30 de outubro de 2012

Três perguntas, três simples perguntas


Na sequência da reunião da Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública, e das declarações desencontradas, antagónicas até, que se seguiram, já todos percebemos que se decidiu....não decidir nada.
Uma vez que se decidiu não decidir nada, é óbvio que a questão dos aumentos salariais do funcionalismo público estará ausente nas Linhas de Acção Governativa que vão ser apresentadas dentro de dias na Assembleia Legislativa.
Essa ausência, por sua vez, significa que não haverá aumentos salariais em Janeiro.
Com estas premissas e estas certezas em mente, quero deixar aqui três perguntas muito simples, muito directas, a solicitarem também respostas muito simples e muito directas:
- Haverá, ou não, aumentos salariais para o funcionalismo público no ano de 2013?
- Se sim, a partir de quando?  (o quanto já nem pergunto....)
- Uma vez que não será a partir de Janeiro, haverá, ou não, retroactivos quando esses aumentos salariais entrarem em vigor?
Creio que não será necessário criar nova Comissão para responder a estas questões.
Nem será preciso submeter as mesmas à apreciação da Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública.
Respostas muito concretas, dadas pelo Executivo, serão mais do que suficientes.

4 comentários:

  1. A questão e mesmo essa, FireHead - Macau, que vai ultrapassar este mês os 27 biliões de patacas (dividir por 10 Edna o resultado em euros) esta, cada vez mais, a aprofundar as desigualdades.
    Há uma serie de pessoas que estão estupidamente ricas, outras que estão a perder poder de compra e a ver o nível e a qualidade de vida a cair.
    Inaceitável!!
    Já o ano passado os aumentos salariais entrarm em vigor em Maio.
    Sem retroactivos.
    E todos sabemos que o que se passa no funcionalismo publico se reflecte no privado.
    Aí esta o problema - uma serie de empresários que não querem ver tocada a sua imensa riqueza.
    As seis famílias de Macau, FireHead, sempre as mesmas.

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  2. Pá, como sabe, eu estou por aqui já há muitos anos e tudo o que sei de Macau é através do pessoal e da família que tenho por aí. Uma vez mostraram-me um menú de um restaurante chinês qualquer aí e quase que até caí para o lado... então um prato de arroz com chá siu (chá siu fán), que dantes custava menos de 10 lecas, já custa umas 40 lecas??
    Ainda assim, o mais provável é eu regressar a Macau em breve, pois isto aqui também está que não pode. Só não sei é ainda quando, se daqui a 2, 3 ou 4 anos. O melhor mesmo a fazer é conseguir garantir já algo por aí antes de sair daqui.

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  3. FireHead,
    O custo de vida disparou.
    Esta treta dos recordes de receitas tem essa desvantagem - uma inflacção galopante, um custo de vida altíssimo.
    A habitação, então, é uma coisa inexplicável.
    A RAEM não é nada do que era a Macau antes de 99.
    Ainda assim, vale a pena viver aqui.
    Podia, e devia, ser muito melhor.
    Mas ainda é bom.
    Garantir emprego, então, é muito, muito, fácil.
    Malta jovem, portuguesa, a chegar a Macau, muitas vezes sem nada garantido, é cada vez mais.
    Aquele abraço

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