31 de março de 2011

As agências de rating e a dívida soberana portuguesa


Lendo outros blogues, constato que não sou o único a ficar perplexo com a avaliação que as agências de rating fazem da dívida soberana portuguesa.
Cotada agora "um nível acima de lixo"(sic).
Uma cotação que fez disparar os juros para próximo dos 9%.
Henrique Granadeiro afirmou publicamente que não via quaisquer motivos de índole económica que justificassem esta avaliação.
E mais uma queda em dois dias.
Aventava então a hipótese de haver explicações de ordem política a justificarem tão injustificado gesto.
Como sou um tipo muito simplório, e muito menos versado que o gestor da PT, dá-me a impressão que a racionalidade que explica esta decisão das agências de rating é eminentemente económica.
A diferença é que ele está a pensar nos mercados.
Numa entidade lata e abstracta.
E eu estou a pensar em pessoas.
Se eu fosse detentor de títulos da dívida soberana portuguesa também avaliava a mesma um nível acima de lixo.
Até ao final da semana.
No princípio da próxima semana já passava a ser lixo.
Mesmo que nada se alterasse até lá.
O que se alterava eram os juros que me iriam pagar com essa avaliação.
Que eram bem capaz de chegar aos dois dígitos.
It's the economy, stupid!

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