29 de agosto de 2010

Acabou a crise?

Começo por publicar um mail que recebi anteontem do meu amigo Nico.

A verdade sobre Roberto
Roberto - dizem os meus contactos sacretos - faz parte de uma experiência científica.
Que neste momento ainda não deu os seus frutos.
Trata-se do primeiro guarda-redes holograma.
Jesus e o Benfica sacrificam a opulência dos resultados para bem da ciência e do saber.
 Falta conferir mais "real" ao virtual.
Mas será um salto para a Humanidade.
Esta informação é confidencial e very hush! hush!
O interesse do Inter(marché) deve-se à possibilidade real do trabalhador virtual tornar-se actual.
Isto parece metafísica, mas não é.
Do que vi do Braga - que joga mesmo bem - dá para ver que eles também estão a seguir a experiência do guarda-redes holograma.
A ciência de ponta chega a Portugal.
O projecto que quero trabalhar para a tese tem qualquer coisa de parecido.
É sobre o conceito de Gilles Deleuze «Corpo sem órgãos» (?).
Vem a calhar.
Mais um fantasma para eu perseguir...
As minhas "fontes" sacretas dizem também que o Peter Handke anda a trabalhar numa novela nova -  A angústia do holograma frente ao penálti.
Fica entre nós.
Cá entre nós.
Todos temos o sonho de fazer de uma p(pessoa de vida fácil), uma santa.
Acho que se passa o mesmo com Jesus.
Roberto é uma Magdalena.
Um abraço virtual. Nico

Descontemos o facto de poucas pessoas terem a imaginação, e a capacidade de a exteriorizar, que tem o Nico.
Quantos de nós não estaríamos convencidos que Roberto, a milionária contratação do Benfica, era afinal um holograma, um projecto científico?
Pois bem, dando razão a Pimenta Machado (um sábio!!), Roberto provou, uma vez mais, que, no futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira.
E tornou-se no grande herói da vitória do Benfica sobre o Setúbal (3-0).
Jorge Jesus devolveu à equipa o desenho que a tornou temível, recuperou o ADN da época passada, mesmo sem Dí María, e o Benfica ganhou com naturalidade.
Com Javi Garcia a segurar o meio-campo, com dois jogadores abertos nas alas (Salvio e Gáitan), Aimar e Saviola soltos no apoio a Cardozo, cedo o Benfica chegou à vantagem (4 minutos, com um golo de Cardozo).
Mas também cedo apanhou um valente susto.
Júlio César, que tinha substituído Roberto, comete penálti e é expulso.
Roberto é chamado à baliza, Salvio é sacrificado, o Estádio da Luz treme, mas Roberto defende o penálti.
E o vilão passa, imediatamente, a herói.
Tinham passado pouco mais de vinte minutos de jogo, e Roberto deu ao Benfica a injecção de tranquilidade e confiança de que os encarnados estavam necessitados.
Luisão (no final da primeira parte) e Aimar (a abrir a segunda), fizeram o resto.
O Benfica conquista os primeiros pontos, com uma vitória e uma exibição convincentes, e conquista espaço e confiança para o futuro.
Espaço, e confiança, que Jorge Jesus e Roberto também conquistaram.
Mais importante ainda, se pensarmos que tudo isto acontece em vésperas de uma paragem do campeonato.
Que vai dar tempo para meditar e para absorver o conceito do vilão que se transformou em herói.
Confiança que o Guimarães.também foi buscar a casa de um Nacional que vinha de duas vitórias, a última sobre o Benfica.
Aqui, o herói foi um estreante Toscano, autor de um hat-trick.
Melhor que num conto de fadas.
Com esta vitória, o Guimarães permite ao Porto isolar-se na tabela se os portistas hoje vencerem o Rio Ave.
Cada vez mais, uma Liga que promete muito.

2 comentários:

  1. E sorte a do Roberto que o Setúbal só conseguiu rematar mais 1 (uma) vez direito à baliza (e em cheio no vilão)! Mas se bem me lembro, aos 55 minutos teve uma saída ao nível do melhor dos vilões, mas como não deu em nada, ninguém se lembra!

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  2. Do que a malta se vai lembra é do penálti defendido.
    Ainda mais agora que o campeonato vai parar.
    Abraço

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