22 de agosto de 2010

Benfica com o pior começo em 58 anos perde na Choupana; Braga empata em Setúbal

O Benfica não podia começar pior a época - três jogos oficiais, outras tantas derrotas (duas na Liga, a outra na Supertaça).
O pior começo nos últimos 58 anos.
Ontem, na Choupana, não se viu nada de novo.
Pelo contrário, viu-se o que já se tinha visto nos outros jogos oficiais.
Uma equipa intranquila, que acusa em demasia a ausência de Di María e Ramires, que tem o guarda-redes mais caro na história do futebol português, o qual, paradoxalmente, representa pontos.....para os adversários.
E aqui entra a teimosia de Jorge Jesus.
O treinador do Benfica reafirma a confiança em Roberto, mas parece recusar a evidência - já não se trata de uma questão de confiança, é pura teimosia.
Que não está a ajudar o guarda-redes espanhol (está a prejudicá-lo), que está a transmitir uma enorme dose de intranquilidade a toda a equipa.
No jogo de ontem, o que se viu foi (mais uma vez) um Benfica com ausência de soluções (recebi insultos quando aqui escrevi, na sequência do castigo a Hulk, que o Benfica, sem Di María, seria uma equipa com um futebol muito previsível. Pois....), que não encontrou atempadamente no mercado as soluções necessárias para colmatar as ausências de pedras nucleares que se perecebia perfeitamente estarem de saída, que tem um guarda-redes a precisar de sossego, de tranquilidade, não de mais e mais pressão.
Roberto até pode vir a revelar-se um bom guarda-redes.
Mas precisa de tempo e espaço para tal.
Tempo e espaço que não lhe estão a ser dados.
Ontem, o Benfica dominou a primeira parte, mas não marcou.
E não marcou porque não teve engenho e arte para tal, e, também, porque, do outro lado, esteve um guarda-redes que cumpriu a sua obrigação.
Depois vieram os erros e o aproveitamento do Nacional.
No primeiro golo, Cardozo, Rúben Amorim e Roberto, ficam mal na fotografia.
No segundo, Roberto demonstrou toda a tremideira que sente sempre que vê uma bola na área.
E o Nacional, com este desnorte, até podia ter feito um terceiro golo.
Não o fez, marcou o Benfica por Carlos Martins.
Uma fraca consolação.
O Benfica precisa, urgentemente, de uma terapia de choque.
Roberto tem que ficar longe dos olhos do público até recuperar níveis de confiança adequados; aquele meio-campo precisa de uma injecção de qualidade para não ser tão previsível; a equipa precisa dos extremos que não tem.
Jorge Jesus tem uma semana para corrigir estes defeitos.
E, de caminho, convinha que deixasse de ser teimoso.
No outro jogo do dia, um Braga a pensar em demasia no jogo de Sevilha, empatou (0-0) em Setúbal.
Domingos poupou vários jogadores nucleares (Rodriguez, Paulo César e Alan - já Vandinho não entrou em acção por questões físicas) e o Braga ressentiu-se desse facto.
Ainda assim, não fora a grande exibição de Diego, guarda-redes do Setúbal, o Braga poderia ter vencido o jogo.
Mas percebeu-se que a cabeça e o coração dos bracarenses já estava em Sevilha, não tanto junto ao Sado.
O que é compreensível.
À beira de escrever uma página inédita na história do clube, inimaginável ainda muito recentemente, os responsáveis e jogadores do Braga estão preocupados com o desfecho da eliminatória com o Sevilha (perdeu a Supertaça espanhola para o Barcelona ao ser derrotado em Camp Nou por 4-0, com um hat-trick de Messi).
A Liga vem depois.

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