-se que o Centro de Ciência viesse a transformar-se rapidamente num local de referência em Macau.
Sobretudo  porque iria ficar alojado num edifício projectado pelo arquitecto I. M. Pei.
Mais, e como o próprio sublinhou publicamente, no último edifício que o renomado arquitecto assinaria.
I. M. Pei, com este gesto, queria certamente presentear a sua pátria no final da sua carreira profissional.
Através de Macau.
Para além de ser uma honra para a RAEM, noventa por cento do trabalho de promoção do edifício, consequentemente do próprio Centro de Ciência, estava feito.
Macau só tinha que fazer os restantes dez por cento.
Parecia fácil.
Um edifício assinado por I. M. Pei, o último que o arquitecto projectava e assinava?
Trigo limpo, farinha amparo!
E, no entanto, dos que estão a ler este post, quantos conhecem a existência de um Centro de Ciência em Macau, alojado num edifício concebido por I. M. Pei??

3 comentários:

  1. Eu não.
    I.M.Pei já sei que foi ou é arquitecto.
    O resto para mim, é chinês eheheheh

    4 abraços!!!

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  2. Pedro Coimbra,
    Não sabia da existência de um Centro de Ciência mas conheço o trabalho de Pei, que aprecio pelo carácter inovador.
    Venho dizer-lhe que o seu comentário me fez sorrir. É deliciosa a história que contou. Quando for ao Fórum vou espreitar concerteza.
    Uma profissão nobre num homem com sensibilidade.:)
    La Cumparsita é também para mim o resultado de memórias, o meu pai gostava muito dela e tocava-a no piano.
    Abraço!:)

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  3. Carlota,
    I. M. Pei (Ieoh Ming Pei) será um dos arquitectos (vivos) mais famosos.
    A sua obra mais conhecida é a famosa pirâmide de vidro na entrada do Louvre.
    Também o museu/biblioteca John F. Kennedy.
    Só este nome seria suficiente para atrair visitantes.
    Tratando-se do último edifício concebido por ele próprio, não é preciso grande ciência para o tornar numa atracção.
    É preciso grande ciência para o fazer passar quase despercebido.
    4 abraços também!!

    ana,
    Você vem provar o que escrevi - conhece Pei, a sua obra, mas não sabia que havia este Centro de Ciência assinado por ele.

    Quando me mostraram a fotografia pela primeira vez fiquei comovido.
    Mesmo sabendo antecipadamente que estava lá.
    No ano passado deram-me o livro "Momentos Formidáveis", dedicado ao grande Formidável, que tem aquela fotografia como capa.
    Abraço

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