31 de janeiro de 2013

É isto que queremos para Macau?



Os números são impressionantes, o crescimento da economia incrível, o PIB invejável, o estatuto de capital do Jogo um orgulho e uma bandeira.
Já todos os conhecemos porque constantemente são notícia.
Esta é a Macau dos néons, das luzes, dos casinos, do vício, do kitsch.
Para que esta Macau exista, prospere, cresce a sensação que vale tudo.
Até mesmo a barbárie que as fotos documentam.
Não, não se trata de montagem, são fotos de alguns dos 20 milhões de visitantes que aqui entram por ano, nos últimos anos.
Gente sem o mínimo civismo, sem a mais pequena ponta de educação, de hábitos citadinos.
Mas que aqui gasta muito dinheiro.
E, como gasta muito dinheiro, tudo se lhes permite.
Se alguém ainda tinha dúvidas que dinheiro não é sinónimo de educação, civismo, tem aí a prova que faltava.
Quando a abertura das fronteiras vinte e quatro horas por dia é tema de conversações, em Macau e no interior da China, confrontados com estas aberrações, urge parar, reflectir, questionar - é isto que queremos para Macau, é esta a cidade que queremos deixar como legado aos nossos filhos?

34 comentários:

  1. Mas achas que estão preocupados com isso?
    A começar no Turismo e a terminar no municipalismo... tão-se nas tintas...
    Quem tem que conviver com isto, isto é, nós, que se lixem!

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  2. Será preciso chegar ao nojo para se continuar a bater recordes?
    Será preciso vender (ainda mais!!) a cidade para empaturrar algumas contas bancárias?
    Eu quero acreditar que não.
    Porque, respondendo à pergunta que eu próprio formulo, não é esta a cidade que quero deixar para as minhas filhas.
    Mesmo que tenha os cofres cheios de dinheiro.

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  3. Nunca vi tal coisa em Macau, não será mesmo uma montagem? Em plena luz do dia? Nunca presenciei tal coisa, quer em homens quer em mulheres...
    Mor

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  4. Mor,
    Ainda há mais uma que aqui não publiquei - um tipo a urinar encostada a uma parede lateral do edifício-sede do IACM (Rua Central).
    São, são feios porcos e maus!!
    E não me surpreende nada.
    No Jardim Zoológico, em Cantão, vi a mãe a pegar no filho na esplanada, a agarrá-lo ao colo por cima dos caixote do lixo para ele defecar ali.
    Depois, limpou-lhe o rabo com guardanapos de papel que tinha trazido da mesa, subiu-lhe as calças e voltaram para a mesa onde continuaram tranquilamente a respectiva refeição.
    Pequeno pormenor - 15 passos para a direita e tinha uma casa de banho pública.
    Quinze passos para a esquerda e tinha outra!

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  5. É isso mesmo Pedro, são feios porcos e maus. Assustador

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    1. Em plena rua, à luz do dia, com gente ao lado.
      Dá para tudo, Hugo.
      Nojentos!!
      É isto que gente quer?
      Eu, não!!

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  6. Só há uma maneira, o IACM começar a fiscalizar e a passar multas pesadas. Quando virmos situações destas fazer queixa.

    Mor

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    1. A legislação existe - alínea 2) do artigo 2º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e nº 14. do artigo 2º do Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005 - 600 rufas de multa.

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  7. Estimado Amigo Pedro Coimbra,
    Macau está ficando uma selva e como muito bem diz, essa gente precisa de tomar mais chá.
    Quando as Portas do cerco passarem a funcionar 24 horas por dia, então a criminalidade e tudo o mais irá aumentar em Macau.
    Estou recordado que estando eu a comandar a Divisão Policial de Macau, na qual estava incluinda as Portas do Cerco e sem aviso prévio a fronteira passou a funcionar até às 22.00 horas, é assim já.
    Como escrevi em tempos e meu Estimado Amigo até comentou, os chineses vinham abastecer-se de fezes a Macau, nos dias de hoje é ao contrário e pelas ruas da cidades fazem as suas necessidades.
    Nos anos 70 os chineses de Hong Kong faziam de Macau o caixote de lixo, e tudo era a aceite devido ao jogo, a comédia continua.
    Abraço amigo e sem m.... pelo meio

    Ao cair da tarde, quando o Comandante da PMF rondava na sua viatura junto à ponte 34, do porto interior, viu u movimento estranho de embarcações. Estas iam e vinham, carregando algo que não sabia bem o que era, pensando logo tratar-se de contrabando.

    Procurando pelo patrulha ali em serviço, deu com o agente macaense bem instalado num banco e atento ao serviço. Este agente era coxo e vendo o Comandante levantou-se compremetido fazendo rápida continência.

    Por seu turno, este surpreendido por ver ali um agente, perguntou-lhe o que se passava com o movimento daquelas embarcações carregando alguma coisa, inquirindo também se tinham licença para o fzer.

    Em resposta o agente disse "Comandante é merda" . De facto era esse adubo orgânico que estava a ser embarcado sem qualquer licença, por agricultures da China, que vinham a Macau abastecerem-se desse "produto" para adubarem as suas hortas.

    O Comandante embasbacado com a resposta recebida dirigiu-se para a viatura, matutando em como de facto os agentes macaenses falavam "português correctamente!".

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  8. Recordo-me desse seu post, Amigo Cambeta.
    O que é que se pretende com a abertura das fronteiras 24 horas por dia?
    Rebentar Macau?
    Sabe qual é a minha esperança?
    Pequim.
    Pequim puxar as orelhas ao pessoal e meter juizinho nestas cabeças de vento.

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  9. Lamentável, Pedro, lamentável! :(

    Abraço

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    1. Intolerável, Ricardo.
      Esse é o meu sentimento.
      O que é que estão a fazer a Macau, Ricardo? :(
      Aquele abraço!

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    2. Caro amigo Pedro Coimbra!
      Lastimo saber que os cidadãos de Macau são obrigados a se depararem com situações constrangedoras, com a captada pela fotografia apresentada.
      Caloroso abraço! Saudações solidárias!
      Até breve...
      João Paulo de Oliveira
      Diadema-SP

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  10. Inacreditável, Pedro ! Se não me garantisse que essas cenas são correntes, pensaria que seria uma situação isolada de pura emergência, mesmo assim deplorável ! :((
    Impressionante a passividade das pessoas que estão por perto, como se se tratasse da coisa mais natural do mundo ! :(((

    Abraço !
    .

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    1. Não Rui, não é isolado.
      É pura selvajaria!!
      Aquele abraço

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  11. Tenho dificuldade em acreditar, Pedro. Em pleno dia e com uma multidão por perto?
    Que falta de... chá! Como diz o nosso amigo António.

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    1. Para estes nojentos não há qualquer problema nisso, Catarina.
      Falta de chá?
      Falta de tudo, Catarina!!

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  12. Credo! Mas essas raparigas saíram de onde? E não é proibido?!? Estranhíssimo, no mínimo...

    Beijocas

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    1. Teté,
      Vêm do interior da China.
      E são uns/umas selvagens!
      Sim, é proibido.
      Ontem, mais uma das fotografias online, era a de um gajo a urinar contra a parede lateral do edifício-sede do organismo que fiscaliza estas infracções.
      Selvagens, pura e simplesmente!!
      Beijocas

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  13. Fiquei de boca aberta, Pedro! Lamentável, realmente...

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    1. Execrável, Carlos, é mais isso.
      Nojentos do c#$%^&*!!!
      E querem abrir as fronteiras 24 horas por dia.
      Para termos mais disto??!!

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  14. Fiquei chocada Pedro, não imaginava que tal coisa fosse possivel.

    beijinho e uma flor

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    1. Quem é que imagina, Adélia?
      Naquela viagem a Cantão que refiro na resposta à mor, numa paragem do autocarro, para vemos uns campos de morangos e colher alguns, coisa que eu nunca tinha visto nem feito, não é??, pedi para ir à casa de banho.
      Sabe onde era?
      Contra uma parede!!
      Para homens, mulheres, crianças, al fresco e com escoamento para os morangos.
      Será preciso dizer que nunca mais lá voltei??
      Beijinho

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    2. Continua a comer morangos, Pedro? : )

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    3. Importados, Catarina, importados :)))
      Já imaginou a nojice??

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  15. Tenho a certeza que é montagem!

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    1. Que tal perguntar ao jornal de ontem (Hoje Macau??) se publica montagens??
      E a cachopita a mijar à saída da Porta do Cerco?
      Montagem?
      E o caramelho a mijar contra a parede lateral (Rua Central) do Edifício do IACM?
      Montagem?
      Porra que se anda a montar muito!!

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  16. Que situação... É nojento mesmo não há outro adjectivo :/

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    1. Popppy,
      Nunca pensei chegar a ver isto em Macau.
      Que tristeza!

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  17. Realmente, Pedro, é preciso chá ... :)
    Inacreditável, se não lesse aqui nunca tal me ocorreria.
    Beijinhos! :)))

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    1. ana,
      Quem é que pode pensar numa barbaridade destas?
      E quer-se fazer com estes bárbaros uma cidade de turismo e lazer?
      Beijinhos

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  18. Hahaha, esses é que são os verdadeiros "ah tcháns". :)

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