30 de janeiro de 2013

O PS é o Sporting da política


Pedro Passos Coelho é, a cada dia que passa, um primeiro-ministro e um líder partidário mais tranquilo.
Cara de um programa de austeridade brutal, primeiro responsável pela imposição de sacrifícios terríveis aos portugueses, Pedro Passos Coelho só poderá ver perigar a sua posição enquanto primeiro-ministro, ter uma oposição eficaz, mortífera até, do .......CDS, de Paulo Portas, do parceiro de coligação.
Volte-se a uma imagem já aqui utilizada - este Governo cair, antes das autárquicas (depois das autárquicas a conversa já poderá ser outra....) seria algo de semelhante ao cúmulo da lentidão - correr sozinho e acabar em segundo!
Pura e simplesmente porque não tem oposição.
E o Presidente da República não está ali para criar confusões, para ser "força de bloqueio", muito menos para fazer cair  governos.
Com um PCP e um Bloco de Esquerda que não convencem, e que valem pouco em termos eleitorais, perante um cenário de crise económica e social, o PS teria tudo para facilmente reconquistar o poder.
Mas os socialistas estão mais preocupados com lutas de poder internas do que em ser oposição eficaz ao governo.
O que se sentia em surdina, as dissenções entre António José Seguro, um líder fraco e sem o mínimo de carisma, e António Costa, o homem de mão da ala socrática do partido e que friamente ia deixando correr o seu mandato na presidência da Câmara de Lisboa para, depois, tomar de assalto o partido, é agora público e notório.
Este PS é uma espécie de Sporting da política.
Uma casa desarrumada, sem rumo, sem liderança, em permanente luta interna, que vê os adversários fugirem, mesmo quando cometem erros, enquanto vai queimando "treinadores".
Com os socialistas a conseguirem ser adversários de si próprios, Pedro Passos Coelho vive cada vez mais tranquilo.
E, se souber escolher bem os candidatos às autárquicas, poderá inclusivamente conseguir o que se pensava, e dizia, impossível.
Retomando a linguagem desportiva, quando não há adversários é virtualmente impossível não ganhar os jogos.

12 comentários:

  1. Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão, Pedro! E por aqui me fico!

    Abraço

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    1. Mas há um senhor a comer baguette que está a manobrar esta brincadeira toda, Ricardo.
      Bastou ouvir António Costa desmentir que é um joguete de Sócrates para ficar a perceber que ele nos estava a pedir para lermos a frase ao contrário.
      Aquele abraço!!

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    1. mor,
      Caso para dizer que, entre um e outro, venha o diabo e escolha :))

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  3. Análise e título do post, impecáveis, Pedro ! :))
    ... agora é que eles "entornaram o caldo" ! rsrs ... e os "atraiçoados" apoiantes do A.C., tornaram-se mais visíveis pelo "actual patrão", pela calada irão continuar a torpedeá-lo e não perdoarão a A.C..
    Não vejo condições para que haja uma "paz duradoira" !
    .

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    1. Quando o país está numa situação caótica, andar às turras dentro do partido para uma troca de cadeiras dá uma credibilidade do caraças, Rui!
      Aquele abraço!!

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  4. Fiz link, Pedro. Estou de acordo com quase tudo e explico no CR porquê
    Abraço

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  5. Infelizmente, assim é! Num momento em que o país precisava de um líder de oposição forte, para fazer frente a este bando de desgovernantes do piorio, o PS só dá tiros no próprio pé! E com a esquerda eternamente às turras e sem se conseguir entender, pois estamos nisto... :(((

    Quanto ao PR, pois, também tem o rabo preso, com tantos amigalhaços metidos nas maiores trafulhices nacionais.

    Enfim, como se costuma dizer, estamos entregues ao bichos!

    Beijocas

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  6. Teté,
    Uma esquerda sem qualquer ponta de credibilidade.
    Ou porque não quer ser solução governativa (PCP e BE) ou porque anda à bofetada internamente em vez de se preocupar em apresentar alternativas credíveis.

    Do PR não se pode esperar nada.
    Ele esta naquela situação que os opositores de Bush classificavam como "doing a little presidentin'" :))
    E é só isso que vai fazer até final do mandato
    Beijocas!

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  7. É a isto que estamos entregues... Assustador no mínimo...

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  8. A tal "alternativa".
    Como dizia o outro, para pior já basta assim!!

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