30 de novembro de 2011

Não há alternativas para os sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses.....talvez.


Confesso que não consigo compreender a posição do Governo português.
O Governo apresentou no Parlamento o Orçamento mais duro de que há memória.
Com medidas terríveis, difíceis de explicar e aceitar.
Porque não havia outro caminho, não havia alternativas, aquele cenário dantesco era obrigatório.
Mas eis que, de repente, esta obrigatoriedade, este caminho único, abre-se a propostas vindas do PS, do PCP, até do Bloco de Esquerda.
Afinal, como é?
- Havia espaço para negociação e alterações, e os governantes portugueses apresentaram aquele Orçamento para dar face aos partidos da oposição, especialmente o PS, o que constitui uma enorme leviandade?
- Ou não havia mesmo espaço para ajustes, mas os governantes portugueses querem apaziguar ânimos, no Parlamento e na rua, o que constitui uma enorme irresponsabilidade?
Entre uma e outra, venha o Passos Coelho e escolha!

13 comentários:

  1. Caro Pedro
    Há uns dias escrevi um post a que dei o titulo de "Ciganices". No fundo a minha "tese" estava certa.
    O negócio de cigano ou (aciganado) passa por pedir sempre mais do que o valor real da mercadoria. Se o tanso do comprador não regatear o cigano tem uma margem maior. No caso concreto os "Tansos" reclamaram e vai daí, lá se reduziu a "margem".
    Abraço

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  2. Rodrigo e Catarina,
    Mete-me muita impressão que se brinque com a vida das pessoas, que se cause uma ansiedade terrível em quem seria abrangido pelas medidas "inevitáveis", para depois voltar atrás e dizer algo do género - "bom, vendo bem...mas ficaram assustados, não foi??".
    Politiquice e politiqueiros numa fase tão complexa?
    Que coisa estúpida.

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  3. As palavras que me estão no pensamento e que poderiam ser colocadas aqui, pararam por respeito a quem por aqui passa e pelo Pedro.

    Ou então teríamos que pôr a bolinha no canto superior do monitor.

    :D

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  4. Eles também só brincam com as pessoas porque a maioria das pessoas quis que eles brincassem com elas. Em Portugal existem mais do que dois partidos e os votos servem para alguma coisa.

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  5. Caro Pedro,

    E não é que ele veio, viu, venceu e obviamente...escolheu!

    Seja feita a sua vontade! Quero, posso e mando!

    E os "parolos" cá do burgo que aguentem estas tomadas de posição, este orçamento sem paralelo, duríssimo e de total austeridade.
    Eu sou leigo, mas pergunto... será que com tudo isto a economia vai crescer? Ou será que não vai estagnar, já para não dizer regredir, ainda mais?

    Abraço

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  6. António,
    A gente consegue imaginar que nessa salada de palvras haverá muito alho, não é? :)

    FireHead,
    São sempre os mesmos dois/três.
    Há mais de trinta anos.
    Lembra-se de ter ralhado comigo por eu ter dito que me ia abster nas eleições??
    Percebe agora porquê?
    Não acredito nesta gente.
    Politiqueiros!!

    Filipe Silva,
    É muito provável, quase certo, que regrida.
    Eu não consigo é perceber estas manobras, este serpentear.
    Depois de ter deixado as pessoas em pânico com a dramatização do estado da economia e das directivas do trio maravilha.
    Abraço

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  7. Coimbramigo

    Não sei muito de Finanças, mas nos cinco anos que estive no MF, primeiro com o falecido Sousa Franco e depois com o Pina Moura, sempre fui pescando alguma coisita, já que na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa pouco mais soube do que no Estado também havia o... deve e o haver.

    Eram os suados tempos do saudoso Dr. António de Oliveira Baltazar, dali dos lados de Santos os que me dão. Os outros são comunistas e é dar cabo deles.

    Um introito demasiado longo para uma simples questão: Os gajos não sabem que aumentando os impostos, reduzindo os direitos, aumentando os impostas, a luz, a água, a electricidade, o Zé Povinho não tem ma$$a$ para comprar?

    Ou seja, que raio de descoberta é essa dos Gaspares, Álvaros & similares e correlativos(*), que se pode sintetizar apenas numa alínea: quantos poderão ir a bares, restaurantes, cafés e outras tascas para comer a... 23%?

    E quantas casas de comidas conseguirão sobreviver com a fuga dos clientes? Ou seja, quantas fecharão as respectivas portas? E quantos empregados de mesa, de balcão, cozinheiros, e por aí fora irão para o desemprego?

    A quem me consiga explicar - mas bem explicadinho - pago meio café, com adoçante.

    Abç

    (*) Num caso, pelo menos, é mais... currelativos.

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  8. Pedro
    Roubar descaradamente!!!
    Dificil é de perceber como é possivel após 37 anos voltarmos a viver algumas situações que me fazem recuar no tempo.
    Beijo

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  9. Infelizmente a situação está a complicar-se tanto que já não há sacrifícuos que d~em resposta, creio. O fim do Euro, tal como o conhecemos, pode ser uma realidade muito próxima

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  10. PPC acabou de dar uma entrevista à SIC que deixou toda a gente aterrorizada. Admite a possibilidade de cortes no sector privado dentro de alguns meses e deu a ideia de não estar minimamente preparado para a saída do Euro que não tarda nada.
    Quanto a crescimento económico, continua a dizer que está a preparar um plano, mas diz isso há seis meses e os resultados até agora são ZERO.
    Acudam-me! Quero emigrar depressinha.
    Abraço

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  11. Coimbramigo

    Eu não vi, felizmente, mas a minha mulher viu e pensou que era o Frankstein. E era, o nosso. Uma porra! Meu não é.

    Por isso, estou completamente ao lado do Carlosamigo. Só que, aos 70 anos, emigrar é muitíssimo dificilérrimo...

    Mas vi, isso sim, a entrevista do Mário Soares à Constança, na TVI. E fui ao lançamento do livro. Homens daqueles já não se fabricam - o que é uma ganda merda.

    擁抱

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  12. FerreirAmigo,
    As estimativas que ouvi falam em qualquer coisa como 4000 estabelecimentos ligados à resturação a terem que fechar.
    O que é que isso implica em termos de desemprego?
    Um brutalidade (14%???).

    Mas o Soares também não me convence.
    Aliás, ele e o seu inimigo favorito, actual PR, estiveram na origem do desclabro e do facilitismo.

    Estou longe e estou triste.
    Porque, quase diariamente, me apontam o meu país como exemplo de irresponsabilidade e desvario.
    E eu posso dizer o quê?
    Aquele abraço

    Adélia,
    Vivem-se tempos muito conturbados.
    E outros mais conturbados virão.
    Assusta.
    Beijo

    George Sand,
    Se o Euro desaparece (não acredito) a União Europeia desparece também.
    Porque o projecto político é fraco (inexistente?).
    Que haja alguns países a sair da moeda única, acredito.
    Mas isso criará ainda mais instabilidade. Política e social.
    Não é solução.
    É mais um problema.

    Carlos,
    Já estive a ouvir o resumo hoje.
    A sensação com que fico é que as cedências de hoje serão compensadas amanhã.
    E a culpa será outra vez dos mercados, do duo "Merkosy", do trio Odemira.
    Espero estar enganado.

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