15 de março de 2012

O Branco e o Negro


Com um abraço especial para o Rodrigo que me enviou esta linda mensagem




Meu irmão branco
  ( africano anónimo)

Quando eu nasci, era negro.
Quando cresci, era negro.
Quando apanho sol, fico negro.
Quando estou com frio, estou negro.
Quando tenho medo, fico negro.
Quando estou doente, sou negro.
Quando perco a coragem, estou negro.
Quando morrer, continuarei negro.
 
Você homem branco:
Quando nasceu, era cor de rosa.
Quando cresceu, ficou branco.
Quando apanha sol, fica vermelho.
Quando tem frio, fica roxo.
Quando está com medo, fica pálido,
Quando está doente, fica verde.
Quando perde a coragem, fica amarelo.
Quando morrer, ficará cinzento.
 
E ainda tem lata de me chamar
 
           “homem de cor” ?!

13 comentários:

  1. Caro confrade Pedro Coimbra!
    Reflexão irretocável!!!
    Caloroso abraço! Saudações igualitárias!
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Diadema-SP

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  2. O texto é lindíssimo, caro Prof. João Paulo de Oliveira.
    Aquele abraço

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  3. Fabuloso texto, Pedro!!!

    Sem mais comentários para não estragar este momento lindo de poesia e verdade!!!

    Grande abraço

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  4. Uma maravilha, não é Ricardo?
    Forte abraço caro amigo

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  5. Ahhhhhhhh! Que coisa linda! Vou copiar e arquivar. Nunca, mas nunca tinha pensado nestes termos.

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  6. Já conhecia :) Mas é sempre bom reler!*

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  7. Acho estúpido essa expressão "homem de cor". Eh pá, ou é negro ou é preto, para que tanta complicação? Em relação ao texto, eu já conhecia, mas duvido que um negro é negro também quando nasce...

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  8. Catarina,
    Muito bonito mesmo, Catarina

    Catarina,
    Para mim foi uma (boa) novidade

    FireHead,
    Então quando nasce é o quê?
    Cinzento?
    Você tem cada uma!!

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  9. Hoje ouvi na Rádio USP que tal poema é de um poeta Senegalês, do qual não consegui registrar o nome, infelizmente.

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    1. Já batia certo com a referência africano anónimo, Pedro Braga
      Um abraço!

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  10. Texto pra calar a boca de uns...

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    1. Mas não se calam, Anónimo.
      Continuam a dizer os mesmos disparates.

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