16 de maio de 2018

Não será tempo de parar para reflectir?


No próximo domingo, com a disputa da final da Taça de Portugal no Estádio Nacional, encerra oficialmente a época futebolística 2017/2018.
Não será chegado o momento de reflectir, dialogar, repensar atitudes, e reformular por completo o cenário de guerrilha permanente que invadiu o futebol português?
O que aconteceu ontem na Academia de Alcochete, com técnicos, jogadores, pessoal de apoio, do Sporting Clube de Portugal a serem agredidos de forma  brutal e cobarde por umas dezenas de rufias criminosos devia funcionar como um grito de alerta para todos.
Estamos perigosamente a caminhar para uma tragédia num domínio da vida que devia ser festa, sã competição, alegria.
Uma tragédia que se anuncia e que é fomentada todos os dias por declarações inflamadas, faltas de respeito, ausência de bom senso, de desportivismo.
Uma tragédia que não conhece inocentes, cores e simpatias clubísticas.
Que é fomentada dentro e à volta dos campos, nas televisões, nas rádios, nos jornais.
E que chega às estruturas federativas, às associações, a quem devia ser responsável por evitar estes extremismos.
Ontem aconteceu o que não podia ter acontecido em Alcochete.
Amanhã poderá ser no Seixal, em Gaia, noutro qualquer local onde as equipas se preparam para jogar um jogo de futebol.
Alcochete pode e deve ser o final desta atmosfera de guerrilha insuportável que invadiu o futebol português.
Porque a tragédia está cada vez mais próxima e não podemos ficar impávidos e serenos à espera que (não) aconteça.

44 comentários:

  1. Bom dia Pedro!
    A violência esta tomando conta do futebol. Aqui no Brasil está ficando perigoso ir ao estágio assistir um jogo. É muita violência, falta de respeito.
    Uma boa semana!
    Beijo!

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    1. Lembro com saudade os tempos em que ia ao futebol em família, Smareis.
      E falo em saudade porque percebo que é um tempo que passou e já não volta.
      Ainda custa acreditar no que ontem aconteceu em Alcochete.
      Beijo, uma boa semana

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  2. SE fosse eu a mandar...suspendia de imediato este clube e outros que provocam desacatados indo contra a forma de ser e estar de muitos e muitos adeptos. Um desporto que não gosto, mas respeito por saber que familias inteiras gostam e caramba Pedro basta uma centena de arruaceiros para destruir tudo já para não falar de um Presidente que há muito deveria ter sido banido. Mas não sou eu que o farei e deixo aqui um abraço a todos os amantes do futebol positivo, familiar, etc. porque são estes que sustentam os clubes. Valha-me Deus!

    Todos os dias somos assolados com casos dantescos a todos os níveis e a justiça demora e demora e demora!!!

    Beijocas

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    1. Não é só o Sporting, Fatyly.
      Este clima de confrontação é geral.
      E é promovido.
      Aqueles pseudo-debates nas televisões estão ao nível do troglodita.
      Ou se pára com esta loucura ou acaba por acontecer uma desgraça.
      A primeira coisa que tem que ser mexida, de alto abaixo, são as claques.
      aquilo não são claques, são bandos de delinquentes.
      Beijocas

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  3. Bom dia. Algo vai muito mal no reino do leão. Ontem foi uma vergonha mundial.
    .
    * Amar-te em amor de dor sentida. *
    .
    Abraço poético.

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    1. Sou portista.
      Mas, acima de tudo, gosto de futebol.
      Que é tudo menos isto, Gil António.
      Hoje o Sporting é notícia a nível mundial.
      Pelos piores motivos.
      É mesmo tempo de parar.
      Aquele abraço

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  4. Bom dia
    Enquanto continuar esta vergonha , não sei mesmo se vou desistir de ver futebol .
    Anda gente no desporto que não é digno sequer de proferir essa palavra , pois não sabe o significado da mesma.
    Se não se tomar medidas rápidas , não sei mesmo onde isto irá parar .
    JAFR

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    1. Nas últimas horas a SIC terá noticiado que são elementos ligados à Juve Leo.
      Há anos que ando a bater na mesma tecla - aquilo são bandos de delinquentes, não são claques.

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    2. Há anos que defendo publicamente a extinção de claques !!

      (E também das praxes académicas )

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    3. Assino ambas sem reservas, São.

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  5. Situações que jamais deviam acontecer neste ou qualquer desporto...
    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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    1. Isto não tem nada a ver com desporto, Isabel Sá.
      É a negação do desporto.

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  6. Uma tristeza... isto não é desporto, isto não é nada! É violência simples e gratuíta... =(
    Beijinhos,
    https://chicana.blogs.sapo.pt

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    1. Exactamente, Ana, é a negação do desporto.
      Beijinhos

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  7. Ontem toda a gente vestiu a mesma camisola, de indignação.
    A omnipotência daqueles que invadiram a academia foi desmesurada. Um "posso tudo", "nada me acontecerá", "os justiceiros". Há que calá-la. Não podemos "habituar-nos" como alguém sugeriu ontem num comentário televisivo

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    1. Qual habituar, qual carapuça, Boop!
      Esta escumalha tem que ser varrida de uma vez por todas dos estádios, dos centros de treinos, de onde possam provocar distúrbios.
      E não há inocentes nesta tristeza.
      De uma forma ou de outra há muita gente a fomentar este clima de violência.
      depois choram lágrimas de crocodilo.

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  8. Bom dia!
    Sou benfiquista...Jamais estarei de acordo com este tipo de violência, nem com nenhuma. Foi vergonhoso para o nosso Pequenino Portugal! Agora há que apurar culpados.

    =)

    Bjinhos

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    1. Eu sou portista, Daniela.
      Mas fenómenos destes, violência bárbara e gratuita, têm que ser condenados por todos independentemente de opções clubísticas.
      Bjinhos

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  9. Uma vergonha o que se passou, isto foi muito bem planeado, quem seria o mandante ou organizador desta selvajaria ???
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. Algo que os órgãos de polícia criminal terão que investigar, Francisco.
      Para meter esta escumalha bem longe dos estádios.
      Se foi possível com os hoolligans ingleses, holandeses, não é possível com os portugueses??
      É só preciso que haja vontade.
      Aquele abraço

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  10. Espero que este crime , porque é um crime, tenha punição exemplar.

    E estes cobardes são são adeptos, caso contrário não destruiriam equipamentos nem teriam feito o que fizeram.



    Infelizmente este clima vem de há muitos anos, embora agora se tenha agravado.

    Para mim, que sou sportinguista , este dia é negro, mas mais ainda pela imagem que deu de Portugal no estrangeiro, colocou.nos ao nível do Terceiro Mundo, da Turquia, da GRécia.

    Se me fosse possível há muito tempo que Bruno de Carvalho e Pinto da Costa não seriam presidentes.

    E se as autoridades portuguesas não sabem lidar com hooligans perguntem aos ingleses que acabaram há muito tempo com o fenómeno.

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    1. Isto não são adeptos.
      São rufias, criminosos.
      Se fossem adeptos não iam perturbar a equipa em vésperas de uma final.

      Os dirigentes ajudam, a comunicação social ajuda, e o clima de tensão é cada vez mais insuportável.
      Vejo às vezes imagens daqueles debates entre adeptos dos três grandes clubes e aquilo parece mentira.
      Mas tem audiência, vende.

      Muito triste até porque, por razões familiares, o Sporting é um clube que me é muito simpático.
      E não merecia estar a passar por este tormento.

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  11. Assino por baixo a sua resposta à amiga FATYLY.
    E o BC disse que era chato o que sucedeu ???
    Eu ouvi !...

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    1. Eu também ouvi, João Menéres.
      Se tivesse um pingo de vergonha já tinha abandonado a presidência.
      Mas não tem e é um dos incendiários do futebol.

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  12. Amigo, uma boa postagem, com seu olhar crítico que mostra possibilidades de positividade, se acabasse com a violência e investigações sérias. Grata pela visita, volte sempre, abraços

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    1. Infelizmente não acredito que isso venha a acontecer, Prof. Lourdes Duarte.
      Abraços

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  13. Pergunto-me quantas pessoas precisarão morrer para que esta onda de violência seja levada a sério e se tomem medidas drásticas, contra os energúmenos que as provocam.
    Abraço

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    1. E eu não tenho a resposta para essa pergunta, Elvira Carvalho.
      Abraço

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  14. Há muito que a reflexão deu lugar à desbunda, ao vale tudo.
    Não vamos a parte nenhuma com falinhas mansas. O que se está a passar carece de medidas duras que não podem esperar mais.
    Deveriam ser suspensos, entre outros disparates, os debates televisivos. Deveriam os responsáveis pelos media ser chamados à pedra e fazer-lhes ver que não vale tudo em favor dos shares e outras m****s.
    Ah pois, a liberdade de expressão não pode ser, dizem, beliscada. Mas o desporto, o tal que deveria ser uma festa, pode ser maltratado por gente cujos neurónios desapareceram para parte incerta.
    Sejam quem forem, pertençam a que clube pertencerem, sejam responsabilizados, com prisão se for preciso e parece que é.

    Um abraço, Pedro.

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    1. Na véspera tinha visto no Facebook um momento de um programa desses em que o Pedro Guerra ameaçava agredir o tipo do Sporting (não sei o nome dele) que lhe chamou animal.
      Isto tudo com o Manuel Serrão com aquele riso trocista e satisfeito e o apresentador às aranhas.
      Quem semeia ventos...
      Mas é este esterco que vende, que dá audiências.
      Depois choram lágrimas de crocodilo.
      Aquele abraço

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  15. Nunca pensei que um acto desta violência pudesse ocorrer em Portugal.
    E as declarações do Presidente do Sporting! Surreal!!

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    1. Confesso que não fiquei muito surpreendido, Magui.
      A violência e incontinência verbal, tarde ou cedo, tinha que descambar em violência física.
      E se este é o episódio mais noticiado está MUITO longe de ser o único.

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  16. Parece que a violência no futebol é geral e irrestrita. Na minha cidade chegou-se a sugerir por autoridades, jogos com torcidas únicas. Isto é: em cada estádio, somente a torcida do dono do estádio poderia estar presente. Depois, com certa conscientização, procede-se com torcidas mistas. É triste, mas é verdade! Grande abraço. Laerte

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    1. Laerte,
      Como é possível transformar uma festa desportiva num circo romano??
      Temos que ser muito estúpidos para termos percorrido este caminho.
      Aquele abraço

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  17. Enquanto existir dirigentes futebolísticos a dizer que é chato ter os familiares dos atletas a telefonar para saber deles depois das agressões, o que pode melhorar dentro do futebol.
    Ele é corrupção, desvio de verbas e por ultimo espancamentos.
    Abraço

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    1. Era uma questão de tempo até algo deste género acontecer, Kique.
      E, se não se pára para dar a volta ao texto, vamos ter desgraças muito maiores e muito mais graves.
      Aquele abraço

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  18. Anda por aí muita gente do governo a fugir com o rabo à seringa, como se não tivesse culpas no cartório, Pedro
    Ando a fazer esta pergunta há meses: quando é que o SEJD se demite? Ele é o rosto do governo nesta área e anda a assobiar para o ar há pelo menos um ano, garantindo que está tudo tranquilo. E manteve o discurso depois de um simpatizante do SCP ter sido morto e das agressões bárbaras à porta de vários estádios que se multiplicaram ao longo da época. O governo tem responsabilidades na escalada de violência e não pode armar-se em virgem ofendida. Acho ignóbil que o governo ( e a comunicação social) estejam a usar o SCP como bode expiatório, sacudindo a água do capote pela negligència com que têm encarado a violência no desporto. E isto não é exclusivo do futebol. A violência física e verbal nas modalidades de pavilhão está numa escalada imparável e ninguém faz nada. Isto de seremos um país de Brandos Costumes um dia vai acabar mal.

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    1. O Bruno de Carvalho ainda ontem dizia isso, Carlos.
      Este caso é o mais mediatizado.
      Mas está longe de ser o único.
      Dias antes todos vimos aquelas agressões bárbaras em Guimarães.
      Se os ingleses e os holandeses conseguiram parar aqueles bandos de criminosos nós não conseguimos?
      Recuso acreditar nisso.

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  19. Abstive-me de comentar o caso, Pedro, mas isto passou dos limites do admissível há muito tempo... de quem é a culpa?

    De todos!!!

    Dos dirigentes, dos adeptos (principalmente destes porque se deixam influenciar de forma ingénua e absurda) e dos sucessivos Governos que nunca mexeram uma palha para resolver a escalada de violência que se assiste diariamente, sim, diariamente na televisão nacional com aqueles inenarráveis programas desportivos de qualidade rasca e que instigam ao ódio.

    Este ano, optei por não me deixar levar pela armadilha do "adepto de bancada", vejo pouco futebol nacional, graças a Deus.

    Aquele abraço.

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    1. Não vejo esses programas, Ricardo.
      Exceto alguns excertos via Facebook.
      E o que vi aqui há dias, com o José de Pina a insultar o Pedro Guerra (chamou-lhe animal), o Pedro Guerra a levantar-se e a oferecer-lhe porrada, tudo perante o olhar trocista do Manuel Serrão, acho que explica muito este clima de violência, verbal e física, que se vive à volta do futebol.
      Perante o olhar complacente de todos e grandes audiências neste esterco televisivo.
      Depois choram lágrimas de crocodilo.
      Espero que o Sporting saia rapidamente deste pesadelo, que os jogadores recuperem animicamente para poderem disputar o Mundial, que os trogloditas sejam corridos de vez do futebol.
      A começar no inenarrável Bruno de Carvalho, cujo nome até rima com Bruto do Ca...lho!
      Aquele abraço

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  20. A verdade é que numa sociedade verdadeiramente civilizada, desde logo este tipo de actos não sucederiam e respectivamente não se resolveriam com mais e mais segurança, pois que daqui a nada somos todos considerados, ao menos abstractamente e em potência, uma boa manada de touros bravos a serem vigiados e guardados em permanência.

    http://curiosidadesp.blogspot.pt/2018/05/inocencia-infantil-ingenuidade-juvenil.html

    Lamentável, desde os anos noventa que me venho a afastar mais e mais do futebol, pois este tem-se vindo crescentemente a tornar um meio pouco recomendável, a diversos níveis _ mesmo sem natural prejuízo dos seus positivos méritos!
    Abraço
    VB

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    1. O futebol era um pretexto para convívio familiar, Victor Barão.
      Lembro bem esses tempos.
      Agora está cheio de marginais, bandidos, psicopatas.
      Uma pena...

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