7 de dezembro de 2010

Os critérios da FIFA e da "France Football". E os meus.


Pela primeira vez, a FIFA e a revista "France Football" associam-se para atribuir a Bola de Ouro ao melhor jogador e ao melhor treinador do ano.
E já são conhecidos os três candidatos à vitória em cada uma das categorias.
Para melhor jogador, três jogadores do Barcelona - Xavi, Iniesta e Messi.
Para melhor treinador, José Mourinho, Vicente Del Bosque e "Pep" Guardiola.
Xavi e Iniesta (o mais provável vencedor) eram nomes previsíveis.
Campeões do Mundo, fundamentais no jogo da selecção espanhola, compreende-se a nomeação de ambos.
Isto apesar de Iniesta ter estado parado uma boa parte da época.
Já a escolha de Messi é, pelo menos para mim, algo surpreendente.
O argentino é um fenómeno.
Esse é um facto que ninguém questiona.
Mas, face ao Mundial muito fraco que fez, não era Messi que esperava ver incluído na lista.
Era Wesley Sneijder, jogador do Inter, que ganhou tudo o que havia para ganhar a nível de clubes e fez um excelente Mundial com a selecção holandesa.
A Bola de Ouro premeia o desempenho num ano em conreto.
E em todas as competições.
Não o facto de se estar perante um fenómeno.
Se fosse este o critério, Ronaldo tinha que estar na lista.
Não está porque não ganhou nenhum título relevante e fez um Mundial muito fraco.
Se é assim com Ronaldo, tinha que ser também com Messi.
Nos treinadores, as escolhas de Mourinho e Del Bosque eram também previsíveis.
Já Guardiola é, também ele, um nome discutível.
Aparece, muito provavelmente, por ausência de alternativas (Ancelotti talvez tenha feito mais para merecer a distinção, mas enfim...).
Ainda assim, se Iniesta é o grande favorito a ganhar o troféu como melhor jogador, o de melhor treinador tem de ser entregue a Mourinho.
Não é por patriotismo, ou por ser admirador confesso das qualidades de "Mou", que o digo.
Del Bosque é campeão do Mundo.
Mas pegou numa selecção já trabalhada, já formatada pelo seu antecessor.
Como o próprio Del Bosque publicamente reconheceu.
Guardiola, apesar de ter conquistado a liga espanhola, deixou escapar a Taça do Rei e a Liga dos Campeões.
Mourinho fez do Inter uma máquina temível.
E ganhou tudo o que havia para ganhar.
Não lhe atribuir o troféu de melhor treinador seria uma tremenda injustiça.
E, na minha opinião, Xavi é quem mais merece o troféu de melhor jogador.
Porque, durante toda a época, e não só uma parte como Iniesta, foi a alma do Barcelona e da selecção espanhola.

2 comentários:

  1. Estou totalmente de acordo com o seu pensamento, estimado Amigo Pedro Coimbra.
    A Fifa, nos últimos anos, já nos habitou a escolhas que deixaram muitas dúvidas, já para não falar na ecolha da Russia e do Qatar para realizar os campeonatos do mundo, em 2018 e 2022, respectivamente.
    O mais provável será que o Qatar, o não realizará, devido às adeversidades climatéricas. Nunca passou pela cabeça de ninguém se jogar em estádios com ar condicionado.
    Criar hoteis no deserto é só para camelos ver!...
    Um abraço amigo

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  2. Já ralharam comigo por ter criticado a escolha do Qatar.
    Porque há que descentralizar, porque vai haver entusiasmo, público, condições.
    Como são pessoas que vivem lá, fico à espera para ver como é.

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