Análise aos adversários das equipas portuguesas na Liga Europa
Começando com o adversário do Porto.
O Spartak de Moscovo é uma equipa sem grande currículo a nível europeu.
O Spartak há dez anos que não ganha nenhum título e, na última época, ficou em quarto lugar no campeonato russo.
O plantel actual, treinado por Valery Karpin, mistura jogadores de várias nacionalidades.
Cinco deles brasileiros, entre os quais o conhecido Ibson, que passou pelo Porto sem sucesso.
Destaque para o guarda-redes ucraniano Dykan, os defesas argentinos Pareja e Rojo e os brasileiros Alex, Ari, Welliton (a vedeta da equipa), Rafael Carioca, o médio irlandês McGeady e o jovem georgiano Ananidze.
O Spartak começou as provas na Champions e fez o seguinte percurso até esta fase:
Na Champions, venceram duas vezes o Zilina (3-0 e 1-2) e estrearam-se com um triunfo no Velódrome (0-1), mas perderam o duplo confronto com o Chelsea (0-2 e 4-1) e o segundo embate com o Marselha (0-3). Nos 16 avos da Liga Europa, calhou-lhes o Basileia, tendo um triunfo na Suíça por 3-2 embalado a equipa para a qualificação, bastando-lhe um empate a um golo em casa. Frente ao Ajax, não tiveram misericórdia: 0-1 no Arena, 3-0 no Luzhniki.
No campeonato russo, estrearam-se a sofrer um goleada no terreno do Rostov (4-0).
Teoricamente, uma equipa perfeitamente ao alcançe do Porto.
Agora, o adversário do Benfica.
O PSV Eindhoven é um velho conhecido do Benfica.
Uma espinha atravessada na garganta depois da final da Taça dos Campeões Europeus em 1988.
Esta época, o PSV lidera a Eredivisie com um ponto de avanço sobre o Twente.
Somou três derrotas na competição doméstica: a primeira, em casa, em Outubro frente ao Twente (0-1); depois no reduto NAC Breda em Novembro (4-2) e, em Fevereiro, novamente em casa, perante o Den Haag (0-1).
Na corrida aos quartos-de-final da prova europeia, o conjunto treinado por Fred Rutten começou por eliminar os russos do FC Sibir Novosibirsk (derrota por 1-0 fora, goleada por 5-0 em Eindhoven).
Na fase de grupos empatou em casa com os italianos da Sampdoria (1-1), e venceu fora os ucranianos do Metalist Kharkiv (0-2) e os húngaros do Debrecen (1-2).
Nas três últimas rondas, bateu novamente o Debrecen (3-0) e a «Samp» (1-2) e empatou com o Metalist no Phillips Stadium (0-0).
Nos 16 avos, eliminou o Lille (2-2 em França, 3-1 na Holanda) e nos oitavos o Rangers (0-0 em casa, 0-1 em Glasgow).
No plantel, na defesa, destacam-se o guarda-redes internacional sueco Andreas Isaksson, os internacionais holandeses Wilfred Bouma e Jan Kromkamp.
No meio-campo, os possantes Engelaar e Hutchinson, que já defrontou o Benfica ao serviço do FC Copenhaga.
No ataque o jovem mas já experiente Marcus Berg e os vorazes Ola Toivonen, Jonathan Reis, Jeremain Lens, Danny Koevermans, além do talentoso extremo húngaro Balázs Dzsudzsák.
Tal como o Benfica, o PSV priveligia um futebol aberto, de pendor ofensivo.
Prevê-se uma eliminatória espectacular e muito disputada.
Com algum ascendente para o Benfica.
Finalmente, o adversário do Braga.
O Dínamo de Kiev é um histórico do futebol europeu.
Mais um no caminho do Braga.
No currículo três taças europeias: a dos Vencedores das Taças em 1975 e 1986; e uma Supertaça, também em 1975, tendo perdido a de 86.
O experiente Yuri Semin é o treinador.
A caminhada para os quartos começou na 3ª pré-eliminatória da Liga... dos Campeões.
Eliminou o Gent (3-0 e 1-3), mas perdeu o play-off com o Ajax (1-1 e 2-1).
Seguiu-se a fase de grupos da Liga Europa.
Empatou com o BATE (2-2), perdeu com o Sheriff (2-0) ganhou ao AZ (1-2).
Na segunda volta, voltou a bater os holandeses (2-0) e os bielorrussos (4-1), e empatou com os moldavos (0-0).
Seguiram-se o Besiktas e duas goleadas (1-4 em Istambul, 4-0 em Kiev) e, finalmente, o Manchester City (2-0 em casa, derrota fora por 1-0).
No plantel, óbvio destaque para Shevchenko. No ataque estará bem coadjuvado por Gusev e Milevskiy. Eremenko é referência no meio-campo, e na baliza estará o esforçado Shovkovskiy.
Teoricamente favoritos no confronto com os bracarenses, os ucranianos já saberão que esse factor não inibe minimamente os "guerreiros do Minho".





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