20 de setembro de 2011

Sporting com três tristes triunfos; Guimarães e Braga explicam o significado da palavra dérbi

A finalizar a jornada, o Braga falhou a tentativa de alcançar Porto e Benfica no topo de classificação; e o Sporting venceu pela terceira vez consecutiva (sempre com grande sofrimento pelo meio).



Em Vila do Conde, o Sporting teve mesmo uma entrada de leão.
Mas ia tendo uma saída de sendeiro.
É bem provável que ainda estivesse muita gente a entrar no estádio quando o Sporting já tinha marcado dois golos e João Tomás tinha saído lesionado (fractura no nariz).
A dupla holandesa do Sporting (Schaars e Wolfswinkel) marcou dois golos em três minutos.
Junte-se a esta vantagem prematura, a lesão de João Tomás, e o jogo parecia estar ganho.
Nada de mais falso.
O leão ficou preguiçoso, sonolento, aburguesou e foi vítima de irreverência dos garotos do Rio Ave.
Kelvin e Christian Atsu, dois putos de 19 anos emprestados pelo Porto ao Rio Ave, mostraram muita mobilidade, aliada a muita habilidade, e moeram a cabeça a uma defesa do Sporting algo lenta e pesada.
Para piorar este cenário, Rui Patrício atravessa um péssimo momento de forma.
Ofereceu o primeiro golo, ia oferecendo outro, não transmite confiança aos colegas, está nervoso e enerva a equipa.
Descansar um ou dois jogos era protegê-lo.
O Rio Ave conseguiu chegar ao empate e parecia que seria esse então o resultado final.
Nova percepção errada.
Lembram-se do pinheiro do Paulo Sérgio?
Agora há mais que um.
E foi um desses pinheiros, alto!!!, que desbloqueou o jogo - Onyewu, na sequência de um canto de Capel.
O mais importante foi conseguido - o Sporting ganhou e continua uma série de vitórias muito importante e que pode transmitir confiança.
Mas permanece uma dúvida importante - este Sporting é uma equipa masoquista ou uma equipa preparada para sofrer?
Se calhar, as duas coisas ao mesmo tempo.


No Minho jogou-se um daqueles dérbis de que o povo gosta.
O Braga não conseguiu alcançar o Porto e o Benfica, mas anda lá perto (2 pontos de diferença).
E não conseguiu porque, do outro lado, estava uma equipa do Guimarães que já não é a mesma que era quando Manuel Machado era o treinador.
Este Guimarães de Rui Vitória corre, luta, acredita, tem futebol.
Não é aquela salsada que era com Manuel Machado.
Com um Braga confiante, bem orientado, experiente e cheio de vontade e personalidade pela frente, o jogo tinha que ser intenso, cheio, disputado, rasgadinho, emotivo.
Como devem ser os dérbis.
Podia ter dado para um lado ou para o outro.
Deu empate.
Que, no fim de contas, até é o resultado mais justo.

2 comentários:

  1. Desculpará Amigo Pedro mas não percebo nada de futebol.
    Muito pior fiquei desde que li o Almanaque do FCP e a Mafia no Futebol.

    :D

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  2. Lado a lado meu caro, lado a lado.
    Os gajos da FNAC são uns manganos do camandro!!! :))
    Aquilo num é gente do Nuorte, carago!! :)))
    Abraço

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