24 de agosto de 2010

Explicação de várias expressões populares (2)

Ter para os alfinetes



Significado: Ter dinheiro para viver.

Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro.
Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais.
Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia:
«A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»

4 comentários:

  1. Existem leis no nosso Código Penal, que são fortes alfinetadas, já para não falar nas leis administrativas, visto que, quem vivia em Macau e era funcionário do Governo de Macau, muitas das leis publicadas em Portugal, não eram extensivas a Macau, concretamente, os funcionários públicos que tivessem prestado serviços em empresas particulares, mas que tivessem descontado para a Segurança Social, esse tempo lhe era contado para efeitos de reforma, mas essa lei não foi extensiva a Macau e eu, bem como muitos mais,fomos, uma vez mais, alvo de alfinetadas do governo de Portugal.
    Abraço amigo, sem alfinetes na gola....

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  2. As "alfinetadas" vindas de Portugal continuam, caro Cambeta.
    É por isso que, muitas vezes, prefiro que as autoridades portuguesas nos esqueçam.
    Melhor isso do que virem para aqui uns cartolas falar na "Região Autónoma de Macau", no Simplex e em porcarias do género.

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  3. estou a gostar desta série, mas a verdade é que muita gente por cá já não tem, nem para os alfinetes.

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  4. Esta série vai andar por aqui uns tempos Carlos.
    Aí, como aqui, há os que não têm para os alfinetes.
    Ao lado, os que ficaram com os estojos de costura todos.
    E ainda não estão satisfeitos!

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