18 de junho de 2011

Primeiras impressões do novo elenco governativo


Pedro Passos Coelho e Paulo Portas conseguiram vencer o primeiro dos desafios importantes, e são tantos!!, que lhes são colocados.
Apresentar um elenco governativo, depois de terem alcançado e subscrito um acordo político, em muito reduzido espaço de tempo (48 horas).
Entre os dez ministérios que o PSD tinha em mente, e os doze que Paulo Portas defendia, o acordo ficou a meio caminho - onze ministérios.
Que são os seguintes (pastas e respectivos titulares):

Finanças - Vítor Gaspar

Economia - Álvaro Santos Pereira

Negócios Estrangeiros - Paulo Portas

Defesa - Aguiar-Branco

Justiça - Paula Teixeira da Cruz

Administração Interna - Miguel Macedo

Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares - Miguel Relvas

Segurança Social - Pedro Mota Soares

Educação e Ensino Superior - Nuno Crato

Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas

Saúde - Paulo Macedo

Olhando para as escolhas, é fácil detectar a preocupação de apresentar uma equipa jovem, com gente normalmente arredada do jogo de cadeiras (Paulo Portas será a excepção, mas acredito que possa ser um bom ministro dos Negócios Estrangeiros), com claro enfoque na competência técnica em detrimento da experiência política (as escolhas para a Economia, Finanças e Educação são bons exemplos), o cumprimento da promessa de integrar personalidades independentes no elenco governativo, alguma coragem de correr riscos com personalidades muito jovens e sem experiência governativa (Assunção Cristas é o melhor exemplo).
É uma equipa que, à primeira vista, pode imprimir algum dinamismo à governação do país, que procura responder aos desafios económicos (terríveis) que se vão fazer sentir nos próximos anos, que suscita algum entusiasmo, mais não seja pelo risco que assume.
Não sei se estamos perante uma equipa ganhadora.
Isso, só o tempo o dirá.
Mas julgo que estamos perante uma equipa que, pelo menos, merece o benefício da dúvida.
Desempoeirada, que não cheira a mofo, que pode transmitir alguma esperança e entusiasmo.
Tão necessários quando o país se encontra profundamente deprimido.
Na dupla vertante psicológica e financeira.
Pedro Passos Coelho e Paulo Portas responderam com rapidez e eficácia aos primeiros desafios que tinham de enfrentar.
Espero (desejo) que continuem a trilhar o mesmo caminho, e com a mesma energia, doravante.
Pessoalmente, repito, dou-lhes o benefício da dúvida.

6 comentários:

  1. Caro Pedro
    O grande problema é a autonomia que o Governo (novo)dispõe para pôr em prática as suas políticas. Oportuno ouvir Saramago em "a falsa Democracia"
    Abraço

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  2. Houve recusas de alguns elementos convidados por PPC o que obrigou o mesmo a alterações de última hora.

    Este não é, na minha perspectiva, o governo ideal, por falta de perfil de alguns dos seus elementos.

    Compete-me, como cidadão português, dar o benefício da dúvida e desejar a melhor governação possível.
    Para bem de todos e de tudo.

    P.S. - Onde se meteram Bagão Félix e Fernando Nobre?

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  3. Pedro
    Como dizia o cego "vamos ver, vamos ver"...
    até onde conseguem acertar o passo se onde aprenderam a dançar não foi na mesma academia.
    Abraço

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  4. Rodrigo,
    Este governo tem alguns pontos positivos.
    Pelo menos, do ponto de vista teórico.
    Depois de escrever este post, ouvi uma entrevista com Medina Carreira.
    Dizia ele, e eu concordo, que este governo representa um mudança geracional, apresenta gente muito bem preparada tecnicamente em detrimento de politiqueiros, apresenta gente que tem um emprego, ou é capaz de ter um emprego com facilidade.
    Isto é, que não vive da política e de tachos.
    Está limitado pelos compromissos assumidos?
    Claro.
    Mas, até nisso, é bom que haja ali técnicos competentes, negociadores hábeis, em vez de vendedores de banha da cobra.
    Confesso que PPC me surpreendeu.
    E espero ter razão quando digo que penso que este é um bom governo.
    Abraço

    Observador,
    Haver recusas é normal.
    Catroga foi uma delas.
    E explicou porquê.
    Quer-se gente jovem, dinâmica, cheia de energia.
    Chega de ver as mesams caras, com os mesmos vícios, os mesmos esqueletos no armário, as mesmas dívidas de gratidão para com uma clientela bem grande.
    O desaparecimento de Bagão Félix, por exemplo, é um bom sinal dessa nova geraçao que agora aparece.
    Fernando Nobre é outra história.
    Esse é para aparecer na AR na tentativa de ser eleito.
    Representa o oposto deste governo.
    Cada vez percebo menos a teimosia de PPC com ele.

    Adélia,
    Como referi, dou o benefício da dúvida a este governo.
    Para já, de entrada, fiquei (bem) impressionado.
    Abraço

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  5. Teresa Hoffbauer (ematejoca azul)20 de junho de 2011 às 08:54

    Modificando as palavras de Mark Twain, digo que só os tolos são pessimistas, por isso, dou a este jovem governo o benefício da dúvida.

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  6. Teresa,
    Este governo tem, logo à partida, um ponto positivo - não são as mesmas caras de sempre.
    A tal geração mais qualificada de sempre, de que tanto se fala, chega ao poder, à governação do país.
    Vai ter um bom desempenho?
    Não sei.
    Mas acredito que sim.
    E tem energia', preparação técnica e "mundo".
    Que são qualidades essenciais neste momento.

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