2 de maio de 2018

Primeiro de Maio, manifestações e proibições de entrada em Macau


O primeiro dia do mês de Maio, desde finais do século XIX, fica assossiado à luta do movimento operário por melhores condições de trabalho, por um horário de trabalho justo e previamente definido.
Olhando para as celebrações da data ontem em Macau facilmente se chega à conclusão que pouco teriam a ver com aquele que é o espírito do dia.
Especialmente se olharmos para os movimentos que saíram à rua em protesto.
No meio desses movimentos, de bizarria em bizarria, os lesados do Pearl Horizon.
Os mesmos que, por terem comprado fracções autónomas na planta (bens futuros), e terem ficado a ver navios (pode acontecer a quem compra o que não existe...), continuam a protestar de todas as formas e feitios (incluindo o facto de terem protagonizado uma candidatura às eleições para a Assembleia Legislativa com base nestes protestos).
E parecem recusar ver o óbvio - esta questão só será dirimida em sede judicial, nos Tribunais.
Ontem, para dar mais um toque ao drama, como cantava Rui Veloso, um dos possíveis manifestantes, vindo de Hong Kong, foi barrado à entrada na fronteira.
Uma vez mais sem que se perceba porquê, sem que sejam dados motivos concretos, nada que não seja a estafada expressão "segurança interna".
Mas, para ser absolutamente sincero, nem é o motivo que terá justificado(??) a proibição de entrada que agora mais me desperta a curiosidade.
O cidadão em causa era proveniente de Hong Kong, residente em Hong Kong(?).
Ou seja, terá comprado a(s) fracção(ões) autónoma(s) no empreendimento Pearl Horizon com outra finalidade que não a habitação.
Depois de ouvir a notícia na rádio fiquei a pensar que gostaria de saber quem é a pessoa, se é proprietário de outras fracções autónomas em Macau, se é residente de Macau.
Talvez este manifestante, barrado à passagem da fronteira, seja um bom exemplo do "drama dos proprietários do Pearl Horizon"(sic) - muitos deles, muito provavelmente, especuladores que adquiriram fracções autónomas com essa finalidade (especulação imobiliária) e que se viram agora metidos numa grande embrulhada.

21 comentários:

  1. Mas não é permitido ser titular de mais do que uma habitação em Macau ?

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    1. Claro que é, João Menéres.
      E eu não tenho nada contra quem é proprietário de mais que uma casa.
      O que tira do sério é esta gente que fala em drama quando o que estão a perder é um bem futuro (quem compra na planta arrisca muito) e que não lhes faz falta nenhuma.
      Drama é os casais mais jovens não poderem sequer sonhar possuir uma habitação, ter que pagar uma fortuna pelas rendas, e acabar a viver com os pais porque não têm outra alternativa.
      Tudo porque esta gente, que agora fala em dramas, os explora até ao tutano.

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  2. Se isso é um drama, o que será aquilo que aconteceu aos lesados do BES?!

    Associei as duas situações, porque me parece bem mais grave esta daqui.

    Bom resto de semana

    SÃO

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    1. Na mouche, São!!
      Como sempre, a São atira a matar.
      Drama é isso, é ver um homem a chorar porque trabalhou toda a vida na Alemanha, poupou todos os tostões, ele e a mulher, para terem uma velhice tranquila e auxiliar os filhos, e agora está na miséria e a viver à custa dos filhos que era suposto ajudar.
      Isso é um drama!
      Bom resto de semana

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  3. Isto é realmente uma grande embrulhada amigo Pedro.
    Um abraço e continuação de boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. Uma anedota, Francisco.
      Esta malta candidatou-se à Assembleia Legislativa tendo como plataforma política (?????) defender a casa que compraram na planta e viram por um canudo.
      Aquele abraço, continuação de boa semana

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  4. Já nem o 1ª de Maio é como dantes... as festas e manifestações :))


    Hoje:- Vestes leves, agitadas pelo pensamento

    Bjos
    Votos de uma óptima Quarta - Feira


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    1. Este Primeiro de Maio foi uma (mais uma) bizarria, Larissa Santos.
      Bjs, votos de uma óptima quarta-feira (aqui já é noite)

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  5. Complicado. Se as pessoas compram o que não existe estão cientes de que alguma coisa pode não correr bem. Sabem que estão a correr um risco. Logo não têm legitimidade para todo esse escarcéu. Diferente seria se tivessem comprado uma coisas que existe, mas que fosse vendido a várias pessoas. Aí sim seria uma vigarice e tinham razão. Penso eu de que... como diria alguém que conhecemos.
    Abraço

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    1. Há anos que andam nesta fita, Elvira Carvalho.
      Querendo resolver por via administrativa o que claramente só pode ser resolvido pela via judicial.
      Fui entrevistado hoje por um jornal local acerca deste assunto.
      Sinceramente já me irrita.
      E eu até conheço pessoas que caíram no mesmo logro.
      Mas, sendo pessoas inteligentes e capazes, mantêm low profile enquanto tentam resolver a questão legalmente.
      Abraço

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  6. Fico meio perplexo e com algumas dúvidas.
    Por mais que pense, por mais que exercite o meu cérebro, o contexto não é assimilável.

    Um abraço

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    1. Porque é disparatado, António.
      No Primeiro de Maio, no Dia do Trabalhador, aqueles idiotas vão protestar por causa das casas que compraram na planta e que nunca chegaram a ver a luz do dia??!!
      Já dura há anos, já cheira mal.
      Aquele abraço

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  7. Foi o mundo todo de manifestação ótima postagem, obrigado pela visita.
    Blog: https://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/
    Canal:https://www.youtube.com/watch?v=DmO8csZDARM

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  8. Olá Pedro,
    as pessoas quando há manifestações, tentam chamar a atenção para as dificuldades que têm
    enfim é o que penso, como se diz, cada um sente na pele as suas
    boa noite

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  9. Há sempre esses aventureiros que sabendo dos riscos, gostam de desafiar o bom senso e depois reclamam e exigem justiça.
    Só os defendo quando o risco não é assumido ou se está em negócios "de bem".

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    1. Não tenho paciência nenhuma para quem faz asneiras e depois culpa os outros.
      Deve ser mau feitio meu.

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  10. Agora percebo o seu comentário lá no meu canto, Pedro. Muito bizarro, sem dúvida, esse 1º de Maio

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  11. Demonstration is most needed

    i am glad that people are becoming aware of how they ask for what they need

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