12 de julho de 2010

Não restam dúvidas - o polvo é quem mais ordena!!

Paul, o molusco mais famoso do Mundo, acertou outra vez - a Espanha é campeã do Mundo.
Constituída por uma geração de jogadores que já ganharam tudo o que há para ganhar, a nível de clubes e selecções, a selecção espanhola juntou o título mundial ao título europeu e subiu ao primeiro lugar do ranking da FIFA.
Uma geração de jogadores que anda a ser formada, e formatada, desde os sub-17, que se misturou nos clubes com os melhores jogadores do Mundo, conquista justamente o título mundial na África do Sul.
Os holandeses, pela terceira vez, ficam com o segundo lugar, o tal título de primeiro dos últimos.
Num jogo muito disputado, não muito bem jogado, como vem sendo hábito nas grandes finais, os espanhóis acabaram por ser mais felizes.
Procuraram essa felicidade, fizeram por a merecer, e confirmaram que, quando se procura ser feliz, muitas vezes consegue-se esse objectivo.
Os holandeses apresentaram-se mais nervosos que os espanhóis, muito faltosos, excessivamente duros.
Ainda assim, Arjen Robben podia, por duas vezes, ter resolvido o jogo a favor dos holandeses.
Nessas duas vezes, estava lá Iker Casillas a provar que uma grande equipa tem que ter um grande guarda-redes.
Mas os espanhóis têm uma selecção completa.
Mesmo com Torres "ausente", os espanhóis têm Xavi, Iniesta, Villa, Puyol, Piqué,...um conjunto de jogadores absolutamente fantástico.
O desporto espanhol, não só o futebol, está de parabéns.
Há ali projectos, trabalho de base, visão.
Na última década, os nossos vizinhos foram campeões do mundo em basquetebol, andebol, Fórmula 1 e futsal, além de serem o país de nascimento do melhor ciclista da actualidade e do número 1 do ranking ATP.
Voltando ao jogo de ontem, quando já se esperava pela decisão através de pontapés da marca de grande penalidade, e os holandeses jogavam só com dez jogadores (expulsão de Heitinga), Iniesta deu a vitória aos espanhóis.
Vitória merecida, de uma equipa completa, trabalhada há já muitos anos, cheia de talentos, que soube superar a derrota contra a Suiça no primeiro jogo para acabar a ganhar o torneio.
O campeão da eficácia também, a selecção espanhola é campeã com o menor número de golos marcados na história dos mundiais.
E que quebrou a série vitoriosa dos holandeses que já vinha desde o Grupo de apuramento.
Viva España!!


Um Mundial que teve três grandes equipas (Espanha, Holanda e Alemanha), algumas revelações (Uruguai, Paraguai, Gana, Estados Unidos), algumas equipas algo decepcionantes (Argentina, Brasil, Portugal, Costa do Marfim, Camarões), outras que foram um flop total (França e Itália).

Um Mundial em que as vedetas estiveram "ausentes" (Ronaldo, Messi, Kaká, Drogba, Ribéry, Eto'o), se apresentaram cansadas, desmotivadas, sem chama, no qual, na minha opinião, os três melhores jogadores foram três médios, um de cada uma das três primeiras classificadas - Xavi (Espanha), Sneijder (Holanda) e Bastian Schweinsteiger (Alemanha).

A lista de prémios individuais, já divulgada, é a seguinte:
Melhor guarda-redes - Iker Casillas (Espanha)


Melhor jogador - Diego Forlán (Uruguai)


Melhor marcador - Thomas Muller (Alemanha) - 5 golos (ganhou porque teve maior número de assistências que Villa, Sneijder e Forlán)


Melhor jogador jovem - Thomas Muller (Alemanha)

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