15 de dezembro de 2011

Que contraste entre a personalidade do ano para a revista Time e os cidadãos de Macau!


No mesmo dia em que a revista Time elegia os chamados "indignados" como personalidade do ano, em Macau eram divulgados os resultados de mais uma sondagem à popularidade do Governo.
E o contraste não podia ser maior.
Ao eleger os "indignados" como personalidade do ano, a revista Time pretendeu homenagear a força da cidadania e dos movimentos de cidadãos.
Que fizeram abanar as estruturas financeiras e de poder desde o mundo árabe, passando pela Europa e por Wall Street.
Em Macau, e em profundo contraste, os resultados da sondagem que foram ontem divulgados, demonstram que os cidadãos se comportam perante o Poder como uma reles meretriz.
Nem uma amante cara conseguem ser.
Basta a promessa de uns míseros cheques, de algum alívio fiscal, para a avaliação dos governantes disparar para valores muito positivos.
Cidadania? Qual cidadania?! Dinheiro!!!
O contraste, triste, muito triste, não podia ser maior.

14 comentários:

  1. Isso passa-se em todos os países.
    Afinal o Poder cega as pessoas e os pobres continuam cada dia mais sobrecarregados de impostos para aqueles outros viverem na opulência.

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  2. Aqui é demais, Luís.
    O puro materialismo, miserabilista, ainda por cima, é revoltante.
    Sem qualquer necessidade na esmagadora maioria dos casos.
    Apenas ganância.
    Um prato de lentilhas?
    Não é preciso tanto....

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  3. Totalmente de acordo Pedro.
    Aqui o materialismo é nojento. São capazes de passar por cima do pai e da mãe para arrecadar mais uns tostões.
    Abraço

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  4. Querido amigo,

    lembra-se da letra daquela música que rezava assim:

    Money make the go around


    Eu acrescentar-lhe-ia o seguinte:

    And the heads too!!!

    Grande abraço, Pedro.

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  5. Hugo,
    E sem necessidade.
    Apenas porque querem mais.
    Porque é que nunca pedem melhor??
    Aquele abraço

    Ricardo,
    É demais.
    Por causa de 300 euros, que ainda não se sabe quando vão ser entregues, a avaliação dos dirigentes políticos pulou.
    E ficaram esquecidos um monte de dislates entretanto cometidos.
    Nem de propósito, no mesmo dia em que a Time elege aqueles movimentosde cidadania como personalidade do ano.
    Até dói.
    Aquele abraço

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  6. Eu não me importava nada de ser uma amante cara do estado português... É que segundo consta as amantes caras são bem sustentadas, ao contrário de nós :(

    Achei fantástica a iniciativa do Times embora as greves por aqui me tenham prejudicado bastante e não concorde em alguns aspectos no modo como foram feitas! Mas pronto é só a minha opinião!*

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  7. Catarina,
    Mas as amantes caras do Governo de Macau são as mesmas há muitas gerações.
    Os cidadãos de Macau é que me entristecem com estas atitudes miserabilistas.
    Repare que eu não sou franciscano.
    Eu gosto de dinheiro.
    Mas o dinheiro não é tudo, muito menos justifica tudo.
    Os movimentos cívicos que a Time pretende homenagear provam isso mesmo.
    Há valores de que uma pessoa não abdica.
    A começar pela sua consciência e pelo exercício da cidadania.
    Com regras (não é libertinagem) mas com convicções.

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  8. O dinheiro faz mover rochas...
    Os valores vão ficando para trás nada mais importa a não se poder, dinheiro, acima dos sentimentos. Ai que revolta.

    Beijinho e uma flor

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  9. Passividade... terão herdado isso em parte dos portugueses?
    É que no nosso país os indignados ainda são poucos. Criticam, criticam mas na prática quando tem que se tomar atitudes estas não aparecem!

    Parabéns para a Times.

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  10. Os indignados são a personalidade do ano para a Times? Lol, a Times droga-se! Só pode!!
    Parece não haver grandes dúvidas acerca da orientação política dessa revista...

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  11. Coimbramigo

    Que querias mais? Que essa malta depois de lhes lamber os col...chões ainda os lavassem com água de rosas?

    Cada um come do que gosta, vai uma aposta? E quem não gostar, ponha na beirinha do prato.

    APARTES

    1) E o seio da Senhora? E a ceia do Senhor?

    2) Com ou sem permissão do Pedrocas

    Aninhasamiga: já houve uns incendiozitos e uns tiritos lá para o reino dos Algraves e dos cavacos. Não aplaudo, mas que quer dizer alguma coisa... lá isso quer.

    E quando voltas a passar lá na nossa Travessa?

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  12. Não é muito diferente do que se passa na Europa, Pedro. Enquanto andaram inebriados pela sociedade de consumo os europeus nunca protestaram. Quando deixaram de ter dinheiro, é que começaram a refilar.
    O muro de Berlim também nunca teria caído, se os regimes de Leste se tivessem aberto à sociedade de consumo, acredite...

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  13. António,
    E muito triste.
    Sobretudo para quem gosta (muito!!) de Macau.

    Adélia,
    Quando é meia dúzia de pessoas que se comporta desta maneira, é preocupante.
    Quando é uma esmagadora maioria, desde pequeninos, é revoltante.
    Bjs

    ana,
    Até 99, a desculpa era essa - são os portugueses que estão a governar, que se lixe.
    Depois de 99, e com o slogan "Macau governado pelas suas gentes", qual é a desculpa?
    Ausência de valores e de carácter?
    Bjs

    FireHead,
    Percebo a intenção da Times.
    Fiquei surpreso?
    Quem não ficou?
    Mas percebo.

    FerreirAmigo,
    Queria que esta malta tivesse valores que não fossem monetários.
    Porque tenho duas filhas e tenho medo que lhe incutam essa mesma ausência de referências.
    É um dos meus grandres desafios, acredita.

    Um bom exemplo.
    Quando andava a fazer o mestrado, metade da turma era constituída por garotos recém-licenciados (nos vinte e poucos anos).
    O meu orientador de tese, que estava aqui há pouco tempo, foi jantar com eles e perguntou-lhes porque razão estavam a fazer o mestrado.
    Estava à espera de algo do género alargar horizontes, mais conhecimento, ....
    Palavras dele - "histeria colectiva na resposta - DINHEIRO, MUITO DINHEIRO."
    Ele estava indignado.

    Mas eu passo na Travessa todos os dias.
    Já sei que hoje há lá novidades.
    E vou comentá-las.

    Carlos,
    Em casa onde não há pão, não é?
    Mas aqui não é não haver pão.
    É pura ganância.
    Eu, e muitas centenas de milhares como eu, lá preciso dos 300 euros?
    Claro que não.
    E essa massa vai-me fazer mudar de ideias acerca do que se passa à minha volta?
    Era o que faltava!

    Pior - estas atitudes são uma óptima desculpa para não se implementar o sufrágio directo e universal.
    "Já viram? Esta gente a votar? Eram votos em quem pagasse mais."

    Sabe uuma coisa, Carlos? (custa-me tanto escrever isto!!!)
    Tenho que dar razão a quem assim pensa.

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