9 de fevereiro de 2012

Poderá o fim do Zaia curar a teimosia de Sheldon Adelson?


Sheldon Adelson é um homem muito rico.
Dono da Las Vegas Sands, apoiante (com generosos donativos) de Newt Gingrich, Sheldon Adelson é, para além de muito rico, muito teimoso.
Chegou a Macau e, numa atitude que tinha tanto de megalómano como de pacóvio, tão típica aliás de uma certa América, afirmou que vinha mudar o território.
Nomeadamente na área do turismo.
Passaria então Macau a ser uma Las Vegas a Oriente, um local onde as famílias se deslocariam para se divertirem, fazer compras, ver espectáculos de grande qualidade, com grandes estrelas.
E, também, jogar.
Esqueceu-se que, como cantava Bowie, "This is not America".
O visitante que se desloca a Macau, ao contrário do turista que se desloca a Las Vegas, vem apenas para jogar.
E não quer ser perturbado neste seu objectivo.
Desta visão megalómana de Sheldon Adelson, fazia parte um outro projecto arrojado - um espectáculo, residente, do Cirque du Soleil.
Foi então criado, propositadamente para Macau, e só para Macau, pela renomada companhia circense o Zaia.
Que agora anuncia a sua partida.
Porque, mesmo depois de presumivelmente adaptado ao gosto local, não sobreviveu.
Sem espectadores em número suficiente que o possam alimentar em Hong Kong e Macau, sem que os visitantes o procurem, o Zaia fecha portas.
Será o estertor do Zaia simbólico?
Um estrondo que faça Sheldon Adelson acordar e perceber que está numa cidade com cinco séculos de História e não no deserto do Nevada?
Era engraçado, mas não acredito

6 comentários:

  1. Pedro, concordo com as considerações relativamente a Adelson mas não vejo o mal em procurar instalar outras formas de entretenimento em Macau.

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  2. Era óptimo, Hugo.
    Eu adorava.
    O problema é que os visitantes (são visitantes, não são turistas, não me canso de dizer) não querem.
    Não lhes interessa.
    Só querem jogar.
    E só o mercado do Delta, e respectiva população, são restritos.
    Mais ainda, muito virados para a oferta de origem asiática (Hong Kong, Taiwan, Coreia, Japão).
    Infelizmente, é assim.
    Iniciativas como o Zaia, e o House of Dancing Water irá pelo mesmo caminho, estão condenadas ao fracasso.
    Jogo puro e duro.
    Adelson já deve ter percebido isso.
    Agora fala em salas de cinema.
    Isso já é difernte.
    Porque não envolvem os mesmos custos operacionais e de manutenção.
    E porque sempre se podem encher com uns filmes de artes marciais.

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  3. Para um tipo como esse que é apenas e só o maior magnata do jogo, tudo se deve resumir a uma questão de dinheiro...

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  4. Ele é muito aquele típico americano Archie Bunker.
    Apenas MUITO mais endinheirado.
    E com uma série de manias que todo esse dinheiro lhe permite ter.
    A arrogância com que se apresentou em Macau, perante uma raposa velha como é Stanley Ho, foi impressionante.
    Nesta altura, em termos de receitas, está atrás da SJM/STDM e da Galaxy (a família Lui de Hong Kong à cabeça).
    E acho que nunca perceberá que quem conhece a mentalidade local, e tem os contactos mais valiosos, são as pessoas que ele hostilizou.
    Já o Steve Wynn teve uma atitude oposta.
    Mas, como bem diz um amigo meu, enquanto o Wynn compra Picasso e Monet, o Adelson faz uma porra a imitar Veneza.
    Fica logo tudo dito acerca da personalidade e dos gostos de cada um.

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  5. Não suporto arrogância!
    Endinheirados mas também morrem quue se lixam.

    Beijinho e uma flor

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  6. E este tipo é o género arrogante parolo.
    Tenho montes de dinheiro faço o que quero e digo o que quero.
    De vez em quando, como dizem os brasileiros, ferra-se!!
    Beijinho

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